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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Redução de alunos por turma vai começar pelas escolas mais pobres

 Medida abrange anos iniciais de ciclo das escolas TEIP-Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28.


Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.



Ler também a propósito

Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre 'Organização da escola e promoção do sucesso escolar' (junho de 2016); coord. Joaquim Azevedo. Cito das p. 11-13:



A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam
mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a
desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros
na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios
identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a
indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio
mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em
grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos
tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o
acompanhamento.
 



Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde
necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os
efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes. 
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se
com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores.
 
Ora, uma
medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata
no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção
política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as
menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os
pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
 
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

INCoDe.2030 - iniciativa para melhorar competências digitais de Portugal

20170403 Mctes Incode2030
5 eixos, pela Cidadania e a generalização de Competências Digitais

Inclusão
Educação
Qualificação
Especialização
Investigação

Programa até 2030.

Agentes envolvidos: entidades da administração oública (como Ministérios, IEFP, FCT...), universidades, escolas/agrupamentos de escolas do ensino básico e secundário, empresas privadas, duas redes de bibliotecas: RNBP e RBE - bibliotecas públicas e bibliotecas escolares.
A cerimónia de lançamento foi hoje, em Lisboa.

Notícias:
Governo apresenta iniciativa para melhorar competências digitais de Portugal :: Notícia :: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior :: República Portuguesa

INCoDe.2030 é iniciativa do governo que quer tornar Portugal mais digital

sábado, 1 de abril de 2017

Teresa Calçada e Elsa Conde no PNL2017-2027



A beleza das redes é que podemos partilhar sem parafrasear.

O Paulo bibliotecou uma peça já esgalhada sobre as novidades, boas, no Plano Nacional de Leitura, doravante gerido por uma comissão presidida por Teresa Calçada e Elsa Maria Conde (nas imagens). Ora façam favor de visitar o blog dele...



Bibliotequices: Teresa Calçada e Elsa Conde no PNL2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado” – Observador

Pense nisso desta maneira: Portugal e China têm um número semelhante de alunos por professor. Mas na China as turmas têm o dobro dos alunos de Portugal. Como é que isto aconteceu? É que na China a componente letiva dos professores é pouco mais de metade da dos professores portugueses. Isso dá-lhes muito tempo para trabalhar individualmente com os alunos e com os pais, para preparar e avaliar as aulas, para investir no seu desenvolvimento profissional e no dos colegas. Em Portugal, os professores têm pouco tempo para fazer qualquer outra coisa que não seja ensinar. Assim, ao invés de diminuir o tamanho da turma, pode ser mais importante pensar noutras formas de fortalecer a profissão docente.


“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado” – Observador

Futurália: 29 de março a 1 de abril, em Lisboa

 
Esse pensar o futuro é mais para as instituições e empresas ou é também pensar o futuro para os jovens?Elas são complementares. Aquilo a que se podia chamar uma espécie de revolução 4.0 é algo que vai afetar muito as empresas que vão ter de investir e utilizar processos, equipamentos, procedimentos que são diferentes daqueles que utilizam hoje, mas também para a administração pública. Não podemos confinar o processo da digitalização às empresas, temos de alargar a todos os setores da sociedade e designadamente em tudo o que sejam serviços públicos de relação com o público, a educação, a saúde, a justiça, a segurança social. Esta questão da digitalização é algo que vai tocar a todos. 
Este processo está mais avançado no ensino do que nas empresas?As empresas têm muito trabalho feito. Vamos ter no primeiro painel de sexta-feira um representante da Ernest & Young, Miguel Fernandes, que coordenou um projeto de digitalização das empresas, com Portugal, EUA, Índia e Inglaterra. Houve redes de interação sobre esta matéria com experiências de vários setores, e esse processo nas empresas, em alguns setores, está muito avançado. Agora, está muito longe daquilo que se perspetiva, e não é só na área da digitalização como o processo industrial que é a robotização, as impressoras 3D. O que importa é expandi-las, fazer uma espécie de consolidação deste processo, e julgo que as instituições de educação têm muito ainda a fazer. O sistema de ensino e aprendizagem, a sala de aula, a organização da sala de aula, o relacionamento professor-estudante, o relacionamento entre estudantes e o conhecimento estão a alterar-se. Isto é um processo imparável, querer parar isto é como querer parar o vento com as mãos. A ideia que tenho é que a alteração nas escolas vai-se fazer muito por ação dos alunos. Os miúdos têm os tablets como nós temos o lápis, eles convivem com isto desde que nascem. Portanto, o processo vai ser mais ou menos rápido, mas tem de ser escola a escola.
Ler mais aqui:
Marçal Grilo: "Formamos gente de topo e os alemães levam aos 30 engenheiros"


Futurália 2017 - ver aqui

domingo, 12 de março de 2017

Literacia & Bibliotecas Escolares na Geografia das Oportunidades Para Toda a Gente

Resultado de imagem para learning commons ontario model school library

Para ter omoletas, é preciso ovos. Para conseguirmos cidadãos com níveis de literacia adequados ao século XXI, é preciso mais que coleções de livros/bibliotecas de turma e duas idas por semana à biblioteca municipal... E mais que compras de tablets e portáteis sem acompanhamento de ninguém na sua utilização e na exploração do potencial destas e de outras tecnologias. Na escola, que é onde toda a gente vai nas democracias. E fora dela, mas também nela.


Em 2011, no Canadá, apenas 56% das escolas básicas tinham professor-bibliotecário (um retrocesso face aos 80% em 1997/98); 66% das escolas secundárias tinham professor bibliotecário eram 78% em 1997/98); 40% das escolas básicas e 57% das secundárias possuiam uma política para trabalho/utilização de redes sociais.

A People For Education, uma ONG Canadiana acessível - o site apresenta informação em 15 línguas, incluindo o português - estava preocupada com estes sinais de atraso e produziu um estudo sobre o impacto das bibliotecas escolares na literacia das futuras gerações, que vale a pena conhecer.
"Quando inquiridos sobre se a sua escola tinha um plano ou estratégia d epromoção da literacia, os diretores de escolas (básicas) eram 6 vezes mais capazes de descrever planos para melhorar a elaboração de testes/padrãode leitura e escrita do que de dar conta de estratégias para melhorar as competências dos alunos na pesquisa ou no uso de tecnologia da informação; os diretores de escolas secundárias estavam 3 vezes mas à vontade para responder com descrições de estratégias para melhorar resultados de literacia.Mas algumas escolas deram respostas relacionadas com a pesquisa e a tecnologia da informação. E nestas escolas, metade indicaram o professor-bibliotecário como tendo um papel chave no desenvolvimento das suas estratégias."
Recomendaram em 2011:

  • "apoio governamental ao papel de liderança dos professors-bibliotecários, que podem trabalhar com os professores de sala de aula para desenvolvewr programas de literacia da informação conretizáveis, para todos os alunos
  • apoio governamental para educação em informação e tecnologia nas faculdades de educação e ao longo do desenvolvimeno profissional de todos os professores"

Leiam mais aqui
http://www.peopleforeducation.ca/wp-content/uploads/2011/07/School-Libraries-2011.pdf

Em 2016, a mesma organização, no seu relatório anual sobre as escolas, não esquece as bibliotecas, defendendo a formação qualificada do professor-bibliotecario e o seu reconhecimento como parte da equipa educativa como decisivos na qualidade das oportunidades que a escola oferece. A estratégia de Ontario é valorizada como positiva - assumidas as bibliotecas escolares como "Learning Commons"
In Ontario, many school libraries have recently transitioned to a Learning Commons model, where the library provides both a physical and virtual space for student learning. 
This model requires collaboration between teacher–librarians, classroom teachers, students, principals, and technical staff. It also integrates technology into a space that is dynamic and adaptable based on students’ learning needs.
Leiam mais aqui 
The geography of opportunity: what’s needed for broader student success 
http://www.peopleforeducation.ca/wp-content/uploads/2016/05/P4E-Annual-Report-2016.pdf

Cidadãos Globais - como os ajudaremos a crescer?


baby computer

Tema do Mês - 4 Cs e para que deve servir a educação escolar (e não apenas escolar) - Pensamento Crítico, Colaboração, Comunicação, Criatividade.
A Biblioteca Escolar pode fazer um D - uma grande Diferença!

"Então, que fazemos? Continuamos a ensinar os alunos a ler e a escrever, a pensar nos seus problemas de matemática, a aprender coisas de história e geografia. Mas também precisamos de os ensinar EXPLICITAMENTE a trabalhar em colaboração com outros e a respeitar o trabalho de equipa. Precisamos de os ensinar a comunicar, tamto oralmente como por escrito, e a compreender o papel da comunicação efetiva enquanto cidadãos globais. Precisamos de os ensinar a serem criativos e inovadores de modo a que encontrem formas novas e diferentes de lidar com problemas, e a que não tenmham medo de arriscar. Precisamos de os ensinar a serem pensadores críticos de modo a que consigam realmente percorrer e compreender a sobrecarga de informação dispoinível na ponta dos seus dedos."
http://projects.upei.ca/ed626-2015/tag/4-cs/

Documentos relacionados (Canadá)