sexta-feira, 29 de março de 2019

2 abril 2019



Celebra-se a 2 de abril o Dia Internacional do Livro Infantil. 
O cartaz português tem autoria de Abigail Ascenso, vencedora de uma Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração.
mensagem do International Board of Books for Young People (IBBY), este ano da responsabilidade da Lituânia, consta de um texto e cartaz do escritor e ilustrador Kęstutis Kasparavičius.


http://www.pnl2027.gov.pt/np4/diainternacionalivroinfantil2019.html

domingo, 24 de março de 2019

Biblioteca inclusiva : a formação é essencial

dibujo de una cadena de accesibilidad

Está claro que as bibliotecas  não vão passar de não inclusivas a inclusivas da noite para o dia, mas está nas nossas mãos avançar na direção da acessibilidade . Mudar o chip significa pensar em cada uma das ações que fazemos todos os dias: um novo serviço, organizar uma atividade, fazer uma seleção de coleções de documentários, desenhar um panfleto de divulgação...
 
Se cada vez que um de nós, para realizar essas ações, parar um momento para pensar sobre como satisfazer as necessidades de grupos com deficiência estaremos a dar um passo para a acessibilidade e, assim, para a inclusão.
 
Antes de executar qualquer uma dessas ações, devemos considerar e responder a algumas perguntas:
  1. Quais os grupos com deficiências que podem ser de interesse? -> Utilizadores-alvo
  1. Pessoas cegas ou com baixa visão?
  1. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva?
  1. Pessoas com deficiências cognitivas?
  1. Como posso chegar até eles?
  1. Conheço as associações ou outras entidades na minha cidade ou área?
  1. Posso localizá-las?
  1. Como posso torná-lo/a mais acessível?
  1. Adaptando o folheto de divulgação? Letras grandes e com cores contrastadas? Leitura fácil? Áudio? Braille? Evitar imagens sem atributos? PDF acessível?...
  1. Interpretando a atividade em linguagem gestual?
  1. Que documentos posso oferecer para cobrir todas as necessidades de leitura e cultura?
  1. Leitura Fácil?
  1. Livros de áudio
  1. Livros em Leitura Fácil? Pictogramas? Língua de sinais?
  1. Filmes com audiodescrição?
 
A lista de perguntas pode ser muito mais ampla. Temos que parar um momento para refletir. Mas para isso, a formação é essencial . Essa é a única maneira de saber quais são as necessidades de leitura e acesso à informação ou ao prazer dos diferentes grupos com deficiência.
É inútil ter novas tecnologias na biblioteca se não soubermos a que grupos ela pode ser útil.

Susana Peix



Referência: Peix, V. (2019). Biblioteca inclusiva... ¿Por dónde empiezo? - BiblogTecariosBiblogTecarios. Retrieved 13 March 2019, from https://www.biblogtecarios.es/susanapeix/biblioteca-inclusiva-por-donde-empiezo-accesibilidad/


segunda-feira, 18 de março de 2019

Escrita simples, Leitura fácil

logo europeu da escrita simples

Porquê mudar a forma como passamos a informação?
  • Para chegar a mais destinatários, contornando a iliteracia e as dificuldades de leitura até mesmo relacionadas com o idioma;
  • Para dar autonomia e assim permitir escolhas livres e conscientes, fazendo cumprir o artigo 9 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência;
  • Para fomentar a igualdade de oportunidades de modo a que que todos tenham acesso às mesmas coisas e assim aumentar a participação de todos na sociedade.
Por outro lado, um melhor conhecimento sobre o produto ou o serviço vais gerar mais aquisição, tal como maior fidelização por melhor compreensão. A clareza e perceção da mensagem tornam-se critérios de confiança para que o leitor consiga, sem esforço, interagir com a informação.
Merece, pois, menção o prémio que a associação Acesso Cultura instituiu e que reconhece entidades que já apresentam documentação numa linguagem clara. Identificar o documento com o símbolo da leitura fácil (na imagem) é também um meio de salvaguardar a sua acessibilidade.

Fonte: http://accessibleportugal.com/escrita-simples-leitura-facil/

quinta-feira, 14 de março de 2019

GREVE CLIMÁTICA ESTUDANTIL 15 MARÇO 2019

 Resultado de imagem para GREVE CLIMATICA
"(...)para lá da saudável recepção do ministro do Ambiente a uma delegação de jovens que participa na organização, a comunidade educativa permaneceu fechada na rotina. Enquanto as manifestações de sexta-feira protagonizadas
por jovens se multiplicam por toda a Europa, por cá docentes, 
directores  escolares e pais permanecem alheados. Ou até receosos de associar a mobilização a qualquer acto
subversivo que viola o espírito do país pacato e trabalhador,
o cimento da nossa estabilidade e ao mesmo tempo a cola do nosso atraso. Fazer com que os jovens se politizem e saibam que a sua cidadania é crucial não cabe  nesta visão autolimitada do mundo.
É assim que o fado do desinteresse dos jovens pela política
e por tudo o que tenha a ver com o bem comum se torna uma condenação." Manuel Carvalho, 13.03.2019,Público

domingo, 3 de março de 2019

LISBOA, BIBLIOTECA DE MARVILA, 2019.03.18




Decorre no dia 18 de março, na Biblioteca de Marvila, entre as 10h00 e as 17h00, o “VII Encontro da Rede de Bibliotecas Escolares de Lisboa – Bibliotecas Escolares de Todos e para Todos”.
Esta iniciativa tem como objetivo contribuir para uma educação promotora de conhecimentos e competências de literacia, disponibilizando recursos e atividades para todos.
Para participar é necessária inscrição até ao dia 4 de março.

Pelas 14h30, decorrm Workshops (cada participante deverá indicar os workshops por ordem de preferência, de 1 a 5)


  • Aprender com a diversidade Isabel Sasseti Paes – AE Eça de Queiroz, Coordenadora da REDE
  • inclusão 
  • Criação de livros inclusivos Rui Fernandes - CRTIC Amadora - CANTIC 
  • Biblioteca Humana Bibliotecas de Lisboa Princípios-chave e desafios na operacionalização da Educação Inclusiva Helena Neves - Associação Pró-Inclusão 
  • Bibliotecas Inclusivas: Bairros Leitores Maria José Vitorino e Miguel Horta – Laredo, Associação Cultural



BICUL ALENQUER 2019.03.09

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Literacia+, enquanto é tempo



"A predilecção dos media dominantes pelo sensacionalismo, a necessidade de novidades constantes, e a ênfase nos lucros em vez de na responsabilidade cívica tornou-os vulneráveis à manipulação estratégica. Muitos participantes da extrema-direita estão bem destas dinâmicas. A capacidade de indivíduos de extrema direita para trabalhar em rede, colaborar, e se reunirem rapidamente para promover novos temas, e o seu jeitinho para criar espectáculo que atraia as notícias dos media, permitiu-lhes difundir propaganda e efectivamente espalhar desinformação. Como demonstrámos, para além do impacto óbvio que o crescente discurso racista, sexista, e homofóbico pode ter nas pessoas individualmente, o aumento das mensagens de extrema.direita tem, potencialmente, impactos graves na participação democrática e cívica. Esperamos que o nosso trabalho ajude a tornar mais complexas as narrativas simplistas sobre "fake news" ou "Trump memes" e contribua com bases para futuro estudo e activismo."
p. 47

Um documento útil, oportuno e pertinente. A usar, antes que seja tarde.

Notícia via Carlos Pinheiro, aqui

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Escolas e gestão curricular : aviso à navegação



Todos os dias regresso da escola com a sensação de que não conseguirei continuar por muito mais tempo alheia ao estado calamitoso da educação que temos. Cumpro tudo aquilo a que sou obrigada mas faço das tripas coração para que a “minha” escola e os “meus” alunos se reculturem todos os dias, procurando novas formas de debate, novos temas de discussão, ambicionando a irreverência que nos permita a todos, viver os dias de uma forma mais feliz e numa sociedade mais justa. Porém, esta sociedade não me ajuda neste intento. Todos os dias vejo aumentar a descrença dos jovens por um mundo melhor. Muitos deixaram de acreditar na justiça. Basta que lhes peça um texto sobre o tema e são os grandes exemplos de corrupção política e desportiva que imediatamente vêm à baila. E pouco mais.

A meu ver, a gestão curricular ocupa, neste contexto do mundo em que vivemos, uma centralidade inegável na medida em que permitirá, se a fizermos com eficácia criativa, relançar o elo entre a escola e a sociedade numa perspetiva de adequação aos seus destinatários, proporcionando, paralelamente às aprendizagens comuns a todos, uma diferenciação que pudesse colmatar as diferenças cognitivas e culturais dos nossos jovens.
Carmo Machado, 10.02.2019
Ler mais aqui:

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Abrande - use um livro!

Crecer Leyendo - Fundación Biblioteca Social









Un documental que muestra como desde la biblioteca pública se puede contribuir a mejorar la situación de la infancia, cuando uno de cada tres, por distintos motivos, está en riesgo de exclusión social.Miralo con calma: dura 19 minutos. Estamos seguros que te va a gustar.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Para que servem os rankings escolares?


A maioria dos encarregados de educação, sem disponibilidade ou preparação para entender as limitações dos rankings, tende a guiar as opções de educação dos jovens por um critério redutor e muitas vezes erróneo. Muitas escolas (públicas e privadas) acabam por seleccionar os seus alunos com base no desempenho académico expectável, o que no caso das escolas públicas é inadmissível.
Ricardo Paes Manede, 2019, DN 




Para que servem os rankings escolares?: Todos os anos as escolas portuguesas são ordenadas pelas classificações médias dos alunos nos exames nacionais. Do ponto de vista técnico, estes rankings são uma fraude. Em termos práticos, produzem efeitos contraproducentes. Não é o seu rigor nem as suas implicações que explicam o destaque que os media lhes dão. Os rankings são visíveis porque são polémicos e uma polémica acesa é sempre motivo de notícia. Mas, além de atraírem audiências, para que servem?