sexta-feira, 12 de abril de 2019

Madrid, Leer Iberamerica Lee - Junho de 2019

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LEER IBEROAMERICA LEE
Encontro Profissional

J. Castilho, com o Instituto Emília de Formación (Dolores Prades e Inés Miret) e a Feira do Livro de Madrid, convidam a participar neste primeiro encontro LeerIberoaméricaLee. 
Mais uma vez vamos encarar, em tempos mundiais tão difíceis, os nossos desafios para formar leitores no mundo ibero-americano! Segue a primeira informação.

Nos reúne una realidad marcada en positivo —Iberoamérica Lee— desde donde hacer una lectura crítica, compartir espacios, experiencias, prioridades, así como generar un laboratorio de ideas en cooperación, en el marco representativo y movilizador de la Feria del Libro de Madrid 2019

Oradores de:
Língua portuguesa - Brasil, Portugal, Galiza (Espanha)
Língua castelhana - Espanha, México, Colômbia, Chile, Venezuela, Cuba
Língua catalã - Catalunha (Espanha)


terça-feira, 9 de abril de 2019

Semana da Leitura, onde está o leitor?


ONDE ESTÁ O WALLY? POR ONDE ANDA O LEITOR?
Semana da Leitura, desde 2006 a marcar calendário nas escolas portuguesas
Texto enviado para publicação na Blimunda, Março de 2019 - desafio de Andreia Brites



Em 2006, dois anos após a criação do Plano Nacional de Leitura por Resolução do Conselho de Ministros, formalizou-se a Semana da Leitura, a celebrar anualmente por todo o País, com iniciativas diversas, abrangendo o maior leque possível de leitores e não leitores – estes últimos encarados como potenciais leitores. Este ano, o PNL2027 promove de 11 a 15 de Março um programa [1] com o lema da Semana da Leitura 2019 - “Hoje leitor, amanhã leitor!”, e divulga atividades, envolvendo escolas, bibliotecas, universidades, livrarias, e outras entidades [2].
No entanto, e de modo fiel às orientações da Semana, não é raro encontrarmos “Semanas da Leitura” noutras datas, por conveniência dos planos de atividades das escolas e bibliotecas nelas empenhadas. O âmbito nacional da Semana da Leitura, e a sua presença em quase todas as escolas, é evidente e confirmado por estudos publicados em 2011 [3] e 2014 [4].
Os meninos e as meninas que em 2006 estavam a entrar no jardim de infância chegaram em 2019 à idade da cidadania plena: podem votar, pela primeira vez, neste ano. E podem ser eleitos, salvo para o posto de Presidente da República – esse, só depois de 2036…
Para cada um e cada uma destas pessoas, a Semana da Leitura faz parte do calendário, como uma rotina escolar. Em alguns casos, sai para fora dos muros da escola, mas sempre com uma dimensão fortemente associada aos estudantes do ensino não superior, aos livros, à literatura. Inclui atividades de formação, concursos, apresentações, tertúlias, debates.
Procura-se manter o carácter de celebração, da festa, da alegria de ler. Nem sempre se consegue que o prazer de ler seja nesses dias comum a cada sala de aula, a cada momento do programa. O envolvimento das famílias, de vizinhos e amigos, faz a diferença, tanto mais quanto ultrapassa os programas da “Semana da Leitura” e passa a ser presente no desenho de estratégias de mediação de leitura realizadas durante todo o ano
No décimo quarto ano, e nos seguintes, haverá que, sem desvalorizar o que se atingiu, ousar mais. Manter a festa, mas não esquecer o trabalho continuado que realmente consolida as competências leitoras e os hábitos de leitura, multidisciplinares do ponto de vista do curriculum, indissociáveis da escrita e da criação, em todas as crianças e jovens. Focar o olhar no leitor em crescimento, mesmo que ele não pareça visível no turbilhão de iniciativas. E manter o foco, mesmo nas idades em que se desvanece o cuidado com a aquisição de competências leitoras – não esquecer que ser leitor, saber ler, é um processo, de construção permanente.
Onde está o Wally? Que leitor é, quer ser, pode ser, em que pega para ler?  Na Semana da Leitura, certamente, mas, sobretudo, em todas as semanas e meses de cada ano de vida, dentro e fora das escolas e das bibliotecas.

Maria José Vitorino



[1] Programa disponível no sítio web do PNL2027. URL: http://pnl2027.gov.pt/np4/semanaleitura2019_apresentacao.html?subpag=semanaleitura2019_programa (acedido em 20190311)

[3] Costa, A. Firmino da, Pegado, Elsa, Ávil, Patrícia (2008). Avaliação do Plano Nacional de Leitura. Lisboa : GEPE. URL:http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/data/estudos/ficheiros/avaliacao_externa_5_anos_de_pnl_cies.pdf (acedido 20190321)

[4] Alçada, Isabel (2016) O Plano Nacional de Leitura: fundamentos e resultados. Alfragide : Caminho ISBN 978-972-21-2825-4. Texto disponível em URL https://run.unl.pt/bitstream/10362/18465/1/Tese%20M.%20Isabel%20Vilar.pdf


Em resposta a um desafio da Andreia Brites, aqui:

Blimunda # 82 - março de 2019 by on Scribd

domingo, 7 de abril de 2019

Biblioteca: a escolha certa

















Belo trabalho da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Leal da Câmara, sede do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, Rio de Mouro, Sintra, Portugal

Palavras omissas, e todavia bem presentes naquela biblioteca: cidadania, inclusão.






sábado, 30 de março de 2019

Biblioteca Escolar, Para Que Te Queremos


PosterAlies.png
Fonte: https://www.ensil-online.org/a-library-in-every-school (acedido 20190330) 

Essencial na escola, por presença qualificada ou por omissão ou desqualificação, a biblioteca escolar é determinante no rumo das aprendizagens de alunos e profissionais, e no desenvolvimento da literacia de todos. 
Não basta afirmar a promoção do pensamento crítico, de competências de leitor e de criador de informação em todos os suportes, incluindo a capacidade de inferir sentidos, ler nas entrelinhas, e de produzir conteúdos, recorrendo a linguagens diversas e tecnologias disponíveis para expressão e comunicação, é preciso que existam bibliotecas escolares reconhecidas e geridas como elemento essencial da escola e do que nela se passa, ricas de possibilidades, realmente acessíveis e inclusivas, apoio na compreensão dos problemas e parte das soluções. Recurso diário de cada indivíduo e dos grupos que a escola organizar, permite, estimula - turma/classe/ano, departamentos, grupos de projeto, grupos informais. 
Para tal, são importantes espaços físicos, meios técnicos, coleções, mas sobretudo orientações, referências e... pessoas preparadas e apoiadas nesse sentido, Trabalhando em rede, mais facilmente reforçam a sua preparação e as suas forças. Distinguem a escola em que se integram, e a qualidade e valor das aprendizagens que nela ocorrem., dos alunos mas também dos profissionais que com eles trabalham. Para bem e para mal.
Um país, um sistema educativo que as preze ganha vantagens geracionais comprovadas na promoção das literacias e da cidadania. Quem a despreze, no longo prazo, perde.
O balanço faz-se no futuro. E está a ser eito todos os dias.
"As the research and information arm of the school, school library programs can provide professional development to teachers and instruct students on information use and ethics. Fully integrated library programs with certified librarians can boost student achievement and cultivate a collaborative spirit within schools. School leaders who leverage these assets will realize what research has shown: Quality school library programs are powerful boosters of student achievement that can make important contributions to improving schools in general and, in particular, closing the achievement gap among our most vulnerable learners."
LANCE (2018)

sexta-feira, 29 de março de 2019

2 abril 2019



Celebra-se a 2 de abril o Dia Internacional do Livro Infantil. 
O cartaz português tem autoria de Abigail Ascenso, vencedora de uma Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração.
mensagem do International Board of Books for Young People (IBBY), este ano da responsabilidade da Lituânia, consta de um texto e cartaz do escritor e ilustrador Kęstutis Kasparavičius.


http://www.pnl2027.gov.pt/np4/diainternacionalivroinfantil2019.html

domingo, 24 de março de 2019

Biblioteca inclusiva : a formação é essencial

dibujo de una cadena de accesibilidad

Está claro que as bibliotecas  não vão passar de não inclusivas a inclusivas da noite para o dia, mas está nas nossas mãos avançar na direção da acessibilidade . Mudar o chip significa pensar em cada uma das ações que fazemos todos os dias: um novo serviço, organizar uma atividade, fazer uma seleção de coleções de documentários, desenhar um panfleto de divulgação...
 
Se cada vez que um de nós, para realizar essas ações, parar um momento para pensar sobre como satisfazer as necessidades de grupos com deficiência estaremos a dar um passo para a acessibilidade e, assim, para a inclusão.
 
Antes de executar qualquer uma dessas ações, devemos considerar e responder a algumas perguntas:
  1. Quais os grupos com deficiências que podem ser de interesse? -> Utilizadores-alvo
  1. Pessoas cegas ou com baixa visão?
  1. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva?
  1. Pessoas com deficiências cognitivas?
  1. Como posso chegar até eles?
  1. Conheço as associações ou outras entidades na minha cidade ou área?
  1. Posso localizá-las?
  1. Como posso torná-lo/a mais acessível?
  1. Adaptando o folheto de divulgação? Letras grandes e com cores contrastadas? Leitura fácil? Áudio? Braille? Evitar imagens sem atributos? PDF acessível?...
  1. Interpretando a atividade em linguagem gestual?
  1. Que documentos posso oferecer para cobrir todas as necessidades de leitura e cultura?
  1. Leitura Fácil?
  1. Livros de áudio
  1. Livros em Leitura Fácil? Pictogramas? Língua de sinais?
  1. Filmes com audiodescrição?
 
A lista de perguntas pode ser muito mais ampla. Temos que parar um momento para refletir. Mas para isso, a formação é essencial . Essa é a única maneira de saber quais são as necessidades de leitura e acesso à informação ou ao prazer dos diferentes grupos com deficiência.
É inútil ter novas tecnologias na biblioteca se não soubermos a que grupos ela pode ser útil.

Susana Peix



Referência: Peix, V. (2019). Biblioteca inclusiva... ¿Por dónde empiezo? - BiblogTecariosBiblogTecarios. Retrieved 13 March 2019, from https://www.biblogtecarios.es/susanapeix/biblioteca-inclusiva-por-donde-empiezo-accesibilidad/


segunda-feira, 18 de março de 2019

Escrita simples, Leitura fácil

logo europeu da escrita simples

Porquê mudar a forma como passamos a informação?
  • Para chegar a mais destinatários, contornando a iliteracia e as dificuldades de leitura até mesmo relacionadas com o idioma;
  • Para dar autonomia e assim permitir escolhas livres e conscientes, fazendo cumprir o artigo 9 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência;
  • Para fomentar a igualdade de oportunidades de modo a que que todos tenham acesso às mesmas coisas e assim aumentar a participação de todos na sociedade.
Por outro lado, um melhor conhecimento sobre o produto ou o serviço vais gerar mais aquisição, tal como maior fidelização por melhor compreensão. A clareza e perceção da mensagem tornam-se critérios de confiança para que o leitor consiga, sem esforço, interagir com a informação.
Merece, pois, menção o prémio que a associação Acesso Cultura instituiu e que reconhece entidades que já apresentam documentação numa linguagem clara. Identificar o documento com o símbolo da leitura fácil (na imagem) é também um meio de salvaguardar a sua acessibilidade.

Fonte: http://accessibleportugal.com/escrita-simples-leitura-facil/

quinta-feira, 14 de março de 2019

GREVE CLIMÁTICA ESTUDANTIL 15 MARÇO 2019

 Resultado de imagem para GREVE CLIMATICA
"(...)para lá da saudável recepção do ministro do Ambiente a uma delegação de jovens que participa na organização, a comunidade educativa permaneceu fechada na rotina. Enquanto as manifestações de sexta-feira protagonizadas
por jovens se multiplicam por toda a Europa, por cá docentes, 
directores  escolares e pais permanecem alheados. Ou até receosos de associar a mobilização a qualquer acto
subversivo que viola o espírito do país pacato e trabalhador,
o cimento da nossa estabilidade e ao mesmo tempo a cola do nosso atraso. Fazer com que os jovens se politizem e saibam que a sua cidadania é crucial não cabe  nesta visão autolimitada do mundo.
É assim que o fado do desinteresse dos jovens pela política
e por tudo o que tenha a ver com o bem comum se torna uma condenação." Manuel Carvalho, 13.03.2019,Público

domingo, 3 de março de 2019

LISBOA, BIBLIOTECA DE MARVILA, 2019.03.18




Decorre no dia 18 de março, na Biblioteca de Marvila, entre as 10h00 e as 17h00, o “VII Encontro da Rede de Bibliotecas Escolares de Lisboa – Bibliotecas Escolares de Todos e para Todos”.
Esta iniciativa tem como objetivo contribuir para uma educação promotora de conhecimentos e competências de literacia, disponibilizando recursos e atividades para todos.
Para participar é necessária inscrição até ao dia 4 de março.

Pelas 14h30, decorrm Workshops (cada participante deverá indicar os workshops por ordem de preferência, de 1 a 5)


  • Aprender com a diversidade Isabel Sasseti Paes – AE Eça de Queiroz, Coordenadora da REDE
  • inclusão 
  • Criação de livros inclusivos Rui Fernandes - CRTIC Amadora - CANTIC 
  • Biblioteca Humana Bibliotecas de Lisboa Princípios-chave e desafios na operacionalização da Educação Inclusiva Helena Neves - Associação Pró-Inclusão 
  • Bibliotecas Inclusivas: Bairros Leitores Maria José Vitorino e Miguel Horta – Laredo, Associação Cultural