segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Neurociências e Educação : transfusão de saberes, precisa-se

Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Figura 1: Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Imagem numa publicação que divulga alguns artigos interessantes para quem é professor e se preocupa com os modos de aprender e de ensinar, com base científica.

De que atualização do conhecimento sobre neurociências dispoem os professores? Ora lede...

Ex. "Portuguese teachers are susceptible to misinterpreting neuroscientific findings and believe in neuromyths that might ultimately impair their teaching – or simply waste time investing in techniques that will not aid their student." (do resumo de um dos artigos, de 2013)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Recuperar atrasos


"(...) Em 1878, um século após Pombal, quatro quintos - quatro quintos! - da população portuguesa não sabe ler nem escrever. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: em 1881 o número de analfabetos na Suécia cifrava-se em 0,4 %. Em 1881 ! Pela mesma época, a Alemanha apresentava 0, 51 % ; a Inglaterra e a Escócia, 1% ; a Noruega, 0,08 %; e a Dinamarca, 0, 36 %.
Em 2011 - 2011 !! - a taxa de analfabetismo em Portugal é ainda de uns arrepiantes 9 %, o que corresponde a quase um milhão de cidadãos. Dez vezes mais do que a Europa desenvolvida no final do século XIX !!
O ensino primário obrigatório foi instituído na Prússia de Frederico I em 1717. Em França, foi a Revolução Francesa que instituiu a educação obrigatória e universal em 1791. (...) Nas colónias americanas de Nova Inglaterra, o ensino era obrigatório desde 1642 alargando-se, gradualmente, após a independência em 1776 aos territórios que passaram a compor os Estados Unidos.(...)
Em Portugal, os quatro anos de ensino primário obrigatório e universal são instituídos em 1960 !! (...)
Em educação o atraso de séculos não se recupera em anos."
in "Matemática em Portugal - Uma questão de educação", de Jorge Buescu (2012)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Pequenos passos fariam tanta diferença...

 A minha foto
Quando lá cheguei senti-me uma extraterrestre e os primeiros meses foram de espanto por ver os meus filhos a adorarem ir à escola de uma forma nova, a adorarem estudar ao ponto de quererem ir à escola até ao sábado! Sim, a escola enche ao sábado porque os alunos querem... É um espírito comunitário, criam-se clubes e grupos que desenvolvem projectos ligados ao que estão a dar durante a semana, e fazem trabalhos baseados em projectos individuais e em grupo.


Agora, em Portugal, tenho o contrário, e é frustrante ver que pequenos passos fariam tanta diferença... Mas há um muro gigante chamado Currículo que trava tantos talentos e sonhos dos nossos filhos, neste país maravilhoso que temos aqui em Portugal, mas que tem um ensino esmagador e castrador...

2017

Por uma Escola Diferente: A nossa experiência em Singapura (Gracinha Viterbo...: Depois de três anos a viver em Singapura e a conviver com um ensino aberto, alegre e feliz, com respeito pelas crianças e pelas suas ideias,...

Pequenos passos fariam tanta diferença...

 A minha foto
Quando lá cheguei senti-me uma extraterrestre e os primeiros meses foram de espanto por ver os meus filhos a adorarem ir à escola de uma forma nova, a adorarem estudar ao ponto de quererem ir à escola até ao sábado! Sim, a escola enche ao sábado porque os alunos querem... É um espírito comunitário, criam-se clubes e grupos que desenvolvem projectos ligados ao que estão a dar durante a semana, e fazem trabalhos baseados em projectos individuais e em grupo.


Agora, em Portugal, tenho o contrário, e é frustrante ver que pequenos passos fariam tanta diferença... Mas há um muro gigante chamado Currículo que trava tantos talentos e sonhos dos nossos filhos, neste país maravilhoso que temos aqui em Portugal, mas que tem um ensino esmagador e castrador...

2017

Por uma Escola Diferente: A nossa experiência em Singapura (Gracinha Viterbo...: Depois de três anos a viver em Singapura e a conviver com um ensino aberto, alegre e feliz, com respeito pelas crianças e pelas suas ideias,...

domingo, 9 de setembro de 2018

Próximo passo - os novos ambientes de aprendizagem


natur.png


Capítulo 12, p. 222
La investigación sobre el aprendizaje sugiere que un ambiente del aprendizaje posee las siguientes características:
• hace que el aprendizaje sea central, alienta el  compromiso y  es  donde los estudiantes llegan a considerarse a sí mismos como aprendices;
• está donde el aprendizaje es social y, a menudo, colaborativo;
• está muy en sintonia com las motivaciones de los estudiantes y  la  importancia de las   emociones;
• es muy sensible a las diferencias individuales incluidas en los conocimientos previos;
es exigente con todos los estudiantes, pero sin una sobrecarga excesiva;
• utiliza evaluaciones coherentes com sus objetivos, com un fuerte énfasis en la retroalimentación formativa;
• promueve la conexión horizontal a través de actividades y asignaturas, dentro y fuera de la escuela.
El capítulo presenta una agenda educativa —centrada en el estudiante, estructurada, personalizada, social e inclusiva— en consonancia con estas conclusiones, antes de discutir algunas de las cuestiones complejas relacionadas con la implementación

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

8 de setembro 2018 - Alfabetização para toda a gente

1

“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal. 
A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública. 
Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal. 
Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género. 
A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias. 
É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade. 
Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia. 
Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade. 
Audrey Azoulay
2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Crianças e museus: arte para os mais jovens

Crianças e museus: arte para os mais jovens
"A forma mais elevada de inteligência consiste em pensar criativamente"

Existem diferentes métodos na educação artística, como o método MuPAI ou o Museu Pedagógico Infantil, especializado em oficinas de arte contemporânea em educação infantil e primária. Ele parte do uso de representações visuais de todos os tipos: imagens artísticas, publicidade, imprensa... que ilustram os conceitos estudados conectando-os à vida cotidiana. 
Uma amostra desse tipo de workshop pode ser dada sob o título “Meus sentimentos têm cor!”, que permite à criança expressar suas emoções e sentimentos por meio do desenho. 
Ou então, dentro do que é conhecido como Aprendizagem por projetos, é possível, a partir de uma seleção prévia dos conteúdos que serão trabalhados, desenvolver conceitos complexos adaptando as ideias de certos artistas usando materiais como ceras coloridas, cordas, adesivos ou balões. A intenção é que as crianças impulsionem sua fantasia, imaginação, tomada de decisão e criatividade. Trata-se de abandonar esses parâmetros obsoletos de desenho “quando sobra tempo” ou a transmissão espartilhada de técnicas que podem tornar a Educação Plástica algo carente de emoção. Porque quando as crianças se emocionam e gostam, elas repetem – fazendo com que o processo de aprendizagem seja mais significativo e não acabe nunca.



Crianças e museus: arte para os mais jovens

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Livros digitais e educação pré-escolar - e quem educa...

Resultado de imagem para digital literacy preschool
In search of “learning together” moments
Flickr.com/Elaine and Scott van der Chijs courtesy Creative Commons license

Imagens daqui (2012), apresentação para pais e educadores
Pioneering Literacy in the Digital Wild West: Empowering Parents and Educators


Marsh, J., Kontovourki, S. Tafa, E. and Salomaa, S. (2017). Developing Digital Literacy in Early Years Settings: Professional Development Needs for Practitioners. A White Paper for COST Action IS1410. [Accessed: http://digilitey.eu]

There is sustained evidence that there is a lack of opportunity for early years practitioners to engage in professional development in relation to digital literacy to any meaningful extent, as outlined in this report. A range of barriers exists in relation to the furthering of practice (Plumb and Kautz, 2015). A number of barriers relate to the early years practitioners themselves, such as their beliefs and attitudes, their level of confidence in using technologies and their level of technological and pedagogical content knowledge. Research reviewed in this report suggests that many of these barriers emerge from or connect to teachers’ established understandings of the early childhood sector and the curriculum therein. Two binaries may identified there as key in shaping teachers’ practices and beliefs: the binary between “conventional” and new early childhood literacies, and the binary between teachers’ own use and integration of technology in the classroom. 
To deconstruct such binaries, one needs to consider how CPD may offer early years practitioners opportunities to engage with their own and others’ epistemological understandings of literacy, as well as realisations of new literacies in (children’s and their own) everyday lives. This would ultimately necessitate and link to a shift in practitioners’ professional identities. There is also a recognised lack of training and support, therefore the development of a CPD programme that might impact positively on these elements is important. It is of course not in itself sufficient – there also needs to be a focus on other barriers to progress, such as a lack of resources and effective policies at a national level. Nevertheless, the development of a CPD programme that embeds the effective elements of such activities, as outlined in Table 1, is required if young children are to be offered early years education that is appropriate for twenty-first century demands. .

E entre nós?
Artigo de interesse, publicado em 2013, por Santos, Virgínia e Mata, Lurdes, embora numa abordagem que não destaca as necessidades de formação dos educadores, mas refere as suas representações sobre o tema.

Do Resumo
(...) De que forma os educadores promovem ou permitem o uso dos LD; que benefícios consideram existir na promoção da leitura e que vantagens e desvantagens lhe reconhecem no desenvolvimento da sua prática pedagógica, tendo em conta os recursos materiais e tecnológicos de que dispõem, são questões a que se procura dar resposta.
Assinalam como principais dificuldades as características do material, a pouca qualidade de equipamento informático de que dispõem, as fragilidades da Internet e o número reduzido de computadores, sendo evidenciadas algumas diferenças, quer na forma de utilização quer no reconhecimento das vantagens e desvantagens da sua utilização, em função da idade
Palavras-chave: Leitura, literacia emergente, livros digitais, pré-escolar, tecnologias
Referenciado em 2018 (?) por V. Santos, no sítio web do PNL 2027, aqui
Entretanto, a Biblioteca de Livros Digitais do PNL já não se encontra em funcionamento, mas os alertas do estudo mantêm pertinência.