Hoje, em Inglaterra, é o Dia Nacional das Histórias Multissensoriais!
Começamos a BagBooks, a única organização do mundo que se dedica inteiramente à criação e edição de histórias neste formado.
Reunir e poder voltar a ler materiais sobre ALFIN - Alfabetización Informacional, Literacia da Informação, Information Literacy. Desde 2008 To gather for later reading (again) materials on IL issues. Since 2008

Levar as crianças para a cozinha é uma excelente forma de treinarmos as suas competências culinárias. Muitas famílias alimentam-se mal porque não sabem cozinhar. Não conhecem os alimentos. Isto tem de ser treinado e ensinado ao longo da vida. Além disso é uma excelente forma de passarmos tempo com os nossos filhos.
Tiago Brandão Rodrigues assegurou que ainda este ano serão contratados 1500 novos profissionais. Só não precisou a partir de que data é que estarão nas escolas. Vão somar-se a outros 500 no próximo ano letivo. A prioridade será dada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e ao ensino pré-escolar, afirmou.
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| Imagem de III Laboratorio filosófico: “Las grandes preguntas de la vida ”, EQUANIMA, 2017, retirada daqui |
As perguntas que lhe colocamos neste breve inquérito são: pensa que as bibliotecas escolares estão a tornar-se cada vez mais irrelevantes na era digital? Ou a necessidade de bibliotecas escolares e dos serviços prestados pelos bibliotecários é ainda maior hoje do que nunca?
A biblioteca escolar é um lugar em que os alunos podem dar seguimento às aulas e realizar pesquisa sobre tópicos selecionados por eles, com a ajuda de pessoal qualificado (bibliotecário, professor bibliotecário, etc.)
Os alunos são também aí incentivados a ler por prazer. A biblioteca escolar pode apoiar a aprendizagem autónoma, fora do ensino formal na sala de aula, e pode constituir uma via alternativa para o conhecimento e as competências ao disponibilizar um espaço dedicado ao estudo e a recursos de aprendizagem em formato impresso e digital.
Muitas bibliotecas escolares estão a transformar-se em centros de recursos multimédia, com computadores, acesso a recursos em linha e meios digitais. Contudo, com acesso ilimitado a informações na Internet, mesmo esta função está a ser desafiada.
A Comissão Europeia lançou um inquérito sobre bibliotecas escolares, que está aberto a respostas até 30 de setembro, em 23 línguas.Algumas escolas utilizam a sua biblioteca para melhorar os resultados de aprendizagem e promover a inclusão e a igualdade através de abordagens inovadoras da aprendizagem. No contexto da "abordagem a nível de toda a escola", a biblioteca pode ser o ponto de encontro de toda a comunidade escolar, de alunos, professores, assim como de famílias e partes interessadas.
| *Hoje em dia, as bibliotecas escolares são menos relevantes do que no passado. | ||||
| *Hoje em dia, uma biblioteca escolar precisa de oferecer mais do que apenas livros para ser uma componente útil da escola. | ||||
| *São as bibliotecas escolares tecnologicamente avançadas que são eficazes no desenvolvimento das competências essenciais do alunos. | ||||
| *As bibliotecas escolares desempenham um papel crucial na promoção da inclusão e da igualdade. | ||||
| *Os orçamentos das escolas seriam melhor aplicados com os professores das disciplinas e os recursos da sala de aula do que nas bibliotecas. | ||||
| *A atividade de bibliotecário escolar não exige qualquer qualificação especial. | ||||
| *As bibliotecas escolares no meu país não são suficientemente financiadas. |

Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor
Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2), há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.
Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.
Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.
Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.
Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença.
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora!
Atenciosamente,
Paula Cusati
mediadora de leitura
(1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html

Digital technology is widespread and spreading fast. There are more mobile connections than people on the planet, and more people have access to a mobile phone than to a toilet. Cross-border flows of digitally transmitted data have grown manifold, accounting for more than one-third of the increase in global GDP in 2014, even as the free-flow of goods and services and cross-border capital have ebbed in the aftermath of the 2008 recession. While more people can benefit from access to information and communication, the potential for bad actors to create widespread havoc increases; with every year, the incidents of cyberattacks get bigger and have wider impact.Ler mais aqui:

A Semana Global MIL 2017 será organizada segundo o tema "Literacia da Informação e dos Media em Tempos Críticos : Re-imaginando Modos de Aprender e Ambientes de Informação". A Unesco convida parceiros de todo o mundo a divulgar iniciativas que promovam a MIL, através do site oficial da Semana Global.
A lei 72/2017 publicada ontem em Diário da República - que vem alterar o regime jurídico de adoção e certificação dos manuais -, tem como única novidade o "fomento, desenvolvimento e generalização da desmaterialização dos diversos recursos educativos". A medida resulta de uma proposta do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), aprovada em abril e justificada com a preservação de recursos naturais, o preço dos manuais e o peso excessivo transportado pelos alunos nas mochilas escolares.