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domingo, 19 de janeiro de 2020

Escola e papéis (não, não falo de burocracia)


“Estão a passar para a escola papéis que não deveriam ser só da escola: nós estamos a ficar com a responsabilidade da assistente social, psicólogo, quase fazemos consultas, prestamos atendimento… O princípio da loja do cidadão! No fim já não distingues nada, se estás na fila da EDP, do Registo ou da Segurança Social /Ficamos perdidos/ A escola está cheia daquilo que não tem de estar e vazia do que lá devia estar."
"A escola mata mesmo a infância? “É o que sentimos”, responde Sofia Rosa. “Sabemos o que não devemos fazer, mas depois fazemos”, desabafa Ana Cotrim. Existirá maior desconforto do que este? “Sabemos que a escola tem efectivamente de mudar. Se esta peça proporcionar reflexão e debate, a aposta foi ganha”, conclui Sofia Rosa. "
Retirado da notícia que fala do produto de um Laboratório de Escrita que decorreu esta semana (?) e desemboca em representações do espectáculo produzido.
As representações acontecem nos dias 26 de janeiro de 2020, no São Luiz, para público em geral, e nos dias 23, 24 e 25 para escolas. Prometem...
No dia 25 de janeiro, sábado  – conversa c/ público mediada por Rui Canário e Irene Santos + Lançamento livro Professar após o espectáculo
Apoio das Escolas de Lisboa ES Camões, EBS Passos Manuel, Externato Fernão Mendes Pinto.

Título: PROFESSAR, de Lígia Soares e Sara Duarte
Mais informação sobre bilhetes e horários https://www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/professar-2/


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

domingo, 15 de dezembro de 2019

Outra escola

Outra Escola

Outra escola. RTP2. Primorosos episódios. Hoje, 8º de 13. O tempo da creche.
Ai, recomendo.

Autoria, Pesquisa e Produção de Conteúdos Filipa Reis, João Miller Guerra, Maria Gil
Direção de Produção Filipa Reis
Produção Executiva Daniela Soares, Lydie Bárbara, Rita Laranjeira
Concepção de Genérico e Grafismos André Sentieiro
Montagem e Animação de Genérico e Grafismos Francisco Carvalho
Música Original de Genérico Luís Severo
Direção de Fotografia André Costa, Hugo Azevedo
Direção de Som Rúben Costa
Captação de Som Ricardo Pereira
Montagem Catarina Lino, Marlene Santos
Pós-Produção de Som Rúben Costa
Realização Filipa Reis, João Miller Guerra

Produção Vende-se Filmes

Coprodução RTP

https://www.rtp.pt/play/pesquisa?q=outra+escola

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Nem todos os testes são maus

 Resultado de imagem para edutopia testing

What Does the Research Say About Testing?

There’s too much testing in schools, most teachers agree, but well-designed classroom tests and quizzes can improve student recall and retention.
October 25, 2019
"SETTING THE RIGHT TESTING CONDITIONS

Test achievement often reflects outside conditions, and how students do on tests can be shifted substantially by comments they hear and what they receive as feedback from teachers.
When teachers tell disadvantaged high school students that an upcoming assessment may be a challenge and that challenge helps the brain grow, students persist more, leading to higher grades, according to 2015 research from Stanford professor David Paunesku. Conversely, simply saying that some students are good at a task without including a growth-mindset message or the explanation that it’s because they are smart harms children’s performance—even when the task is as simple as drawing shapes.
Also harmful to student motivation are data walls displaying student scores or assessments. While data walls might be useful for educators, a 2014 study found that displaying them in classrooms led students to compare status rather than improve work.
The most positive impact on testing comes from peer or instructor comments that give the student the ability to revise or correct. For example, questions like, “Can you tell me more about what you mean?” or “Can you find evidence for that?” can encourage students to improve  engagement with their work. Perhaps not surprisingly, students do well when given multiple chances to learn and improve—and when they’re encouraged to believe that they can." 
Ler mais aqui

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Escolas e gestão curricular : aviso à navegação



Todos os dias regresso da escola com a sensação de que não conseguirei continuar por muito mais tempo alheia ao estado calamitoso da educação que temos. Cumpro tudo aquilo a que sou obrigada mas faço das tripas coração para que a “minha” escola e os “meus” alunos se reculturem todos os dias, procurando novas formas de debate, novos temas de discussão, ambicionando a irreverência que nos permita a todos, viver os dias de uma forma mais feliz e numa sociedade mais justa. Porém, esta sociedade não me ajuda neste intento. Todos os dias vejo aumentar a descrença dos jovens por um mundo melhor. Muitos deixaram de acreditar na justiça. Basta que lhes peça um texto sobre o tema e são os grandes exemplos de corrupção política e desportiva que imediatamente vêm à baila. E pouco mais.

A meu ver, a gestão curricular ocupa, neste contexto do mundo em que vivemos, uma centralidade inegável na medida em que permitirá, se a fizermos com eficácia criativa, relançar o elo entre a escola e a sociedade numa perspetiva de adequação aos seus destinatários, proporcionando, paralelamente às aprendizagens comuns a todos, uma diferenciação que pudesse colmatar as diferenças cognitivas e culturais dos nossos jovens.
Carmo Machado, 10.02.2019
Ler mais aqui:

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

No coração da escola, o pessoal não docente


Será desta?


Pavilhões gimnodesportivos com as portas fechadas, papelarias e bares que encerram mais cedo, bibliotecas que não têm funcionários. E, claro, a falta de auxiliares para vigiar os alunos nos recreios. As queixas dos diretores escolares e as notícias sobre os problemas causados pela escassez de assistentes operacionais sucedem-se, uma das áreas que motivaram a jornada de greves e protestos anunciada nesta segunda-feira por sindicatos da UGT para fevereiro. Trabalhadores e diretores reclamam a contratação de mais profissionais e as escolas vão avançar mesmo com um levantamento nacional exaustivo para perceber quantos assistentes estão de baixa médica e em falta nos 811 agrupamentos do país.
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/29-jan-2019/interior/escolas-fazem-levantamento-do-numero-de-auxiliares-de-baixa-medica-10499751.html?utm_source=Push&utm_medium=Web

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Urgente: mudar a escola. Prioridade: função cultural



Ariana Cosme Rui Trindade são duas vozes de respeito, e que muito estimo. Fazem-nos muita falta vozes e pensamentos como os deles.

São consultores de um projeto em curso em 236 escolas portuguesas, públicas e privadas, de flexibilização curricular, que importa acompanhar .

Há dois dias (5-2-207), deram uma entrevista deveras interessante

E: Esta flexibilidade curricular vem, de alguma forma, ao encontro do que os alunos querem, das suas expectativas e necessidades? AC: Das expectativas não sei, das necessidades sim. Os alunos precisam que a escola mude, que se torne mais interessante, mais desafiante.  
Rui Trindade (RT): E que possam ser objeto de reflexão, porque o problema é que as pessoas, muitas vezes, funcionam basicamente em torno dos manuais da sua disciplina. No momento em que é preciso pensar as coisas do ponto de vista interdisciplinar, das questões da contextualização, espera-se que os alunos sejam tidos em conta. Espera-se que também possam ter alguma margem de manobra. 
Não se trata propriamente daquela conversa de responder às necessidades e interesses dos meninos, porque, muitas vezes, a necessidade é criar outros interesses e outras necessidades, mas é preciso ter em linha de conta aquilo que eles são, aquilo que eles sabem, e também aquilo que se espera que eles possam vir a ser.  
Fonte:Os alunos precisam que a escola mudehttps://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=128832

Dez anos antes (2007), alertaram:
"É partindo deste ponto de vista que importa enfrentar, então, um dos graves equívocos que a ambiguidade de algumas das perspectivas mais emblemáticas sobre a função social da escolaridade pública tem vindo a alimentar. O equívoco em função do qual se tende a desvalorizar a função cultural da Escola face à sua função social, como se no caso da instituição escolar a possibilidade da segunda se concretizar não dependesse, antes de tudo o mais, da possibilidade de afirmação da primeira. Trata-se de um equívoco que é sustentado pelo facto de não se ser capaz de compreender que o principal objectivo da instituição escolar é o de estimular, apoiar e contribuir para a apropriação do património cultural, sobretudo o património que tem vindo a ser construído sob a égide das diferentes áreas do saber, proporcionando, assim, às gerações mais jovens a posse de instrumentos e dispositivos de mediação que lhes permitam afirmar-se como cidadãos do mundo. Uma finalidade que só é exequível se a apropriação desse património constituir uma oportunidade de descobrir os outros e a importância dos outros, quer como interlocutores exigentes quer como cúmplices solidários, dos quais depende, inevitavelmente, tanto aquela apropriação como o seu contributo para o desenvolvimento pessoal e social de cada um daqueles que se encontra envolvido num tal processo. 
Os professores, neste sentido, perdem a centralidade de um estatuto que há muito deixaram de ter para adquirirem uma importância pedagógica, de algum modo inédita, e da qual tanto necessitam, eles, os seus alunos e as próprias escolas. Significa isto que, do ponto de vista dos docentes, o seu trabalho mais do que ampliar-se deverá complexificar-se, o que, se por um lado, obriga cada professor a transitar do paradigma do instrutor para o de mediador de situações de aprendizagem - enquanto interlocutor cultural e pedagogicamente qualificado que é; não pode, por outro, justificar que os professores assumam outras tarefas, como por exemplo as de um educador social ou de um animador sócio--cultural, as quais lhes são estranhas tanto no que diz respeito às suas finalidades como à assunção das responsabilidades pela execução das mesmas. 
As responsabilidades sociais dos professores definem-se assim e prioritariamente, no que ao exercício da profissão diz respeito, pelas suas responsabilidades pedagógicas, entendidas como uma componente decisiva que permite identificar as suas responsabilidades educativas mais amplas. Responsabilidades essas que, hoje, obrigam os professores a permanecer mais tempo nas escolas, para além do tempo que dedicam ao trabalho na sala de aula, de forma a terem momentos que possam disponibilizar para o atendimento aos alunos e aos respectivos encarregados de educação, a reconstruírem e a reformularem os projectos curriculares das turmas onde leccionam, a analisarem colegialmente intervenções educativas de carácter interdisciplinar ou a definirem, monitorizarem e avaliarem projectos de acção pedagógica tendentes quer a superar as dificuldades de aprendizagem ou a responder às especificidades cognitivas e culturais dos seus alunos quer a definir situações capazes de mobilizar o esforço e o investimento destes mesmos alunos, implicando-os no desenvolvimento de projectos que se afirmem pelo seu potencial educativo. Responsabilidades que passam, igualmente, quer pelo seu envolvimento em actividades de formação relacionadas com os desafios e as vicissitudes dos quotidianos escolares ou com a sua valorização profissional quer pela assunção de actividades do foro institucional relacionadas com assessorias várias, a participação em observatórios focalizados no estudo de problemas que justifiquem intervenções de fundo, a participação em projectos de avaliação relacionados com os contextos de trabalho e, entre outras actividades possíveis, a participação em acções conducentes ao desenvolvimento de trabalhos em parceria com outros actores e instâncias locais."

Fonte:https://terrear.blogspot.pt/2007/01/tem-palavra-rui-trindade-e-ariana-cosme.html

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...

Foto de Laredo Associação Cultural.

Transcrevo e aplaudo. Paula Jacinto Cusati, Portugal, 2017
Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor

Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos  na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2),  há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de  vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.

Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.

Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.

Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.

Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.  
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença. 
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora! 
Atenciosamente, 
Paula Cusati
mediadora de leitura

 (1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html

Fonte: 
Pequeno Armazém de Palavras: Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...: Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova opo...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Redução de alunos por turma vai começar pelas escolas mais pobres

 Medida abrange anos iniciais de ciclo das escolas TEIP-Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28. Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.


Ler também a propósito:

Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre 'Organização da escola e promoção do sucesso escolar' (junho de 2016); coord. Joaquim Azevedo. Cito das p. 11-13:
A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o acompanhamento. 
Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes. 
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores. 
Ora, uma medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
 
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O futuro da literacia


Students no longer have to wait for when they leave school to have an impact on the outside world, we can use the tools we have to do so right away.

Ler mais aqui http://pernillesripp.com/2015/06/23/the-future-of-literacy/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Será que o sítio web vai salvar a tua biblioteca (e os teus bibliotecários)?


A propósito de melhorias, uma bibliotecária, Sue Kowalski e Pine Grove Middle School  de uma escola dos EUA, confrontada com o prémio anual da ALA (Associação Americana de Bibliotecas) para o melhor Programa de Biblioteca Escolar do Ano, estudou os critérios com muita atenção em 2010, sobretudo as falhas no seu VLC, que entendeu ser um ponto fraco. Levou o ano todo a corrigir o seu trabalho de acordo com o que lhe pareceram serem práticas melhores. Em 2011, ela e a sua escola ganharam o prémio!

O que é VLC? Não consigo encontrar tradução portuguesa à altura... mas tentei traduzir uma explicitação apresentada recentemente por Joyce Valenza:


Virtual Learning Commons VLC 

A estrutura de um VLC 

De acordo com o modelo criado por David Loertscher, do Estado de San Jose, e Carol Koechkin, consultora em educação, há 5 “espaços” básicos num “virtual learning commons”. 

A página principal, e centro de informação, é o que mais se aproxima do antigo “sítio web da biblioteca”. Segundo David Loertscher, é aqui que se mantêm as bases de dados, juntamente com fotos e contactos do pessoal, e um calendário de eventos; também pode atrair os alunos apresentando um slideshow de videos feitos por eles. 

A cultura da escola é um “anuário escolar ao vivo”, de acordo com Loertscher. “É aqui que ganham expressão as atuações da banda, dos coros, da equipa de futebol, de quem quer que tenha ganho um prémio. É isso que atrai os jovens. E nessa altura podes levá-los até outras coisas, como a aprendizagem e a literacia.” 

A seguir, diz ele, vem a cultura de literacia e de leitura, a página que serve como o centro de “celebração da literacia e da criação de conteúdos em todas as formas.” Tal inclui recensões de filmes e de livros feitas por alunos, professores, e bibliotecários; “gostos” em listas de leitura; concursos de escrita; leituras de poesia; e resultados de clubes de leitura. 

Em quarto lugar está o centro de construção de conhecimento, onde as pessoas se juntam para colaborar e co-ensinar em, projetos de aprendizagem. Se um professor prepartou uma unidade sobre a Guerra Civil, por exemplo, o bibliotecário e o professor podem trabalhar juntos para reunir os recursos de que os estudantes (e as suas famílias) vão precisar o projeto. 

A última área é o centro experimental de aprendizagem, onde vive “a melhoria da escola”, de acordo com Loertscher. “ É o lugar para experimentar coisas novas – e não há problema em falhar aqui antes de o adotar em toda a escola.” Pode incluir itens como um “lounge virtual do professor”, com projetos, oportunidades e novidades. Pode haver ligações para padrões (standards), recursos para desenvolvimento profissional, ou documentos fundamentais. Esta área provavelmente apresenta notícias da escola, um local onde a direção e os professores podem publicar calendários, espaços de trabalho, relatórios de progresso, planos e ações.

Ler mais aqui 
Joyce Valenza: Will This Website Save Your Library (and Your Librarians)? -- THE Journal - newsle

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Inovação na escola: Luciano Meira at TEDxUFF


"Hackear a escola antes que ela chegue ao fim"
Ter em conta que diálogo não tem de estar numa conversação, mas está nos livros, no que se difunde e reutiliza e transforma na web, por aí.
Transformar a escola exige que não nos deixemos encerrar na escola, para superar a "metáfora da escola".

Luciano Meira (Recife, Pernambuco, Brasil), a ouvir e a seguir pelos forum disponíveis.

Acedido via Grupo do FB E-Learning Gurus de Portugal.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Por uma nova arquitectura escolar e nas redes sociais


Aprendemos e crescemos conforme nos relacionamos. Como nos deixam fazê-lo os lugares que socialmente habitamos, física e virtualmente?

"Pour B. Devauchelle (2012), ces perspectives pourraient trouver leur place dans des « maisons de la connaissance », des lieux ouverts et modulables qui permettraient d’accéder aux savoirs à l’école comme on y accède aujourd’hui hors l’école. Des maisons de la connaissance qui favoriseraient les tâches de recherche et de gestion intelligente des contenus, plutôt que les opérations de mémoire basées sur l’accumulation de ces contenus, aujourd’hui obsolètes.
Des maisons de la connaissance qui donneraient une vraie chance à la personnalisation des apprentissages, qui miseraient sur les savoirs partagés et soutiendraient l’essor d’une culture de la collaboration qui fait tellement défaut dans les écoles françaises. Des maisons de la connaissance qui conduiraient à repenser l’organisation scolaire et à faire des établissements des lieux de décloisonnement des savoirs. "
ENDRIZZI, Laure. Jeunesse 2.0 : les pratiques relationnelles au coeur des média sociaux. in Dossier d'actualité veille et analyses / IFÉ Institut Français de l'Éducation. Nº 71 (Fev. 2012), p.21 [destaques meus]

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Referenciais TIC para professores competentes


Rede Bibliotecas Escolares: Escolas e ensino/aprendizagem virtuais

VISCED: projeto internacional financiado pela Comissão Europeia que visa proceder a um inventário de iniciativas de ensino/aprendizagem inovadoras suportadas pelas TIC e de escolas e faculdades virtuais em todo o mundo. Pretende também, a partir dos exemplos inventariados, identificar os fatores que conduzem ao sucesso da educação virtual na faixa etária estudada, a dos 14 aos 21 anos. Inclui o perfil de competências desejável para os professores ao nível das TIC, o qual pode ser consultado aqui

Kialo Edu - ferramenta web para ensino do pensamento crítico e do debate racional

Kialo Edu - The tool to teach critical thinking and rational debate -  https://www.kialo-edu.com/ Uma ferramenta deveras intere...