segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Como melhorar a compreensão auditiva em tempos de máscaras

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Imagem daqui


Alguns conselhos práticos para todos, e em especial para as comunidades mais afectadas, como os surdos.
  • Vocalizar melhor - distinguir mais claramente as consoantes na fala.
"É possível generalizar uma forma de falar mais inclusiva que não pressuponha que quem está à nossa frente ouve tal como nós e que não lhe exija um esforço acrescentado"
  • Projectar a voz
  • Enunciar frases mais claras, curtas e breves, destacando as palavras-chave
  • Dar atenção à linguagem corporal (postura, olhar, gestos)
  • Ter cuidado com a respiração, incluindo as pausas, a pontuação; evitar falar depressa
  • Procurar ambientes silenciosos, sempre que possível
  • Mostrar empatia e interesse no que o outro diz ou pensa
  • Garantir o fluxo da comunicação
"É costume assumirmos que alguém compreendeu o que dissemos apenas porque o dissemos e ela concordou. Mas não é demais fazer uma pergunta sobre o assunto e assegurar que realmente entendeu a mesma coisa que quisemos transmitir. "A gente geralmente não se coloca no lugar do outro nem pensa de que modo nos entendem".
Ler mais aqui:
Cómo mejorar comprensión auditiva en tiempos de mascarillas (10.09.2020)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

REGRESSO À ESCOLA - SIM


REGRESSO À ESCOLA: 10 Razões Para Um Sim

Pedro Strecht, Médico Pedopsiquiatra (setembro 2020, Portugal)

1. A vida contém sempre riscos. Podemos controlá-los, mas nunca conseguiremos anulá-los.
2. Há uma diferença entre o provável e o possível. A mesma que marca a distância entre o medo que protege ou o pânico que desorganiza.
3. Ir à escola é um dever. Mas também um direito inalienável de todos os menores de 18 anos de idade.
4. Não há verdadeiro ensino nem boa aprendizagem sem uma base presencial e relacional. Ter acesso a informação é diferente de ganhar conhecimento.
5. A noção evolutiva da infância e, sobretudo, da adolescência é oposta à palavra confinamento. Implica movimento, exploração, contacto, experiência.
6. Na escola, para além de se aprender, vive-se. É possível ter rotinas, estar fora de casa, conhecer outros adultos, construir amizades, resolver zangas, dar espaço a paixões e desilusões.
7. Viver a escola é ainda ter acesso a diversas actividades extra-curriculares, com destaque para o desporto, as artes, a cultura em geral que, de outra forma, não teriam existência.
8. As famílias, tal como todos os sistemas relacionais, precisam de um espaço saudável entre os seus membros. Demasiada proximidade, em espaços físicos reduzidos, dá azo a mais conflitos emocionais e físicos.
9. A medicina não é uma ciência exacta. Podemos saber muito, mas nunca tudo. No entanto, o seu avanço bem como o das tecnologias reforça a noção de esperança no futuro.
10. A história da humanidade tem sempre ciclos de crises e avanços. Toda a crise contém em si mesmo um enorme potencial evolutivo de que todos podemos ser agentes activos
“O trabalho do pensamento humano deve resistir ao teste da realidade nua e bruta. Se não o consegue, é inútil”, Czeslaw Milosz, Nobel da Literatura

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Bem estar e estar bem, para todos e com todos : papel das bibliotecas escolares na vida das escolas

Mental Health, Wellbeing and the School Library -phase 2
Imagem de um artigo de Abril, UK, sobre o mesmo tema, aqui
Bibliotecas escolares, zonas seguras e saudáveis para os alunos, fisicamente e virtualmente.
Incluindo prevenção e resposta a questões de segurança, presencial e digital, e de saúde mental. Acolher bem, acompanhar bem, dá saúde e faz crescer melhor - independentemente dos resultados nos testes e exames...
O Bem Estar dos alunos pode ser descrito como  “a sustainable state of positive mood and attitude, resilience, and satisfaction with self, relationships and experiences at school” (ACU, 2008, p. 5)
Resumo do artigo de Margaret Merga, resultado de investigação recente:
Concern about student wellbeing and related mental health is a global issue, and schools are increasingly expected to support student wellbeing. While the focus on libraries and wellbeing in research is more commonly on public libraries, school libraries can also play an important supportive role in this regard. Robust research evidence is needed from school library contexts to support targeted advocacy in order to enhance student wellbeing. This paper explores how school libraries may support student wellbeing by operating as safe spaces for young people, promoting and resourcing mental health and wellbeing initiatives, and supporting and promoting bibliotherapeutic practices and reading for pleasure. It then highlights implications for future research to support the development of a sound, research-supported evidence base for advocacy moving forward.
Keywords: School libraryschool librarianteacher librarianwellbeingmental healthbibliotherapyhealth literacysafe spacereading for pleasure
Fonte: 
Margaret Merga (2020) How Can School Libraries Support Student Wellbeing? Evidence and Implications for Further Research, Journal of Library Administration, 60:6, 660-673, DOI: 10.1080/01930826.2020.1773718  (Acesso 20200903)


Full article: How Can School Libraries Support Student Wellbeing? Evidence and Implications for Further Research

terça-feira, 1 de setembro de 2020

ESCOLA DE NARRADORES - ONLINE





Conteúdos libertados on-line

E

CURSOS

  • TURMAS PORTUGAL, TURMAS BRASIL
  • TURMAS ESPAÑA Y LATIONAMERICA
    • Programas, inscrições
e ainda



  • ATIVIDADES DE ACESSO LIVRE


Narradores, contadores, conteros, cuenta-cuentos, e outros que se chamarão com palavras que hão-de chegar, vejam aqui: https://sites.google.com/view/escoladenarradoresonline



Início

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Clubes de leitura crianças e jovens - a distância?



Sin título

Alguns artigos pertinentes no Biblogtecarios podem ajudar-nos.

Destaque para o artigo de Maria Antonia Moreno Mulas (2017) 

Dinamizar clubes de lectura virtuales o en la nube


Sé que algunos compañeros bibliotecarios estarán de acuerdo con las siguientes afirmaciones:
  • En la dinamización de los clubes de lectura virtuales hay que apoyarse en la experiencia de los clubes de lectura presenciales, pero diseñando una dinamización propia y singular, característica del medio y de la obra concretos.
  • Es útil fijarse en lo que hacen los bibliotecarios infantiles/juveniles en sus animaciones.
  • Es central rentabilizar el recurso más importante que tienen las Bibliotecas Públicas: sus usuarios.
Mais aqui: Buscó por el término club - BiblogTecarios

No Canadá, as bibliotecas de Victoria dão conta dos clubes com crianças e jovens e do impacto do Covid nas actividades, que se expandiram on-line em 2 linhas de trabalho, persistindo depois do confinamento (2020):

1. VLC E-Reading Book Club
This program was developed in response to the pandemic. VLC trained literacy volunteers facilitate secure online reading groups of up to 3 children each. Depending upon the reading and grade level (2-5), the sessions are held two to three times a week for a three week period. Each session is up to one hour. Children are encouraged to keep to their respective groups and to attend all sessions. We are in the third session, which started June 8. Stay tuned for upcoming dates throughout the summer and beyond!
This program is open to learners from Greater Victoria (school districts 61, 62 and 63). Learners can use desktops, laptops, tablet or cell phones to to participate, though cell phone users may not be able to see fellow participants. Tutors will screen share an electronic version of the books during sessions, so there is no need for learners to have a copy at home. The eReading Club is a free program, but you must register your children to reserve a spot. Follow us on Facebook or watch our homepage to see upcoming dates. 
2. Online 1:1 Child, Youth and Adult Volunteer Tutoring
As our traditional 1:1 literacy support program was not able to continue in-person, our dedicated volunteers have shown flexibility by taking their literacy support online. Children and youth are supported with reading, writing, math and English language. Sessions are held 1-2 times a week for an hour at a time.

Aprender a ler pela leitura partilhada


"Prof. José Morais: Primeira coisa: mostre ao seu filho ou sua filha que você gosta de ler. Compre livros, mostre que lê, não fique diante da televisão todas as noites seguindo o futebol ou a novela. É importante que você mostre ao seu filho que o livro é um objeto precioso e que ler é uma coisa extraordinária. Essa é a primeira coisa que sugiro. Em segundo lugar, na seqüência disso e para além da leitura partilhada, quando a criança já está lendo, continue a ler com ela e sobretudo indicando obras. Diga: “Filho, encontrei um livro maravilhoso, que diz isso e mais isso. Você quer ler?”. Depois discuta a obra com seu filho. Isso me aconteceu quando criança, com meus pais, e também o fiz com meus filhos. Minha filha mais nova tem hoje 20 anos e já não conversamos tanto assim, mas sempre falamos de livros, discutimos sobre as obras. O livro tem de ser um bem precioso durante a vida toda, não só quando são crianças, mesmo mais tarde. Os livros são um entretenimento, um elo entre pais e filhos." (acedido 20200827)


Entrevista com José Morais, um dos Maiores Psicolinguistas do Mundo



Leia também A arte de ler, Cosmos, 1997

Wook.pt - A Arte de Ler

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Re-Word-it

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Um logotipo desafiante e sítio web de claridade.  Um projeto a seguir.

Os três pilares do Re-Word-It 
Tudo o que nos rege apoia-se no prazer – em ler, escrever e aprender, em ser curioso –, na metacognição – ganhando autonomia e consciência na aprendizagem – e no feedback construtivo, individual e coletivo, capaz de motivar para ir mais longe.

          Visão e Missão 

Priorizar a escrita e a leitura ao trabalhar a inteligência cognitiva e emocional, focados na atenção e na motivação para o desenvolvimento da criatividade e da curiosidade enquanto âncoras da aprendizagem.


Pilares Re-Word-it | Re-Word-it

Escola 2020 - é imperativa a transição para a autonomia

Morning Brew (Unsplash)


Da série "E agora, a escola."
A realidade grita por reforma das pedagogias. Saber gerir esta transição, eis o desafio, em stress.

Pedagogias da autonomia. Emancipação, socialização, projecto. Sabe-se como, está experimentado. On line, off line, em toda a parte. Sobretudo na escola, nas escolas, e por elas, e com elas. Parcerias de trabalho entre mestres e aprendizes, modo tão antigo como tantas vezes esquecido.

Duas leituras na mesma semana ampliam este grito nos media. Haja mais.
"A escola nunca foi tão necessária nem nunca foi tão insuficiente.
Necessária, porque a maior parte das famílias não tem tempo nem espaço para educar os filhos nem para os tratar como crianças. Necessária, porque as desigualdades sociais são cada vez maiores e só a escola pode atenuá-las. Necessária porque as crianças estão cada vez mais inundadas de tecnologias e cada vez mais carentes de afeição e valores. Necessária, porque neste nosso mundo não há outro lugar onde as crianças possam aprender a construir autonomia, responsabilidade e democracia.
A escola é, apesar disso, cada vez mais insuficiente. Insuficiente, porque o conhecimento humano aumenta a ritmo vertiginoso, tornando obsoleto o que é hoje novo e seguro, e não há escola que possa acompanhar uma tal explosão de saber. Insuficiente, porque cada vez há mais contingências e incertezas que não podem ser superadas com o conhecimento existente. Insuficiente, porque o próximo futuro será muito distinto do presente, mas ninguém sabe como é que ele será."  


"Por isso, a escola deverá avançar no sentido de se tornar uma comunidade de aprendizagem que promove a comunicação e a construção de relações interpessoais sólidas. Desiste da divisão dos alunos em turmas e em ciclos e favorece a construção de percursos individuais de aprendizagem, partindo dos interesses manifestados por cada educando, sendo nos roteiros individuais que vão sendo construídos pelo educando em conjunto com os educadores que o aluno trabalhará significativamente as Aprendizagens Essenciais. Para que tal possa acontecer, será necessário o envolvimento dos professores, dos assistentes administrativos e operacionais, das famílias, dos alunos e de todos os voluntários que poderão enriquecer os percursos realizados individualmente e em grupo. O que é curioso é que, desde 2018, a legislação já permite todos estes avanços. Terá falhado a formação?!"
Aurora Cerqueira e Pedro Selas

A escola do século XXI, Público, 24.08.2020 


"Os problemas educativos, agora expostos com nitidez pela pandemia, não são novos. Estamos, sim, a assistir a uma aceleração da história. Os próximos tempos vão ser marcados por mudanças profundas.  Hoje, mais do que nunca, precisamos de universidades com grande autonomia e liberdade, com espírito crítico, comprometidas com a inovação pedagógica e o reforço do espaço público da educação."
António Nóvoa 
E agora, escola? Jornal da USP, 19.08.2020 

 

Como melhorar a compreensão auditiva em tempos de máscaras

Imagem daqui Alguns conselhos práticos para todos, e em especial para as comunidades mais afectadas, como os surdos. Vocalizar melhor - dis...