quarta-feira, 8 de novembro de 2017

As mulheres só conseguem um novo emprego, e os homens cinco (em cada 20 empregos que se perdem com a automação)

 Sophia in film
Sophia, o robot apresentado no Web Summitt 2017, em Lisboa. Foto sem créditos, daqui
"Ao fazedor Sergey Kalnish, toda esta tecnologia e os robôs também causam pouca estranheza. Chegou à cimeira a partir do Canadá para apresentar a Smarthire, uma aplicação que pretende contratar para os empregos do futuro. "A automação e a tecnologia vão alterar o panorama do emprego, disso não tenho dúvidas nenhumas. Mas a mudança não será diferente da que a internet provocou", revela o empreendedor ao DN/Dinheiro Vivo. 
Os números dos estudos mais recentes não escondem a aproximação das mudanças: a consultora EY estima que em sete anos um em cada três empregos possa ser substituído por sistemas de tecnologia inteligente. Já o Fórum Económico Mundial estima que a robótica possa vir a destruir 5 milhões de empregos até 2020. O Fórum adianta ainda que por cada 20 empregos destruídos pela automação, os homens conseguirão encontrar cinco novos empregos enquanto as mulheres apenas um. 
Na Smarthire as mudanças já começaram. "Nos EUA e no Canadá a internet das coisas vai eliminar milhares de empregos. E este é um problema do agora. Por isso, temos de mudar a forma como aprendemos, como ensinamos e como temos de nos especializar e dar incentivos ao talento. Porque o problema do emprego é também uma ironia: temos muitas pessoas que não conseguem encontrar trabalho e, ao mesmo tempo, inúmeras vagas em funções onde não existem candidatos", admitiu. 
É precisamente nos EUA que a Amazon desenvolveu um novo sistema que substitui por robôs milhares de operadores que catalogavam e geriam as encomendas. A Mastercard tem parcerias internacionais com startups tecnológicas que desenvolvem soluções de pagamento idênticas à que esta gigante do retalho pôs em campo em Denver.
Ann Cairns, presidente da Mastercard, não esconde que esta substituição é real, mas lembra que os humanos vão ter sempre a sua função, mesmo quando as funções realizadas exigem baixas qualificações. "Esses empregos vão desaparecer, mas serão criados outros empregos de proximidade e personalização de serviços", considera a responsável.
Mark Hurd, CEO da Oracle, também está confiante na evolução da tecnologia com base em inteligência artificial. Esta, diz, será a próxima grande evolução nos próximos anos "e vai estar cada vez mais integrada nas aplicações empresariais. Há muitos benefícios, porque a inteligência artificial faz coisas que os seres humanos pura e simplesmente não têm tempo", disse o gestor. " - in artigo do DN, hoje
Web Summit - ″Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar com os empregos″

RBE / Programa / / Media@ção

Media@ção


Concurso aberto, para todas as escolas de ensino não superior

Sem limite de número de trabalhos por escola ou agrupamento...



Do Regulamento:



Artigo 3.º
Trabalhos a concurso

 1 – Os trabalhos a concurso devem:

a) Ser individuais ou de grupo, com o máximo de 3 alunos;

b) Ser obras originais, não sendo admitidas, designadamente, cópia de trabalhos já
existentes, devendo tratar os seguintes temas:



  • i. Para a categoria do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico: “há vida para além da televisão,
    dos videojogos e da Internet”. 
  • ii. Para a categoria de 3.º ciclo do ensino básico e secundário: “como lidar com as
    notícias falsas (fake news)”. 


c) Ter caráter narrativo, podendo ser apresentados sob a forma de vídeo, podcast ou spot
publicitário;
d) Incluir uma ficha técnica onde estejam explicitadas o título, o nome e ano do(s) aluno(s), o
nome do professor orientador, a identificação da escola e do agrupamento, e o ano de
edição, bem como outras informações consideradas pertinentes;

e) Ter a duração máxima de 3 minutos, incluindo título, identificação de fontes e ficha
técnica;
f) Ser apresentados em formato AAC, AVI, FLAC, FLV, MOV, MP3, MP4, MPEG2, MPEG4,
WMA, WMV



Artigo 7º - Prazos

1– Os trabalhos de cada escola devem ser enviados pelo professor bibliotecário ou pelo
professor orientador até ao dia 23 de março de 2018, através do endereço eletrónico
media@mail-rbe.org podendo ser usada a via wetransfer (https://www.wetransfer.com/).

2 – A comunicação dos resultados do concurso será feita no decurso da Operação 7 Dias com os
Media 2018 (de 3 a 9 de maio), nos portais e redes sociais das entidades promotoras.





RBE / Programa / / Media@ção

Cantinas escolares - a próxima geração cresce a cada garfada. E pode crescer bem melhor!

Imagem de refeição num colégio privado (Braga) - créditos desconhecidos - daqui http://alfarrabio.di.uminho.pt/teresiano/anos_ant/2004_05/esp/cantina_pre.jpg
 O problema em si, ao que parece, não é apenas o custo da refeição. Conheço algumas escolas que mantiveram os seus refeitórios e conseguem praticar os mesmos valores com qualidade e quantidade muito superiores. Como é isto possível? É que a escola só tem de se preocupar com os alunos e, ao contrário da escola, a empresa tem de tirar uma margem de lucro em cada refeição que fornece – adivinhe-se à custa de quem. 
Em primeiro lugar, à custa dos direitos laborais das suas trabalhadoras, que são precárias, mal pagas e despedidas em julho. Em segundo lugar, à custa da qualidade e quantidade dos produtos fornecidos. No final, quem perde são os miúdos. Em qualidade de vida, como explicou a Ordem dos Nutricionistas, e em hábitos alimentares que serão essenciais para se manterem saudáveis o resto da vida. Como noutras matérias, o que se quer poupar na escola acabará por se gastar no Serviço Nacional de Saúde. 
Também não há mistério na solução. Em 2008, a presidente do conselho executivo de uma escola do Porto fez declarações públicas sobre as cantinas concessionadas: “Quando tínhamos a nossa cozinheira, a cantina estava cheia, a comida apresentava outra qualidade e podíamos organizar uma série de atividades de educação alimentar.” Em 2016, a ASAE fechou uma cantina e instaurou 28 processos de contraordenação. Na sequência disso, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) fez um comunicado em que dizia que “as refeições nas escolas devem ser produzidas nas próprias escolas com alimentos comprados com recursos públicos, produzidos por agricultores locais”.
Joana Mortágua, 08/11/2017


Frango cru (ou o balanço da concessão das cantinas escolares)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

FAKE NEWS AND HOW YOU CAN TELL



Bom recurso para desbravar a Fake News / Notícias Falsas



JOURNALISM RESEARCH STRATEGIES [licensed for non-commercial use only] / FAKE NEWS AND HOW YOU CAN TELL



Inclui um link para revisitação do conceito de Literacia da Informação infelizmente... desativado.

Mas o resto dos recursos são interessantes, a explorar.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

VIVA O DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES
5 DE OUTUBRO
COMEMORA-SE DESDE 1994



World-teachersday-2015 | United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization


Plenário Nacional de Professores e Educadores aprova próximas ações de luta
2017 – 2018: tempo de resolver problemas. Valorizar a Educação e os seus Profissionais


http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=11150

Fronteiras XXI | De que escola precisamos? | Fronteiras XXI



Debate em curso, antes e depis da sessão da Fundação Manuel dos Santos no dia 4 de outubro de 2017





Para lá de debater novos equipamentos e formas de organizar os espaços fisicos das salas das escolas, e enquanto não se consegue envolver na discussão o espaço global da escola, para além dessas "salas", importa não deixar cair a discussão essencial para a democracia e o desenvolvimento, a da Educação e do seu sentido e rumo.
Dentro e fora da Escola.
Em Portugal, 14% dos alunos abandonam a escola e o país tem uma das mais elevadas taxas de reprovações. Porque é que há tantos alunos desmotivados? Porque é que estudar é uma obrigação e não uma descoberta? Porque há tantas horas de aula e recreios tão curtos? A educação é fundamental, mas será a escola que temos aquela que precisamos?


Fronteiras XXI | De que escola precisamos? | Fronteiras XXI

sábado, 23 de setembro de 2017

Educação global para enfrentar desafios

Gilles Lipovetsky

 Quem nasce agora tem muitas probabilidades de alcançar o século XXII!

Por fim, o filósofo refletiu sobre a urgência dos investimentos no ensino das artes, área ainda muito desvalorizada na educação formal que, segundo ele, pode garantir melhorias na qualidade de vida, aumentar o sentimento de cidadania e promover a inclusão social.
A educação artística é secundária no nosso sistema atual, vista como prazer, como algo desimportante. Isso é um erro. A arte é aquilo que pode restituir sentido para as nossas ações, além de ser uma ferramenta para reduzir a violência, ao permitir a expressão da identidade e o reconhecimento social. A sociedade educativa global deve considerar o desenvolvimento da estima pessoal, o reconhecimento do outro e a integração social. A arte promove todas essas coisas. Não é só prazer, tem função social importante.
Gilles Lipovetsky acredita que o investimento no saber artístico é necessário para que se corrija os excessos da sociedade de consumo. Destacou que o problema não é consumir, mas entender o consumismo como objetivo de vida.




Filósofo francês defende educação global para enfrentar desafios do século XXI - Jornal O Globo

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bibliotecas Escolares com profissionais qualificados: outra loiça!

Resultado de imagem para school librarian
O Every Student Succeeds Act (ESSA) substitui a versão No Child Left Behind do Elementary and Secondary Education Act  com uma linguagem que inclui "programas efetivos de bibliotecas escolares". 
A AASL, American Association of School Librarians (AASL), enquanto organização nacional para a profissão das bibliotecas escolares, está a analisar a ESSA, discriminando os recursos previstos para as bibliotecas escolares nos termos da legislação, e comunicando de que forma elas terão impacto na comunidade da biblioteca escolar.
A AASL vai continuar a trabalhar com os serviços de Washington da ALA, o ALA Office of Library Advocacy, e com outras organizações educativas para revelar oportunidades no âmbito da linguagem da ESSA para bibliotecários escolares e bibliotecas escolares para ser aplicada em planos lcoais e estaduais.
"The American Association of School Librarians (AASL) supports the position that every student in every
school,
including independent schools and public charter schools, should have access to an updated school
library with a certified school librarian.
The success of a school library program, no matter how well designed,
ultimately depends on the quality and number of personnel responsible for managing the instructional program
and the library’s physical and virtual resources. A certified school librarian, supported by technical and clerical
staff
, is crucial to an effective school library program. Every student, teacher, and administrator in every
school building at every grade level should have access to a fully staffed library throughout the school day." 


AASL_Position Statement_Appropriate Staffing_2016-06-25.pdf

Livro Livre - FOLIO EDUCA 2017



livro_livre.png

Os meninos de amanhã / Vão aprender num mundo novo / Com a estrela da manhã / A iluminar o bem do povo 
E nos bancos da escola / Ouvirão contar / Quantas lutas se travaram / Para a vida mudar.
José Mário Branco, Elogio do revolucionário, in A Mãe, Bertolt Brechtespetáculo d'A Comuna Teatro de Pesquisa (1977)

Livro Livre
Oficina de mediação de leitura FOLIO EDUCA
Francisco Bairrão Ruivo, Danuta Wojciechowska 

Em 2017, 100 anos depois da Revolução de Outubro na Rússia, o tema do FOLIO Festival Internacional Literário de Óbidos é "Revoluções, Revoltas, Rebeldias". 

O FOLIO EDUCA integra-o na sua programação - Seminário Internacional, Tertúlias, Sessões de Cinema, Exposições e Oficinas de Mediação de Leitura para públicos escolares.
Uma das oficinas dinamizados como projeto de co-criação já começou, em setembro, envolvendo 49 alunos da Escola Básica do Furadouro (Agrupamento de Escolas de Óbidos), do 2º ciclo do ensino básico, professores, professores bibliotecários e pessoal não docente. A mediação é assegurada pelos autores do Livro Livre, metodologia desenvolvida por Danuta
No dia 23 de outubro, estes alunos serão anfitriões de duas sessões de mediação a decorrer no FOLIO, acolhendo alunos de outras escolas com quem partilharão estas aprendizagens e percorrerão uma exposição FOLIO EDUCA, que revela histórias deste projeto em muitas escolas portuguesas, num caminho começado em 2014.

Mais sobre o Livro Livre, aqui 

Sobre a outra oficina dinamizada em 2017 como projeto de co-criação do FOLIO 2017, Dilfícil Leitura, mediada por Miguel Horta no Centro Educativo da Ventosa (Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, Torres Vedras), podem saber mais aqui

Esta abordagem FOLIO EDUCA, focada em processos de co-criação na promoção da leitura, da literacia, da literatura, iniciou-se em 2016 com oficinas dinamizadas por Luís Mourão com um Clube de Teatro (Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto), Miguel Horta com alunos selecionados pela biblioteca escolar (Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira) e  Susana Pires, com duas turmas (Agrupamento de Escolas de Óbidos). O tema era a Utopia.