segunda-feira, 20 de julho de 2015

Alimentação Saudável - Guia (Portugal)





Apesar deste padrão alimentar ser, de um modo geral, saudável e fácil de adotar, em
particular em países como Portugal, onde existe uma oferta abundante e variada de vegetais
ao longo do ano e onde os modos de confeção tradicionais já incluem na sua base vegetais,
existe ainda uma grande falta de informação por parte dos profissionais de saúde e educação,
associada a muita informação de má qualidade nos formatos online que este manual pretende
colmatar.
Direção Geral da Saúde, Julho 2015


Fonte: Nutrimento, Blog do Programa Nacional Para a Promoção de Alimentação Saudável

nutrimento.pt/activeapp/wp-content/uploads/2015/07/Linhas-de-Orientação-para-uma-Alimentação-Vegetariana-Saudável.pdf

domingo, 12 de julho de 2015

Carta aberta ao Diretor (antes que coloque um novo professor bibliotecário)

Querido(a) Diretor(a)


Sei que anda muito ocupado(a), por isso não estou com meias palavras: recrutar e apoiar pessoas fantásticas para trabalhar com os alunos da sua escola é a parte mais importante da sua tarefa. Ponto. Não é a segurança na escola. Não é o apoio da comunidade. Não são os transportes, is serviços educativos ou a manutenção das instalações. São as pessoas. Porque quanto melhores pessoas tiver, quanto mais seguras, autónomas e capazes elas forem, menos
problemas terá em todas as outras áreas. Gente fantástica = Resultados Fantásticos.


Dito isto, estou capaz de apostar que passa muito tempo a pensar no assunto. Especialmente nesta altura do ano em que colocações, candidaturas, transferências e aposentações começam a chegar. Enquanto professora durante toda a vida, associo o fim do ano letivo a muitas coisas: miúdos a dizer adeus nas janelas dos autocarros pelo última vez, cacifos esvaziados, sossego em todo o lado e um quase indescritível cansaço. Mas para o diretor, esta época do ano também significa procurar e acolher pessoas novas. Pela minha experiência, muitos diretores desenvolveram um sistema bastante bom para recrutar novos professores para a sala de aula. Têm a percepção de como selecionar educadores de excelência para coordenar os departamentos, uma lista de questões afinadas para perguntar e suficiente intuição para saberem quando encontraram “o tal”. Quando se trata de escolher novos professores bibliotecários, porém, o processo é muitas vezes um pouco menos eficiente.

E olhem que não é culpa vossa. Eu entendo. É muito possível que a) nunca tenham sido professores bibliotecários; b) nunca tenham escolhido um professor bibliotecário; c) nunca
tenham colaborado com um professor bibliotecário (no tempo em que eram professores na sala de aula); e d) provavelmente também não assistiram a uma conferência não existente no curso para diretor na qual vos diziam o que deviam esperar do professor bibliotecário que em breve iriam dirigir.


Mas apesar da falta de orientações que receberam neste campo, acreditem que se trata de um ponto importante. Tão importante como a escolha de um novo professor para o 5º, o 8º ou o 11º ano. Em alguns aspetos, mais importante, porque o vosso professor bibliotecário vai trabalhar com todos os professores e todos os alunos, vai adquirir materiais que apoiarão quer o vosso curriculum essencial quer as intervenções que conceber para os seus alunos mais vulneráveis. Vai apontar o caminho nas iniciativas tecnológicas e construir programas que
ajudarão a desenvolver os hábitos de literacia dos vossos pequenos estudantes. É um trabalho grande e importante. E vai precisar de alguém à altura da tarefa. Precisa de um bibliotecário
fantástico.

E vou ajudá-lo a encontrar um.

Como se prepara para reunir com candidatos para este papel, eis o que lhe sugiro que faça:
  1. Procure alguém que goste mais de crianças que de livros. Os livros são maravilhosos. E os novos bibliotecários devem adorá-los. Mas devem gostar mais de crianças. Procure pela paixão quando lhes falar do seu trabalho, mas assegure-se que esta paixão se centra no que torna a profissão de professor bibliotecário a melhor  do mundo: a oportunidade para relacionar as crianças com o primeiro livro que lhes mudará a vida.
  2. Procure a pessoa certa, e não apenas o grau académico certo. Os bibliotecários que estiverem a ler isto não vão gostar, mas a pessoa certa pode concluir a formação certa mais tarde. Esta transformação raramente acontece no sentido inverso. Para além disso, vou contar-lhe um pequeno segredo. Eu ainda não tinha acabado a minha formação quando um diretor arriscou e colocou-me como professor bibliotecário. E tudo correu bem. (Quero ser clara. Vai PRECISAR de um professor bibliotecário certificado, devidamente formado. Mas se encontrar a pessoa certa que quer adquirir a
    formação, e os eu sistema permitir recrutar uma pessoa assim, não deixe que esta carência inicial o impeça de recrutar alguém que é fantástico.)
  3. Procure por dados e resultados. Os dados aparecem em todas as formas e tamanhos. Peça ao seu potencial professor bibliotecário para os usar de forma a ter a certeza que o seu trabalho faz diferença. Descubra que tipo de informações ele/ela recolhe, e de que forma ele/ela modifica a sua prática de forma a ir ao encontro das necessidades dos alunos e como é que as usa para avaliar a eficácia do seu trabalho.
  4. Procure alguém que possa fazer crescer os leitores, não apenas os indicadores de leitura. Desenvolver as competências leitoras e desenvolver o hábito de ler são duas coisas diferentes. Mas quando falamos do trabalho importante de ajudar os alunos a
    aprofundá-los (ou a adquiri-los) uma coisa não pode existir sem a outra. Vai precisar de um professor bibliotecário que possa apoiar o trabalho dos professores em sala de aula e ao mesmo tempo crie espaços, eventos, formação e programação que possam ajudar a
    tornar a leitura uma parte essencial da vida de cada aluno.
  5. Procure por um líder (ou por alguém que anda a treinar para isso). Já o disse, mas vale a pena repetir: o vosso professor bibliotecário trabalha com todos os professores e todos os alunos da escola. Precisa de um treinador, um chefe de claque, um visionário, um
    rebelde e alguém que corra riscos. Precisa de alguém que esteja disposto a fazer o que for preciso pelos vossos estudante e que possa inspirar outros a fazer o mesmo 
  6. Procure por alguém que está sempre a aprender. Pergunte pelos seus hábitos de aprendizagem. Pergunte-lhe quem são os seus “heróis de referência”, onde vão buscar inspiração pedagógica e como é que continuam a crescer como profissionais na arte mais preciosa do mundo. Procure por alguém para quem aprender seja parte do seu ADN porque só um “aprendiz ao longo da vida” pode inspirar a mesma paixão nos outros.
Isto não é tudo. Encontrar a pessoa certa é apenas parte da equação. Quando tiver colocado o candidato perfeito, ele/ela vai precisar que faça algumas coisas para o ajudar a ser o melhor professor bibliotecário de que for capaz. Tem de o apoiar. Eis como:
  1. Tenha expetativas altas. Pela minha experiência, as pessoas correspondem às expetativas que temos para elas. Por isso coloque as suas expetativas altas e observe como o professor bibliotecário as atinge.
  2. Dê-lhe trabalho significativo. Oferecer a outros professores um período planificado não é um trabalho significativo. Obrigar alunos a escolher livros de um certo conjunto não é um trabalho significativo. Entregar e receber livros todo o dia não é um trabalho significativo. Dê-lhe tarefas importantes. Trabalho que realmente conte. Tanto quanto possível, dê-lhes tempo para colaborar com professores da sala de aula, gerir a coleção de recursos da vossa biblioteca escolar e trabalhar com alunos de modos que produzam resultados reais.
  3. Ponha o seu dinheiro onde estão as suas prioridades. Uma e outra vez, os estudos mostram que programas de biblioteca escolar que são financiados de forma suficiente e consistente têm um impacto positivo nas aprendizagens dos alunos. Eu sei que estes são tempos difíceis. Não lhe dão dinheiro suficiente para apoiar todos os programas que gostaria, mas um investimento na biblioteca escolar é um investimento nos seus estudantes. Pergunte a si mesmo quanto vale isso para si e depois actue em conformidade.
  4. Esteja presente. Tenha orgulho. Visite a biblioteca tantas vezes quantas puder e mostre publicamente o grande trabalho que estiver a ser feito aí. Quando potenciais país, membros da direção da escola ou um inspector passarem para uma visita, garanta que a biblioteca escolar faz parte do itinerário. Você, e o seu professor bibliotecário, juntos, vão construir qualquer coisa de fantástico. Tenha a certeza de que o exibe.
Eu sei. É muita coisa. Mas é capaz de o fazer. Ainda não tem a certeza de por onde começar? Aqui ficam algumas boas perguntas para uma entrevista. Fique à vontade para as usar. Mas sugiro que faça as suas.

Agora... vá em frente e encontre o professor bibliotecário que os seus alunos merecem.


Love,
Library
Girl
 Jennifer LaGarde, 2015.05.25, 11:33 AM 
(tradução MJV)

The Adventures of Library Girl: An Open Letter To Principals (Before You Hire A New School Librarian)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Primeira Infância e Educação Artística





As artes são para a infância uma linguagem próxima e familiar

Porque tanto as artes como a infância utilizam dois recursos fundamentais para se expressarem, a emoção e as diferentes linguagens de comunicação, outras formas de entrar em contacto com o mundo que nos rodeia que se desenvolvem nos contextos artísticos e que constituem as cem linguagens da infância.
Doslos 0 aos 6 anos de idade, as crianças aprendem fazendo, o que realmente as envolve emocionalmente. Esse fazer refere-se à acção efectiva, ao pensamento que age, quer dizer, à possibilidade de pensar mediante o movimento de descobrir e de experimentar através da manipulação dos objectos e dos materiais.
Primera Infancia y Educación Artística

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A rede de bibliotecas escolares de Portugal - Blogue RBE

Este vídeo foi produzido a pedido da revista brasileira Biblioo, para ser visionado no I seminário Diálogos Biblioo, intitulado "Lei da Biblioteca Escolar: houve avanços em seus cinco anos de existência?" que decorreu no dia 24 de junho, no Rio deJaneiro.  Pretendia-se conhecer melhor a realidade portuguesa no que respeita à implementação, organização e funcionamento das nossas bibliotecas escolares. Aqui fica o registo.



A rede de bibliotecas escolares de Portugal - Blogue RBE

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O futuro da literacia


Students no longer have to wait for when they leave school to have an impact on the outside world, we can use the tools we have to do so right away.

Ler mais aqui http://pernillesripp.com/2015/06/23/the-future-of-literacy/

domingo, 21 de junho de 2015

A educação já não quer (só) o quadro preto, o lápis e o caderno - Observador





“A maior parte dos professores pensa; ‘uma coisa é aula, que tem o livro, o caderno de fichas e o quadro preto, e outra coisa são os smartphones e os tablets. Errado. A escola do século XXI tem de ser diferente porque os alunos são diferentes”, remata o professor.


A educação já não quer (só) o quadro preto, o lápis e o caderno - Observador

quarta-feira, 17 de junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ambição : bibliotecas indispensáveis (escolares também)


Hoje li um livro novo e pensei nos CIBE's e PB's, e no imenso orgulho que tenho em fazer parte da RBE/Rede de Biliotecas Escolares. Um projeto que qualifica o meu país, porque trabalha com o essencial de um país: as pessoas (agora diz-se as comunidades, mas a ideia é a mesma: o povo). Bem hajam!
O livro? Ora, está em livre acesso, é de 2012, chama-se Expect More... vejam aqui http://quartz.syr.edu/blog/wp-content/uploads/2014/01/ExpectMoreOpen.pdf

Action Plan for Good Libraries 
And what about those libraries that fall in the middle?
The difference between a good library and a great library can be subtle. There are some very good libraries out there. These libraries are dedicated to making you happy and serving your needs. They have the latest in materials (books, DVDs, journal articles, etc.). Their websites are well organized and functional. They prize customer service and they get you what you need. They tend to collect a lot of data on the community and have active marketing. Many communities feel these libraries are meeting their expectations.
But if you want to see the difference between a good library and a great one, try visiting a Borders bookstore or a Blockbuster video store. You can’t. They don’t exist anymore. And when they closed, the only signs you saw were advertising clearance sales and deep discounts. But you know what signs you see when they try and close a great library? Signs of protest. You see picket lines. You see angry town hall meetings. Why? Well, that takes us back to the very first chapter. The reason why is because the library is part of the community. It is not a set of comfy chairs and an excellent collection. It is a symbol, and a friend, and a teacher.
But let’s be honest. Some libraries close with nary a whisper. Academic library budgets are downsized and corporations close their libraries. They close bad libraries, yes, but they also close good libraries. The difference between good and great comes down to this: a library that seeks to serve your community is good, and a library that seeks to inspire your community to be better every day is great. You can love a good library, but you need a great library. When you limit your expectations of a library to a supplier for your consumption, the library is in direct competition with Amazon, Google, and the local paper. But if you expect more—if you expect your library to be an advocate for you in the complex knowledge infrastructure—if you expect your library to be a center of learning and innovation—if you expect your library to help you create knowledge and not simply get you easy access to the work of others—if you expect your librarians to be personally concerned with your success—if you expect the library to be a third place that glues together a community—if you expect your library to inspire you, to challenge you, to provoke you, but always to respect you beyond your means to pay—then you expect a great library. You deserve a great library. Go out and get it!"

Bom trabalho!