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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Adeus, futuro: ″copy-paste″

 

Além da ignorância generalizada (e às vezes arrogante, o que é mais perigoso, porque a vergonha de não saber sempre levou as pessoas a procurarem informação), hoje muitos dos jovens não sabem, pura e simplesmente, pesquisar: não entram numa biblioteca e, se abrirem um livro ou dois, já é uma sorte. Está aí para quem a queira consultar a maravilhosa Wikipédia e portanto, mesmo sabendo que o que circula na internet nem sempre é fiável, para quê levantar o rabo da cadeira? E o pior é que as escolas também não ensinam os alunos a desconfiar e a comparar informações, aceitando inclusivamente os seus trabalhos cuspidos de uma impressora em vez de manuscritos (e, assim, como ter a certeza de que foram eles a fazê-los?).
Maria do Rosário Pedreira
2018


Adeus, futuro: ″copy-paste″

Adeus, futuro: ″copy-paste″

 

Além da ignorância generalizada (e às vezes arrogante, o que é mais perigoso, porque a vergonha de não saber sempre levou as pessoas a procurarem informação), hoje muitos dos jovens não sabem, pura e simplesmente, pesquisar: não entram numa biblioteca e, se abrirem um livro ou dois, já é uma sorte. Está aí para quem a queira consultar a maravilhosa Wikipédia e portanto, mesmo sabendo que o que circula na internet nem sempre é fiável, para quê levantar o rabo da cadeira? E o pior é que as escolas também não ensinam os alunos a desconfiar e a comparar informações, aceitando inclusivamente os seus trabalhos cuspidos de uma impressora em vez de manuscritos (e, assim, como ter a certeza de que foram eles a fazê-los?).
Maria do Rosário Pedreira
2018


Adeus, futuro: ″copy-paste″

sábado, 3 de novembro de 2018

Literacia científica na escola.pdf

Resultado de imagem para LITERACIA CIENTIFICA NA ESCOLA 
LITERACIA CIENTÍFICA NA ESCOLA

A ação de formação, que deu origem à presente publicação, decorreu a 27 de
janeiro e 11 de fevereiro de 2017, na NOVA FCSH, e contou com 50 participantes,
com perfis diversos e propósitos diferenciados: professores, investigadores, gestores
de ciência, psicólogos. Articulando teoria e prática, nela foram apresentados os
principais resultados da investigação e dinamizadas oficinas com propostas de
didatização dos textos de divulgação científica.
A publicação está organizada em duas partes complementares, ambas focadas
na noção de literacia científica e no trabalho com textos de divulgação de ciência; se
a primeira parte é delineada por um cunho predominantemente teórico-reflexivo, a
segunda assume uma feição de carácter formativo-didático.




Literacia científica na escola.pdf

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Esta escola já não é só para ciganos

 
Até quando andará o filho de Carina na escola? “Até ele conseguir. Gostaria que tivesse uma vida que a gente não tem. As feiras que dão? Mal é que o cigano não tem trabalho por ser cigano!” E o de Carla? “Gostava que não andasse, como nós, nas feiras, que tivesse uma vida como os outros têm.” E os de Vanessa? “Quero que estudem, que façam aquilo que eu não fiz, que vão para a faculdade.”
Viseu, Portugal, 2018



Esta escola já não é só para ciganos

sábado, 27 de outubro de 2018

 Falta ler histórias na escola - como prazer!

 
“É claro que eu tenho um certo orgulho de que meus textos possam servir às escolas, mas meu receio é justamente esse de servir. A literatura não tem uma função no sentido de ser um material escolar. Ela deve ensinar os meninos a terem uma certa indisciplina mesmo, uma certa desobediência, a viajarem, a saírem da escola. A literatura tem que ser aquela janela em que eu me encostava na escola para olhar a vida e o mundo. Eu gostaria de ser mais lido aqui no Brasil, mas com a segurança de que os meninos tenham uma relação de prazer com a leitura, que não seja uma imposição.”


 “Falta ler histórias na escola”: entrevista com o escritor Mia Couto - O Cantinho do Professor - Portal de Educação e Pedagogia

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Neurociências e Educação : transfusão de saberes, precisa-se

Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Figura 1: Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Imagem numa publicação que divulga alguns artigos interessantes para quem é professor e se preocupa com os modos de aprender e de ensinar, com base científica.

De que atualização do conhecimento sobre neurociências dispoem os professores? Ora lede...

Ex. "Portuguese teachers are susceptible to misinterpreting neuroscientific findings and believe in neuromyths that might ultimately impair their teaching – or simply waste time investing in techniques that will not aid their student." (do resumo de um dos artigos, de 2013)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Recuperar atrasos


"(...) Em 1878, um século após Pombal, quatro quintos - quatro quintos! - da população portuguesa não sabe ler nem escrever. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: em 1881 o número de analfabetos na Suécia cifrava-se em 0,4 %. Em 1881 ! Pela mesma época, a Alemanha apresentava 0, 51 % ; a Inglaterra e a Escócia, 1% ; a Noruega, 0,08 %; e a Dinamarca, 0, 36 %.
Em 2011 - 2011 !! - a taxa de analfabetismo em Portugal é ainda de uns arrepiantes 9 %, o que corresponde a quase um milhão de cidadãos. Dez vezes mais do que a Europa desenvolvida no final do século XIX !!
O ensino primário obrigatório foi instituído na Prússia de Frederico I em 1717. Em França, foi a Revolução Francesa que instituiu a educação obrigatória e universal em 1791. (...) Nas colónias americanas de Nova Inglaterra, o ensino era obrigatório desde 1642 alargando-se, gradualmente, após a independência em 1776 aos territórios que passaram a compor os Estados Unidos.(...)
Em Portugal, os quatro anos de ensino primário obrigatório e universal são instituídos em 1960 !! (...)
Em educação o atraso de séculos não se recupera em anos."
in "Matemática em Portugal - Uma questão de educação", de Jorge Buescu (2012)