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domingo, 26 de julho de 2015

"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável"



"Porque a ausência de risco na infância e o facto de se dar “tudo pronto” aos filhos, cada vez mais superprotegidos pelos pais, acaba por colocá-los em perigo. Soluções? Uma delas passa por “deixar de usar a linguagem terrorista de dizer não a tudo: não subas, olha que cais, não vás por aí…”"
"Há dez anos nós falávamos que as crianças tinham agendas, hoje digo que têm super-agendas! Há dez anos eu dizia que as crianças saudáveis eram as que tinham os joelhos esfolados. Hoje, acho que os joelhos já não estão esfolados, mas a cabeça destas crianças já começa a estar esfolada, por não terem tempo nem condições para brincar livremente. Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura."
Carlos Neto 


"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável" - Observador

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Alimentação Saudável - Guia (Portugal)





Apesar deste padrão alimentar ser, de um modo geral, saudável e fácil de adotar, em
particular em países como Portugal, onde existe uma oferta abundante e variada de vegetais
ao longo do ano e onde os modos de confeção tradicionais já incluem na sua base vegetais,
existe ainda uma grande falta de informação por parte dos profissionais de saúde e educação,
associada a muita informação de má qualidade nos formatos online que este manual pretende
colmatar.
Direção Geral da Saúde, Julho 2015


Fonte: Nutrimento, Blog do Programa Nacional Para a Promoção de Alimentação Saudável

nutrimento.pt/activeapp/wp-content/uploads/2015/07/Linhas-de-Orientação-para-uma-Alimentação-Vegetariana-Saudável.pdf

domingo, 12 de julho de 2015

Carta aberta ao Diretor (antes que coloque um novo professor bibliotecário)

Querido(a) Diretor(a)


Sei que anda muito ocupado(a), por isso não estou com meias palavras: recrutar e apoiar pessoas fantásticas para trabalhar com os alunos da sua escola é a parte mais importante da sua tarefa. Ponto. Não é a segurança na escola. Não é o apoio da comunidade. Não são os transportes, is serviços educativos ou a manutenção das instalações. São as pessoas. Porque quanto melhores pessoas tiver, quanto mais seguras, autónomas e capazes elas forem, menos
problemas terá em todas as outras áreas. Gente fantástica = Resultados Fantásticos.


Dito isto, estou capaz de apostar que passa muito tempo a pensar no assunto. Especialmente nesta altura do ano em que colocações, candidaturas, transferências e aposentações começam a chegar. Enquanto professora durante toda a vida, associo o fim do ano letivo a muitas coisas: miúdos a dizer adeus nas janelas dos autocarros pelo última vez, cacifos esvaziados, sossego em todo o lado e um quase indescritível cansaço. Mas para o diretor, esta época do ano também significa procurar e acolher pessoas novas. Pela minha experiência, muitos diretores desenvolveram um sistema bastante bom para recrutar novos professores para a sala de aula. Têm a percepção de como selecionar educadores de excelência para coordenar os departamentos, uma lista de questões afinadas para perguntar e suficiente intuição para saberem quando encontraram “o tal”. Quando se trata de escolher novos professores bibliotecários, porém, o processo é muitas vezes um pouco menos eficiente.

E olhem que não é culpa vossa. Eu entendo. É muito possível que a) nunca tenham sido professores bibliotecários; b) nunca tenham escolhido um professor bibliotecário; c) nunca
tenham colaborado com um professor bibliotecário (no tempo em que eram professores na sala de aula); e d) provavelmente também não assistiram a uma conferência não existente no curso para diretor na qual vos diziam o que deviam esperar do professor bibliotecário que em breve iriam dirigir.


Mas apesar da falta de orientações que receberam neste campo, acreditem que se trata de um ponto importante. Tão importante como a escolha de um novo professor para o 5º, o 8º ou o 11º ano. Em alguns aspetos, mais importante, porque o vosso professor bibliotecário vai trabalhar com todos os professores e todos os alunos, vai adquirir materiais que apoiarão quer o vosso curriculum essencial quer as intervenções que conceber para os seus alunos mais vulneráveis. Vai apontar o caminho nas iniciativas tecnológicas e construir programas que
ajudarão a desenvolver os hábitos de literacia dos vossos pequenos estudantes. É um trabalho grande e importante. E vai precisar de alguém à altura da tarefa. Precisa de um bibliotecário
fantástico.

E vou ajudá-lo a encontrar um.

Como se prepara para reunir com candidatos para este papel, eis o que lhe sugiro que faça:
  1. Procure alguém que goste mais de crianças que de livros. Os livros são maravilhosos. E os novos bibliotecários devem adorá-los. Mas devem gostar mais de crianças. Procure pela paixão quando lhes falar do seu trabalho, mas assegure-se que esta paixão se centra no que torna a profissão de professor bibliotecário a melhor  do mundo: a oportunidade para relacionar as crianças com o primeiro livro que lhes mudará a vida.
  2. Procure a pessoa certa, e não apenas o grau académico certo. Os bibliotecários que estiverem a ler isto não vão gostar, mas a pessoa certa pode concluir a formação certa mais tarde. Esta transformação raramente acontece no sentido inverso. Para além disso, vou contar-lhe um pequeno segredo. Eu ainda não tinha acabado a minha formação quando um diretor arriscou e colocou-me como professor bibliotecário. E tudo correu bem. (Quero ser clara. Vai PRECISAR de um professor bibliotecário certificado, devidamente formado. Mas se encontrar a pessoa certa que quer adquirir a
    formação, e os eu sistema permitir recrutar uma pessoa assim, não deixe que esta carência inicial o impeça de recrutar alguém que é fantástico.)
  3. Procure por dados e resultados. Os dados aparecem em todas as formas e tamanhos. Peça ao seu potencial professor bibliotecário para os usar de forma a ter a certeza que o seu trabalho faz diferença. Descubra que tipo de informações ele/ela recolhe, e de que forma ele/ela modifica a sua prática de forma a ir ao encontro das necessidades dos alunos e como é que as usa para avaliar a eficácia do seu trabalho.
  4. Procure alguém que possa fazer crescer os leitores, não apenas os indicadores de leitura. Desenvolver as competências leitoras e desenvolver o hábito de ler são duas coisas diferentes. Mas quando falamos do trabalho importante de ajudar os alunos a
    aprofundá-los (ou a adquiri-los) uma coisa não pode existir sem a outra. Vai precisar de um professor bibliotecário que possa apoiar o trabalho dos professores em sala de aula e ao mesmo tempo crie espaços, eventos, formação e programação que possam ajudar a
    tornar a leitura uma parte essencial da vida de cada aluno.
  5. Procure por um líder (ou por alguém que anda a treinar para isso). Já o disse, mas vale a pena repetir: o vosso professor bibliotecário trabalha com todos os professores e todos os alunos da escola. Precisa de um treinador, um chefe de claque, um visionário, um
    rebelde e alguém que corra riscos. Precisa de alguém que esteja disposto a fazer o que for preciso pelos vossos estudante e que possa inspirar outros a fazer o mesmo 
  6. Procure por alguém que está sempre a aprender. Pergunte pelos seus hábitos de aprendizagem. Pergunte-lhe quem são os seus “heróis de referência”, onde vão buscar inspiração pedagógica e como é que continuam a crescer como profissionais na arte mais preciosa do mundo. Procure por alguém para quem aprender seja parte do seu ADN porque só um “aprendiz ao longo da vida” pode inspirar a mesma paixão nos outros.
Isto não é tudo. Encontrar a pessoa certa é apenas parte da equação. Quando tiver colocado o candidato perfeito, ele/ela vai precisar que faça algumas coisas para o ajudar a ser o melhor professor bibliotecário de que for capaz. Tem de o apoiar. Eis como:
  1. Tenha expetativas altas. Pela minha experiência, as pessoas correspondem às expetativas que temos para elas. Por isso coloque as suas expetativas altas e observe como o professor bibliotecário as atinge.
  2. Dê-lhe trabalho significativo. Oferecer a outros professores um período planificado não é um trabalho significativo. Obrigar alunos a escolher livros de um certo conjunto não é um trabalho significativo. Entregar e receber livros todo o dia não é um trabalho significativo. Dê-lhe tarefas importantes. Trabalho que realmente conte. Tanto quanto possível, dê-lhes tempo para colaborar com professores da sala de aula, gerir a coleção de recursos da vossa biblioteca escolar e trabalhar com alunos de modos que produzam resultados reais.
  3. Ponha o seu dinheiro onde estão as suas prioridades. Uma e outra vez, os estudos mostram que programas de biblioteca escolar que são financiados de forma suficiente e consistente têm um impacto positivo nas aprendizagens dos alunos. Eu sei que estes são tempos difíceis. Não lhe dão dinheiro suficiente para apoiar todos os programas que gostaria, mas um investimento na biblioteca escolar é um investimento nos seus estudantes. Pergunte a si mesmo quanto vale isso para si e depois actue em conformidade.
  4. Esteja presente. Tenha orgulho. Visite a biblioteca tantas vezes quantas puder e mostre publicamente o grande trabalho que estiver a ser feito aí. Quando potenciais país, membros da direção da escola ou um inspector passarem para uma visita, garanta que a biblioteca escolar faz parte do itinerário. Você, e o seu professor bibliotecário, juntos, vão construir qualquer coisa de fantástico. Tenha a certeza de que o exibe.
Eu sei. É muita coisa. Mas é capaz de o fazer. Ainda não tem a certeza de por onde começar? Aqui ficam algumas boas perguntas para uma entrevista. Fique à vontade para as usar. Mas sugiro que faça as suas.

Agora... vá em frente e encontre o professor bibliotecário que os seus alunos merecem.


Love,
Library
Girl
 Jennifer LaGarde, 2015.05.25, 11:33 AM 
(tradução MJV)

The Adventures of Library Girl: An Open Letter To Principals (Before You Hire A New School Librarian)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Primeira Infância e Educação Artística





As artes são para a infância uma linguagem próxima e familiar

Porque tanto as artes como a infância utilizam dois recursos fundamentais para se expressarem, a emoção e as diferentes linguagens de comunicação, outras formas de entrar em contacto com o mundo que nos rodeia que se desenvolvem nos contextos artísticos e que constituem as cem linguagens da infância.
Doslos 0 aos 6 anos de idade, as crianças aprendem fazendo, o que realmente as envolve emocionalmente. Esse fazer refere-se à acção efectiva, ao pensamento que age, quer dizer, à possibilidade de pensar mediante o movimento de descobrir e de experimentar através da manipulação dos objectos e dos materiais.
Primera Infancia y Educación Artística

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A rede de bibliotecas escolares de Portugal - Blogue RBE

Este vídeo foi produzido a pedido da revista brasileira Biblioo, para ser visionado no I seminário Diálogos Biblioo, intitulado "Lei da Biblioteca Escolar: houve avanços em seus cinco anos de existência?" que decorreu no dia 24 de junho, no Rio deJaneiro.  Pretendia-se conhecer melhor a realidade portuguesa no que respeita à implementação, organização e funcionamento das nossas bibliotecas escolares. Aqui fica o registo.



A rede de bibliotecas escolares de Portugal - Blogue RBE