Pesquisar Search

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Crianças e museus: arte para os mais jovens

Crianças e museus: arte para os mais jovens
"A forma mais elevada de inteligência consiste em pensar criativamente"

Existem diferentes métodos na educação artística, como o método MuPAI ou o Museu Pedagógico Infantil, especializado em oficinas de arte contemporânea em educação infantil e primária. Ele parte do uso de representações visuais de todos os tipos: imagens artísticas, publicidade, imprensa... que ilustram os conceitos estudados conectando-os à vida cotidiana. 
Uma amostra desse tipo de workshop pode ser dada sob o título “Meus sentimentos têm cor!”, que permite à criança expressar suas emoções e sentimentos por meio do desenho. 
Ou então, dentro do que é conhecido como Aprendizagem por projetos, é possível, a partir de uma seleção prévia dos conteúdos que serão trabalhados, desenvolver conceitos complexos adaptando as ideias de certos artistas usando materiais como ceras coloridas, cordas, adesivos ou balões. A intenção é que as crianças impulsionem sua fantasia, imaginação, tomada de decisão e criatividade. Trata-se de abandonar esses parâmetros obsoletos de desenho “quando sobra tempo” ou a transmissão espartilhada de técnicas que podem tornar a Educação Plástica algo carente de emoção. Porque quando as crianças se emocionam e gostam, elas repetem – fazendo com que o processo de aprendizagem seja mais significativo e não acabe nunca.



Crianças e museus: arte para os mais jovens

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Livros digitais e educação pré-escolar - e quem educa...

Resultado de imagem para digital literacy preschool
In search of “learning together” moments
Flickr.com/Elaine and Scott van der Chijs courtesy Creative Commons license

Imagens daqui (2012), apresentação para pais e educadores
Pioneering Literacy in the Digital Wild West: Empowering Parents and Educators


Marsh, J., Kontovourki, S. Tafa, E. and Salomaa, S. (2017). Developing Digital Literacy in Early Years Settings: Professional Development Needs for Practitioners. A White Paper for COST Action IS1410. [Accessed: http://digilitey.eu]

There is sustained evidence that there is a lack of opportunity for early years practitioners to engage in professional development in relation to digital literacy to any meaningful extent, as outlined in this report. A range of barriers exists in relation to the furthering of practice (Plumb and Kautz, 2015). A number of barriers relate to the early years practitioners themselves, such as their beliefs and attitudes, their level of confidence in using technologies and their level of technological and pedagogical content knowledge. Research reviewed in this report suggests that many of these barriers emerge from or connect to teachers’ established understandings of the early childhood sector and the curriculum therein. Two binaries may identified there as key in shaping teachers’ practices and beliefs: the binary between “conventional” and new early childhood literacies, and the binary between teachers’ own use and integration of technology in the classroom. 
To deconstruct such binaries, one needs to consider how CPD may offer early years practitioners opportunities to engage with their own and others’ epistemological understandings of literacy, as well as realisations of new literacies in (children’s and their own) everyday lives. This would ultimately necessitate and link to a shift in practitioners’ professional identities. There is also a recognised lack of training and support, therefore the development of a CPD programme that might impact positively on these elements is important. It is of course not in itself sufficient – there also needs to be a focus on other barriers to progress, such as a lack of resources and effective policies at a national level. Nevertheless, the development of a CPD programme that embeds the effective elements of such activities, as outlined in Table 1, is required if young children are to be offered early years education that is appropriate for twenty-first century demands. .

E entre nós?
Artigo de interesse, publicado em 2013, por Santos, Virgínia e Mata, Lurdes, embora numa abordagem que não destaca as necessidades de formação dos educadores, mas refere as suas representações sobre o tema.

Do Resumo
(...) De que forma os educadores promovem ou permitem o uso dos LD; que benefícios consideram existir na promoção da leitura e que vantagens e desvantagens lhe reconhecem no desenvolvimento da sua prática pedagógica, tendo em conta os recursos materiais e tecnológicos de que dispõem, são questões a que se procura dar resposta.
Assinalam como principais dificuldades as características do material, a pouca qualidade de equipamento informático de que dispõem, as fragilidades da Internet e o número reduzido de computadores, sendo evidenciadas algumas diferenças, quer na forma de utilização quer no reconhecimento das vantagens e desvantagens da sua utilização, em função da idade
Palavras-chave: Leitura, literacia emergente, livros digitais, pré-escolar, tecnologias
Referenciado em 2018 (?) por V. Santos, no sítio web do PNL 2027, aqui
Entretanto, a Biblioteca de Livros Digitais do PNL já não se encontra em funcionamento, mas os alertas do estudo mantêm pertinência.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Out of Sight (敲敲) Fora da Vista

This is a graduation Production made by three students graduated from the National Taiwan University of Arts.
The main character of little girl in the story confronts a robbery and strays from the road she is familiar with. After passing a hedge, she enters an unknown world and unfolds a magical adventure depending on senses other than vision and her imagination. With soft and cute colors as the main key, we used simple designs to depict the little girls' imaginary world.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Professores, irmãos na criação de gente melhor



Entraram os alunos do meu país, por esta altura do ano, em época de exames e matrículas, e em época de férias - ambas afetando rotinas pessoais e familiares com alterações de monta.

Estão os professores do meu país nestes dias em greve, num ato simultaneamente de luta e de invenção de momentos de convívio democrático entre profissionais, incluindo organização de fundos de greve em cada escola, a escuta entre si de posições diferentes, razões e argumentos, harmonizando reuniões e rotinas, o que não é, de todo, de somenos importância. Para quem trabalha, e para quem educa - também educamos pelo exemplo, como se sabe.
Vão os professores do meu país saber, no próximo dia 6 de julho, os resultados de um estudo sobre o desgaste na profissão docente, apresentado em Lisboa - ver aqui

Com estes dias, e outras coisas, na ideia, e vagabundando por bibliotecas, salta-me para as mãos um  título notável de 1966, Educação Estética e Ensino Escolar, voluminho publicado pela Europa-América com prefácio de Delfim Santos e contributos inestimáveis de João dos Santos, Nikias Skapinakis, João de Freitas Branco Luis Francisco Rebelo e Rui Grácio.

A leitura abre-nos sempre janelas e veredas...
Em algumas das páginas deste título notável, embora hoje difícil de encontrar, mesmo em bibliotecas e desaparecido das livrarias há muitas décadas, Rui Grácio refere os professores, e como sempre são sábias as suas palavras
"Não se pode pôr o problema do ensino escamoteando o da preparação dos professores. Todos sentimos a necessidade de que seja revista a qualidade da preparação cientifica e reforçada a preparação psiopedagógica dos professores, não havendo razão alguma para isentar dela aqueles a quem injustamente se atribui menor responsabilidade educativa, tais os professores das denominadas "disciplinas auxiliares". Como se a eficácia da função educativa dependesse mais da natureza da matéria ministrada o que da forma como ela é aprendida, da personalidade do professor e do teor das relações que se estabelecem com o corpo discente!
(...)
Formar professores e apoiar depois a sua atualização pedagógica e científica de forma a que, diplomados não fiquem entregues apenas a si mesmos, tal como hoje acontece à maioria deles: desamparados de uma autêntica orientação pedagógica oficial, pois o serviços mal parecem chegar ao expediente administrativo; carecidos ainda do apoio que poderia dar-lhes uma Sociedade de Estudos Pedagógicos que já houve e que agora não há. Por outro lad, e finalmente, também não existem adequadas formas de convívio profissional dentro dos próprios estabelecimentos de ensino.
Dir-sei a que entre nós prevalece a cândida convicção, quando não é sofisma, de que "magister non fit, sed nascitiur". Ora, se de algum modo o professor nasce, todavia ele faz-se. E nunca pode considerar-se feito. Mas não há praticamente nenhuma forma eficaz de assegurar que os inexperientes se enriqueçam com a experiência dos experimentados, e que o eventual ancilosamento dos experimentados no cepticismo e na rotina beneficie do ímpeto entusiástico de quem começa; nenhuma forma de garantir que a juventude perene de velhos professores possa abalar a renúncia precoce de colegas mais novos, enrolados com íntima alegria ou doce resignação o invejado hino de uma situação assegurada para todo o sempre. A clarividência de alguns, de entre os melhores, leva-o a aproar a outros rumos profissionais ou, se ficam, a buscar refúgio e compensação num carreira intelectual, confessando, como se ouve às vezes confessar com  alegria matizada de amargura, a íntima satisfação de se sentirem cada vez menos professores.
Queremos fazer das crianças, dos adolescentes, homens sensíveis aos valores da cultura e do espírito, capazes, nomeadamente, das intensas alegrias da arte. Homens sensíveis à beleza, oficiais de qualquer ofício que se não demitam, todavia, da sua responsabilidade de cidadãos. Pois que temos também por alvo uma formação moral genuína, baseada na prospecção curricular de TODAS as aptidões, na sua mobilização em tarefas escolares livremente aceites, exaltantes pelo inconformismo, pela criatividade e pela cooperação, pois não há educação verdadeira num atmosfera de egoísmo, rotina e coacção"
Estamos sempre a tempo, irmãos professores...
Como escreveu João dos Santos
“A minha convicção é de que as equipas só existem de facto, e só se tornam eficientes, se um objectivo pedagógico muito concreto for constantemente posto à discussão e elaborado por todos. Devo dizer que certas pessoas reagiram muito desfavoravelmente à proposta de discutirmos qual o núcleo de ideias dinamizadoras e o objectivo educativo das equipas, tomando-a por uma crítica às intenções e aos resultados obtidos. Não é a primeira vez que noto entre nós reacções deste tipo, ao apelo para uma reflexão sobre os meios e os fins de cada grupo de trabalho. Curiosa esta sensibilidade dos Portugueses ao apelo para a reflexão em conjunto!” [ver aqui ]