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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Bibliotecas escolares e aprendizagem à distância - o segredo está na massa (crítica, profissional, qualificada)



No número de Setembro de 2020 da Synergy, publicação regular da SLAV, Associação de profissionais de bibliotecas escolares de Victoria, Austrália, cuja leitura se recomenda, destaco um artigo
Susan La Marca, no Remote learning and school libraries: SLAV survey results, conclui pelo papel determinante das coleções (diversificadas, abundantes, acessíveis presencialmente e a distância), e da existência, qualificação e preparação dos profissionais das bibliotecas escolares no sucesso de ensino remoto.

Num momento em que em Portugal nos deparamos com exemplos muito desiguais de resposta das bibliotecas escolares e das decisões de gestão das escolas que as envolvem - e que vão da ampliação e inovação em serviços presenciais e à distância, ao puro e simples encerramento, afectando recursos humanos das bibliotecas escolares a outros serviços das escolas, em alguns casos durante dois anos já, sem que a Rede de Bibliotecas Escolares, aparentemente, consiga interferir nestas decisões... - estes alertas são muito úteis, reforçando os argumentos de quem não desiste de investir neste recurso transversal a todas as aprendizagens curriculares, com ou sem pandemias.
Um tempo árduo, mas também de grandes oportunidades de afirmação das Bibliotecas Escolares - esperemos que não sejam oportunidades perdidas!

La Marca, S. (2020) Remote learning and school libraries: SLAV survey results

Resumo 
The results of this survey clearly indicate the vital role of school libraries in our school communities.  There are many examples here of trained library professionals displaying creativity and flexibility in responding to the learning and teaching needs of remote learning. Results clearly demonstrate how a well-staffed and well-resourced  school  library  supports  and  enriches  a  school  community.  This is vital for learning and teaching, but also in support of the general well-being of staff and students and the common pursuit of developing resilient, life-long learners.
The results also indicate how those school libraries that were under- resourced, or poorly staffed were, to some extent, unable to respond effectively to the needs and demands of remote learning. The results highlight the importance of quality professional networks that can be trusted.  These, and other dependable institutions, become crucial in times of crisis.  Knowledge about quality resources, how to find them, organise them, and facilitate access to them for all, is a key ingredient of the school library.  Remote learning demands highlighted this, particularly where we see teacher librarians who, with a knowledge of curriculum, the learning needs of students, literacy development, and the research process, were able to support and enhance teaching and learning in a range of subject areas.Results clearly demonstrate how a well-staffed and well-resourced school library supports and enriches a school community.
The responses emphasised the continued relevance of authentic, curriculum-based, quality resources.  This clearly highlighted the need for collections of all kinds, print and digital, to be organised, accessible and managed by trained professionals who are able to teach others how to use them well, and also to put in place systems to facilitate equitable access.

View of Remote learning and school libraries: SLAV survey results

sábado, 10 de julho de 2021

Que se passa nas nossas escolas?

Para mudar, é preciso conhecer, e aprofundar o conhecimento da realidade. A investigação ajuda.

A racionalidade formal, em busca do “menor meio”, foi dominante, por mais que o legislador tivesse insistido discursivamente em razões educativas e em critérios pedagógicos. Revelou-se, contudo, incapaz de compreender como o processo e os meios administrativos usados contrariavam, radicalmente, os fins educativos e pedagógicos anunciados. 

O predomínio de uma lógica racionalizadora centralizadora sobre uma lógica alternativa de tipo associativo autonómico pode ter permitido alguns ganhos em termos de modernização, de padronização de regras, de gestão da grande escala segundo critérios universais e orçamentais, mas menorizou a substantividade dos processos educativos, as dinâmicas institucionais, as regras organizacionais construídas no plano da ação organizacional escolar, para além de ter apoucado os atores educativos e a já mítica “autonomia da escola”. 

Os choques entre racionalidades distintamente ancoradas são, assim, inevitáveis. Mas o maior problema reside na naturalização e despolitização da razão técnico instrumental, como se todos os referenciais alternativos engendrassem soluções inaceitáveis e tecnicamente menores. 

Por isso o diálogo e a argumentação entre distintos universos de racionalidade não são apenas difíceis; mais do que isso, tendem a ser evitados, substituídos pela força da imposição normativa e pelo estabelecimento de relações de poder de tipo autoritário, coercivo e disciplinar. Em termos de estudo, os agrupamentos de escolas representam um dos mais interessantes problemas a explorar. 

Este texto pretendeu contribuir para a compreensão das políticas, dinâmicas e perfis dos agrupamentos, trabalhando dados estatísticos de proveniência oficial e procurando estabelecer relações entre eles, tendo como pano de fundo os objetivos de democratização da educação e interrogando, a partir das razões invocadas pelo legislador, as vantagens pedagógicas destas novas “unidades administrativas”.

Num contexto em que quase metade dos agrupamentos do continente são parciais – enfraquecendo o racional adotado pelo legislador –, chamou-se a atenção para: 

  • as dificuldades de democratização das suas organização, estruturas e funcionamento; 

  • as tensões entre percursos escolares integrados e justapostos; 

  • as dificuldades em garantir uma transição adequada entre níveis e ciclos de ensino (especialmente sem a reorganização destes); 

  • os limites e contradições do anunciado reforço da capacidade pedagógica das escolas; 

  • os limites apresentados à democratização, à participação dos atores e à autonomia das escolas.

in

TORRES e LIMA (2020) Políticas, dinâmicas e perfis dos agrupamentos de escolas em Portugal

Ler mais aqui http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/n237_a03.pdf

E prosseguir visionando aqui (video de 2020) https://youtu.be/Xy37RLTUpEw

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Aprender línguas, leitura, escrita, vocabulário... literacia


Resultado de imagem para the backseat linguist

Um blog deveras interessante dando notícia de investigação sobre o tema  (EUA), focado sobretudo nos problemas da aprendizagem linguística, do vocabulário à leitura
http://backseatlinguist.com/blog/

O mesmo autor Jeff McQuillan publicou até 2017 aqui
https://medium.com/the-backseat-linguist

Também com rosto no Facebook
https://www.facebook.com/backseatlinguist

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ter ou não ter bibliotecário escolar / professor bibliotecário qualificado, a tempo inteiro e com equipa de apoio faz mesmo diferença no sucesso educativo!

RESEARCH (2012) CONCLUSION
This study adds to the evidence that all K–12 students need and deserve quality school library programs with full-time certified staff. Students are more likely to succeed when they have library programs that are well staffed, well funded, technologically well equipped, well stocked, and more accessible. And, the neediest learners may benefit the most from trained librarians and quality library programs.
However, much work still needs to be done to use this research to reach influential stakeholders who control the future of school library programs and their staffing. While many states are pursuing state reforms and regulations, this doesn’t negate the role of the individual school librarian to learn and share these findings locally. Everyone needs to nurture library champions who will defend the position that all K–12 school students need and deserve full-time school librarians and well-resourced school libraries in order to develop the skills needed to be productive in the 21st century.

Latest Study: A full-time school librarian makes a critical difference in boosting student achievement | School Library Journal (Março 2013)

De um dos comentários:
Actually, there are two points that I saw in the article which highlight ‘some of the activities of librarians do within their schools to make these students perform so much better in school’ as you requested.
- teaching the Standards for the 21st-Century Learner, and
- teaching inquiry-based learning.
You can see the information in the section titled “The role of the school library program and academic standards”. The information mentions “dramatically higher scores” and students being less likely to score below basic.
Also, I think you are correct that the “cataloging and shelving” activities you mention do not make the difference in student achievement. That is probably why schools where the full-time librarians have support staff do better than where there is no support staff (because the support staff would be doing the cataloging and shelving type activities and the librarian would be spending more of his/her time teaching the 21st century skills and inquiry-based learning activities that make the difference).

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Como usam as bibliotecas os Guias/LibGuides?

Imagem de um Guia de uma Biblioteca no Illinois (Primary Source Village. Tutorial)

Um livro a recomendar a uma biblioteca especializada sobre bibliotecas (Onde está ela? Talvez na BAD...):

Primary Research Group has published Library Use of LibGuides, ISBN 978-157440-257-5
The study explores how many LibGuides libraries are making, the rate of growth in Lib Guide creation, and how extensively LibGuides are used.  The report also covers the estimated time it takes to create a LibGuide and its impact on library productivity.  The study furnishes insights on the number of librarians in an organization who use LibGuides, the support that they receive, and the marketing of LibGuides to faculty and students, among many other issues.  The study also points out the most admired LibGuides, the most used, and gives hard data on the number of LibGuides from institutions other than their own that libraries are using.  The study helps its readers to answer questions such as: how many libraries are using LibGuides as their library website? What are library plans for LibGuides in the future? Have libraries considered alternatives to LibGuides? How satisfied are libraries with LibGuides? What kinds of LibGuides are libraries developing and how are they encour!
 aging students and faculty to use them?
Just a few of the study’s main findings are that:
•       The growth rate over the past year in the stock of LibGuides for the private colleges in the sample was an astounding 63%.
•       College libraries with a budget in excess of $3 million maintained a mean of 109 LibGuides.
•       42.11% of the libraries sampled have one or more individuals whose primary job it is to create LibGuides or other kinds of research guides.
•       Only 3.51% of the libraries sampled have measured or studied how much staff time it takes to develop a typical LibGuide.
•       31.58% of the libraries offer courses, seminars, or otherwise provide formal training in use of LibGuides to library staff.
 For further information view our website at www.PrimaryResearch.com.

Um cheirinho da informação disponível, resultado do estudo que envolveu dezenas e dezenas de entidades:
Table 2.8 What are your library's top three LibGuides in terms of total user sessions?
1. Citation styles, copyright & plagiarism, Hot Paper Topics.
2. Business Databases A to Z, Subject Guides (landing page), List of IGOs.
3. Library Databases, Library Hours, EH300 - Business Writing.
4. Downloadables, Databases by Subject, Summer Reading.
5. Civil Service Exams & Test Preparation, Just Listen to Yourself 2013, Digital Literacy.
6. Book Clubs, Movies, Summer Reading Program 2013.
7. Biology, agriculture, business.
8. eBooks – Home, Course Resources: Fall, Year 1, eBooks - Complete List.
9. Emery A. Gunnin Architecture Library, Psychology, Interlibrary Loan.
10. Pharmacy, Education, Marketing & Advertising.
11. Finding a Library Job, Goldstein for Distance Learners, and Information Technology Resources.
12. Citation Guide, Find Articles, Find Books & More.
13. Library Tutorial, Public Speaking, Literary Criticism.
14. Quick Reference Guide: MLA Citation, FRACKING, APA Style Guide.
15. Intro to Business resources, Writing Seminar, entrepreneurship.
16. English and History.
17. Citation, English, Business.
18. Incoming Students' Guide to the YU Libraries; Ancient Jewish History; Footnotes, Bibliographies.
19. Reading Apprenticeship, ESL, Library "HelpZone."
20. Library Services, English Composition, Nursing.
21. EBSCOhost; Citing Sources; Researching & Report Writing.
22. Writing 121 (Composition I), Nursing, Writing 122 (Composition II).
23. Nursing, Psychology, Education.
24. Law, International Law & Medicine.
25. iLL, main menu, nursing.
26. Nursing, Evaluating Websites, and First Year English Research Guide.
27. Article databases, Welcome to the Research Guides, eBooks and audiobooks.
28. Human Library, Job Search Strategies, Communication.
29. Database List, Databases by Subject, Databases by Type.
30. American History I, American History II, Speech Resources.
31. Databases by Subject.
32. MLA Citations, Lincoln: The Constitution and the Civil War, The Research Process.
33. Working Inside the Box: LibGuide Tips for Librarians; Archives and Special Collections; Public Health.
34. History, Psychology, College Outcomes & Assessment.
35. (excluding our web site which is based on a LibGuide) Databases, Halloween, Critical Thinking.
36. Expressive Therapy, Art History, Education.
37. Library Home, OTA, Med_Prof.
38. Beginning research, business info, and strategies for success
39. Products Liability, Warrantless Searches in FL, Fl Condominium Law.
40. Archaeology, Printmaking, Bookbinding.
41. Nursing, Baking & Pastry Arts, Spanish 121.
42. Reading Room ebooks, business.
43. Affordable Care Act.
44. Job & Career Resources; Summer Reading Clubs; Community Resources for Those in Need
Exemplos de Guias de Bibliotecas Escolares (K-12 libraries): http://libguides.com/community.php?m=i&ref=www.libguides.com

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A propósito de concursos para professor bibliotecário, a decorrer


De modo consistente, os resultados em Leitura são melhores para alunos que dispoem de bibliotecários qualificados. Em escolas com bibliotecários a tempo inteiro, não apenas melhoram os resultados “pré-escola básica”, mas também melhoram mais os das escolas do básico ao secundário. (Pennsylvania 2012)
Em média, a percentagem de alunos que se classificam com “nível avançado” em Escrita é 2,5 mais alta em escolas com biblioteca´rios qualificados, a tempo inteiro, que nas que não dispoem de tal, Além disso, nas escolas que dispoem simultaneamente de bibliotecários qualificados e de pessoal de apoio, a percentagem de alunos que se classificam com “nível avançado” em Escrita é o dobro da alcançada pelos alunos das escolas que apenas dispoem de pessoal a tempo inteiro, qualificado. (Pennsylvania 2012)
Os alunos do ensino básico em escolas com bibliotecários escolares qualificados tendem a obter níveis mais elevados em inglês língua não materna que os que frequentam escoas com bibliotecários escolares não qualificados.(New York 2010)
Num estudo sobre alunos do 3º e do 4º grau, a presença de um bibliotecário escolar foi o único prenúncio forte de prazer na leitura; da mesma forma, os alunos do 3º e do 6º grau em escolas sem pessoal de biblioteca com formação tendem a ter desempenhos mais fracos em testes de leitura.(Ontario 2006)
Níveis mais exigentes de recrutamento de pessoal para as bibliotecas estão relacionados com desempenhos de leitura mais elevados, com um aumento de 7 a 13% do ensino básico ao secundário. Houve também progressos notáveis no desempenho na escrita na escola básica e média, até 18%. (Illinois 2005)
Os níveis do pessoal das bibliotecas, quer entre profissionais quer entre paraprofissionais, estão relacionados de forma significativa com o progresso nos serviços que aa bibliotecas fornecem e as melhorias naqueles serviços relativos aos níveis mais elevados nos testes. A força da relação existente entre serviços de biblioteca e resultados nos testes/exames aumenta com o nível de ensino, Estes resultados mantêm-se significativos quando se têm em conta todas as outras variáveis relativas à escola e à comunidade, incluindo média da escolaridade dos pais, pobreza, diferenças étnicas, percentagem de alunos de língua inglesa, e salário médio dos professores. (California 2008)
Assistentes de biblioteca que trabalham sem a supervisão de um bibliotecário escolar com formação não têm impacto nos resultados de leitura. (Colorado 2012)
Entre 2005 e 2011, os alunos de todas as escolas que adquiriram bibliotecários qualificado apresentaram resultados de leitura mais altos e maiores progressos nesses resultados que os alunos sem bibliotecário. Esta relação não pode ser explicada por si só por condições económicas locais.
(Colorado 2012)
“Staffing”, in “School library impact studies : the major findings from the past ten years”, Mansfield University, 2013, p.11-12


Recorde-se que, como consagrou a IFLA, a designação bibliotecário escolar é usada para os profissionais trabalhando em bibliotecas escolares, e que podem ser designados de outras formas, em diferentes países e sistemas escolares e de bibliotecas: professor bibliotecário, mediatecário escolar, especialista de informação e educação, especialista de media - educação, entre outros. Paraprofissionais são os elementos das equipas responsáveis por bibliotecas que não dispoem de formação qualificada como profissionais da área.
Esta obra publicada pela Universidade de Mansfield, para promover os seus cursos online neste campo, resume alguns dos principais resultados da investigação desenvolvida em vários países sobre as bibliotecas escolares releva ainda, para além do tema do Pessoal, mais 8 campos temáticos: Colaboração, Ensino, Horário, Acesso, Tecnologia, Coleções, Orçamento, Desenvolvimento profissional, "Achievement Gap" (não encontro tradução apropriada, talvez - níveis de insucesso?).

No item "Ensino", que não significa de todo part-time como professor e part-time como bibliotecário escolar, destaco:
A chave de um programa de biblioteca exemplar é a capacidade de o bibliotecário escolar de ser um professor efetivo, que optimize o tempo de ensino, oferecendo apoio eductivo e liderança através de parcerias e colaboração, encontrando oportunidades para integração e conexões através do curriculum. (Ontario 2009)
Para ler e reflectir.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Bibliotecas públicas aos olhos do povo




Uma apresentação da Research Center’s Internet & American Life Project que resume as conclusões sobre o seu mais recente estudo sobre bibliotecas.

Algumas notas:

slide 22
Quem tem filhos aprecia mais as bibliotecas públicas que quem não tem

Slide 23
O público pede mais

  • Colaboração com as escolas da proximidade (85 %)
  • Programas gratuitos de promoção da literacia (82 %)


Ó bibliotecas da minha terra

  1. Pensem nos pais e mães e avós e cuidadores de crianças como um público com preconceito favorável e que convém cativar.
  2. Não se esqueçam de pensar para o feminino: elas são as vossas maiores fans!
  3. Deixem-nos saber que trabalham, e como, com as escolas dos seus filhos/netos/crianças próximas.
  4. Organizem programas de literacia para todos, e tratem de se assegurar que toda a gente sabe que o fazem e a custo zero para o utilizador...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Prémio Raul Proença 2012: 2500 euros



Foi reaberto o prazo de candidaturas ao Prémio Raul Proença relativo a 2012, tendo como principais objectivos estimular a investigação e desenvolver o estudo das qualificações, técnicas e práticas profissionais bem como da política, dos programas e recursos nacionais de informação e da sua inserção e interacção na sociedade. A data limite para entrega das candidaturas a este Prémio é o dia 28 de Fevereiro de 2013.

Para informações sobre o regulamento e procedimentos de entrega das candidaturas, por favor consultar



Tantos/as de nós escrevem e investigam, seria bom contar com candidaturas com temas relacionados com a literacia e as bibliitecas escolares

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como se usa plataforma Moodle em e-learning?




Lendo a dissertação de mestrado recente de Vagarinho, J. (2011), aprendemos mais sobre esta questão. Conclui o autor, a partir de estudo de caso de utilização da Plataforma Moodle em ensino universitário:

No âmbito do estudo realizado e dando resposta à questão de investigação, concluiu-se que a actividade mais utilizada é o recurso com 45% classificada de ―Sempre, seguido do fórum com 22% também classificada de ―Sempre. Por outro lado, exercício, lição e trabalhos são três actividades "Muitas vezes" (56%) utilizadas. E a actividade Etiqueta foi a menos utilizada com 78% da classificação "Nunca". O fórum é a actividade mais fácil de utilizar e em conjunto com a actividade trabalhossão as principais na avaliação dos alunos. Ainda relativamente à actividade fórum e em conjunto com a actividade recursos são as mais aceites pelos intervenientes. Também concluímos que o recurso é a actividade com mais preferência e que estas actividades permitem uma colaboração fácil entre o professor/aluno, aluno/professor e vice-versa.
Um outro estudo recente, acedido através do precioso RCAAP: Kaufmann, M (2010). Moodle as a central platform for the Virtual Campus. A partir de um estudo realizado sobre a Escola Superior Paula Frassinetti, conclui-se:
Our perspective is that, step by step, our institution will be moving towards a 24x7 service provider, available through the Internet, with rich on-line materials and tools like discussion forums and chats, facilitating the creation and fortification of learning communities.We can see an increase of the demand for digital educational content, both by professors and by students. The production of quality educational content is a time-and-money consuming enterprise, regardless, if the content is produced by an outer entity or directly by the professor.

One of the biggest challenges for the future is the reutilization of educational content.

The first major task is to find ways to make educational content (or parts of it) reusable. As all indicates, this shall not be a technique, which is applied to content after its creation. Therefore, material has to be redesigned  to be deliverable and divisible, for instance, using the SCORM 2004 model from the ADL initiative (ADL, 2006). In consequence, we foresee that, eventually, whole courses have to be rethought. The second task is to create a flexible digital educational repository, which permits the discovery and the reuse of existing content. Ideally, such a repository should be integrable with the eCampus Moodle technology.
Esperemos estudos deste tipo sobre outros níveis de escolaridade.