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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Alfabetização na Idade Certa - pacto entre universidade,, governos locais, professores e escolas


O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é uma ação que se fundamenta em uma política nacional de formação continuada de professores alfabetizadores acerca da aprendizagem das crianças por meio de um compromisso formal assumido pelos governos Federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios. Seu objetivo é o de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental, de modo a propiciar direitos à educação de qualidade, tanto no âmbito da formação continuada quanto no da alfabetização e do letramento.

Este livro reúne contribuições de diversos profissionais que têm como questão central os temas da alfabetização e do letramento na busca pela alfabetização infantil na idade certa, ou seja, de 6 a 8 anos. Os artigos se dividem dentro dos seguintes eixos temáticos: (a) Alfabetização eletramento – PNAIC e outras políticas públicas; (b) Letramentos, multiletramentos e multimodalidade; (c) Letramentos e inclusões´


(99+) (PDF) Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa Letramentos múltiplos e multiletramentos: entre teorias e práticas | Joel Windle - Academia.edu

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

8 de setembro 2018 - Alfabetização para toda a gente

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“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal. 
A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública. 
Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal. 
Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género. 
A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias. 
É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade. 
Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia. 
Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade. 
Audrey Azoulay
2018