sábado, 3 de novembro de 2018

Literacia científica na escola.pdf

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LITERACIA CIENTÍFICA NA ESCOLA

A ação de formação, que deu origem à presente publicação, decorreu a 27 de
janeiro e 11 de fevereiro de 2017, na NOVA FCSH, e contou com 50 participantes,
com perfis diversos e propósitos diferenciados: professores, investigadores, gestores
de ciência, psicólogos. Articulando teoria e prática, nela foram apresentados os
principais resultados da investigação e dinamizadas oficinas com propostas de
didatização dos textos de divulgação científica.
A publicação está organizada em duas partes complementares, ambas focadas
na noção de literacia científica e no trabalho com textos de divulgação de ciência; se
a primeira parte é delineada por um cunho predominantemente teórico-reflexivo, a
segunda assume uma feição de carácter formativo-didático.




Literacia científica na escola.pdf

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Esta escola já não é só para ciganos

 
Até quando andará o filho de Carina na escola? “Até ele conseguir. Gostaria que tivesse uma vida que a gente não tem. As feiras que dão? Mal é que o cigano não tem trabalho por ser cigano!” E o de Carla? “Gostava que não andasse, como nós, nas feiras, que tivesse uma vida como os outros têm.” E os de Vanessa? “Quero que estudem, que façam aquilo que eu não fiz, que vão para a faculdade.”
Viseu, Portugal, 2018



Esta escola já não é só para ciganos

sábado, 27 de outubro de 2018

 Falta ler histórias na escola - como prazer!

 
“É claro que eu tenho um certo orgulho de que meus textos possam servir às escolas, mas meu receio é justamente esse de servir. A literatura não tem uma função no sentido de ser um material escolar. Ela deve ensinar os meninos a terem uma certa indisciplina mesmo, uma certa desobediência, a viajarem, a saírem da escola. A literatura tem que ser aquela janela em que eu me encostava na escola para olhar a vida e o mundo. Eu gostaria de ser mais lido aqui no Brasil, mas com a segurança de que os meninos tenham uma relação de prazer com a leitura, que não seja uma imposição.”


 “Falta ler histórias na escola”: entrevista com o escritor Mia Couto - O Cantinho do Professor - Portal de Educação e Pedagogia

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Neurociências e Educação : transfusão de saberes, precisa-se

Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Figura 1: Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Imagem numa publicação que divulga alguns artigos interessantes para quem é professor e se preocupa com os modos de aprender e de ensinar, com base científica.

De que atualização do conhecimento sobre neurociências dispoem os professores? Ora lede...

Ex. "Portuguese teachers are susceptible to misinterpreting neuroscientific findings and believe in neuromyths that might ultimately impair their teaching – or simply waste time investing in techniques that will not aid their student." (do resumo de um dos artigos, de 2013)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Recuperar atrasos


"(...) Em 1878, um século após Pombal, quatro quintos - quatro quintos! - da população portuguesa não sabe ler nem escrever. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: em 1881 o número de analfabetos na Suécia cifrava-se em 0,4 %. Em 1881 ! Pela mesma época, a Alemanha apresentava 0, 51 % ; a Inglaterra e a Escócia, 1% ; a Noruega, 0,08 %; e a Dinamarca, 0, 36 %.
Em 2011 - 2011 !! - a taxa de analfabetismo em Portugal é ainda de uns arrepiantes 9 %, o que corresponde a quase um milhão de cidadãos. Dez vezes mais do que a Europa desenvolvida no final do século XIX !!
O ensino primário obrigatório foi instituído na Prússia de Frederico I em 1717. Em França, foi a Revolução Francesa que instituiu a educação obrigatória e universal em 1791. (...) Nas colónias americanas de Nova Inglaterra, o ensino era obrigatório desde 1642 alargando-se, gradualmente, após a independência em 1776 aos territórios que passaram a compor os Estados Unidos.(...)
Em Portugal, os quatro anos de ensino primário obrigatório e universal são instituídos em 1960 !! (...)
Em educação o atraso de séculos não se recupera em anos."
in "Matemática em Portugal - Uma questão de educação", de Jorge Buescu (2012)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Pequenos passos fariam tanta diferença...

 A minha foto
Quando lá cheguei senti-me uma extraterrestre e os primeiros meses foram de espanto por ver os meus filhos a adorarem ir à escola de uma forma nova, a adorarem estudar ao ponto de quererem ir à escola até ao sábado! Sim, a escola enche ao sábado porque os alunos querem... É um espírito comunitário, criam-se clubes e grupos que desenvolvem projectos ligados ao que estão a dar durante a semana, e fazem trabalhos baseados em projectos individuais e em grupo.


Agora, em Portugal, tenho o contrário, e é frustrante ver que pequenos passos fariam tanta diferença... Mas há um muro gigante chamado Currículo que trava tantos talentos e sonhos dos nossos filhos, neste país maravilhoso que temos aqui em Portugal, mas que tem um ensino esmagador e castrador...

2017

Por uma Escola Diferente: A nossa experiência em Singapura (Gracinha Viterbo...: Depois de três anos a viver em Singapura e a conviver com um ensino aberto, alegre e feliz, com respeito pelas crianças e pelas suas ideias,...

Pequenos passos fariam tanta diferença...

 A minha foto
Quando lá cheguei senti-me uma extraterrestre e os primeiros meses foram de espanto por ver os meus filhos a adorarem ir à escola de uma forma nova, a adorarem estudar ao ponto de quererem ir à escola até ao sábado! Sim, a escola enche ao sábado porque os alunos querem... É um espírito comunitário, criam-se clubes e grupos que desenvolvem projectos ligados ao que estão a dar durante a semana, e fazem trabalhos baseados em projectos individuais e em grupo.


Agora, em Portugal, tenho o contrário, e é frustrante ver que pequenos passos fariam tanta diferença... Mas há um muro gigante chamado Currículo que trava tantos talentos e sonhos dos nossos filhos, neste país maravilhoso que temos aqui em Portugal, mas que tem um ensino esmagador e castrador...

2017

Por uma Escola Diferente: A nossa experiência em Singapura (Gracinha Viterbo...: Depois de três anos a viver em Singapura e a conviver com um ensino aberto, alegre e feliz, com respeito pelas crianças e pelas suas ideias,...

domingo, 9 de setembro de 2018

Próximo passo - os novos ambientes de aprendizagem


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Capítulo 12, p. 222
La investigación sobre el aprendizaje sugiere que un ambiente del aprendizaje posee las siguientes características:
• hace que el aprendizaje sea central, alienta el  compromiso y  es  donde los estudiantes llegan a considerarse a sí mismos como aprendices;
• está donde el aprendizaje es social y, a menudo, colaborativo;
• está muy en sintonia com las motivaciones de los estudiantes y  la  importancia de las   emociones;
• es muy sensible a las diferencias individuales incluidas en los conocimientos previos;
es exigente con todos los estudiantes, pero sin una sobrecarga excesiva;
• utiliza evaluaciones coherentes com sus objetivos, com un fuerte énfasis en la retroalimentación formativa;
• promueve la conexión horizontal a través de actividades y asignaturas, dentro y fuera de la escuela.
El capítulo presenta una agenda educativa —centrada en el estudiante, estructurada, personalizada, social e inclusiva— en consonancia con estas conclusiones, antes de discutir algunas de las cuestiones complejas relacionadas con la implementación

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

8 de setembro 2018 - Alfabetização para toda a gente

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“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal. 
A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública. 
Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal. 
Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género. 
A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias. 
É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade. 
Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia. 
Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade. 
Audrey Azoulay
2018