
Reunir e poder voltar a ler materiais sobre ALFIN - Alfabetización Informacional, Literacia da Informação, Information Literacy. To gather for later reading (again) materials on IL issues
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domingo, 3 de março de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
READ ON
De acordo com um relatório da OCDE, a leitura será uma das principais competências que os jovens devem dominar numa sociedade digital em constante mudança. Existe um sentimento geral de que a adolescência e a leitura são dois mundos distantes, se não incompatíveis. Mas os jovens leem muito, especialmente se forem estimulados e envolvidos.READ ON - Reading for Enjoyment, Achievement and Development of yOuNg peopleé uma oportunidade para uma nova geração de leitores. O projeto visa apoiar e disseminar a paixão pela leitura nos jovens europeus, entre os 12 e os 19 anos, através do seu envolvimento ativo na reformulação das formas de vivenciar, compartilhar e criar literatura.
O projeto procura envolver diferentes grupos e entidades para cada iniciativa: festivais literários, bibliotecas, grupos de leitura, associações, centros juvenis e outros institutos que atuam no setor da educação nos seis países.
READ ON não é apenas dirigido aos jovens mas também pretende fornecer ferramentas, exemplos e boas práticas para professores, educadores e pessoas da área da cultura para promover políticas pró-leitura entre os adolescentes e, consequentemente, em toda a sociedade.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
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| Biblioteca Municipal de Viana do Castelo |
Comecei o dia a ouvir música interpretada por alunos de Escolas que contam com a Música no que o seu curriculum valoriza, e a um video com testemunhos de alunos do 5º ao 7º ano, falando de Diários de Leitura, que vão alimentando na escola. Registaram passagens de livros que leem, pensamentos, ilustrações, comentários... Participação do Agrupamento de Darque no XI Encontro de Bibliotecas Escolares do Concelho de Viana do Castelo, que decorre nos primeiros dias de Fevereiro e hoje, sábado, celebra a Rede nas instalações da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo. Este ano dedicado a Cidadania e Ética.
Após uma abertura centrada na palavra e na linguagem, pela Coordenadora Nacional da RBE, Manuela Silva, começa o primeiro painel, com Teresa Calçada (PNL2027),Maria Emília Brederode Santos (CNE) e Manuel Pinto (Univ. Minho). O moderador, Benjamim Moreira, diretor do Agrupamento de Santa Maria Maior, alerta para que a celebração só por si pode adormecer, sendo necessário ir mais além: conhecimento, cidadania, educação.
Sala cheia, de gente atenta. Parabéns à organização.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Boas escolhas - livros, leituras, infâncias
Tenho tentado seguir um curso deveras interessante do Laboratório Emília (Brasil), sobre Infância e Leituras.
Na última semana, tratou-se dos critérios de selecção de títulos a comprar e usar. O Video com a fala de Chimamanda contra a história única deveria ser entranhado por todos nós, e usado de cada vez que alguém despreza o valor das bibliotecas e das suas coleções diversas, plurais, numerosas e acessíveis. Físicas e digitais.
Partilho:
Para fechar a nossa última semana de curso, escolhemos alguns aspectos que consideramos chave para um bom trabalho de seleção:Fonte: https://moodle.laboratorioemilia.com/mod/page/view.php?id=66&forceview=1
- Constância nas leituras: o mediador adulto deve ser paciente e generoso, ele está educando uma criança a uma prática que esta desconhece e que exige pré-requisitos que devem ser incorporados.
- Pensar sempre que o pequeno leitor está construindo seu repertório de referências, e, quanto mais diversas estas forem, quanto maiores as ofertas de possibilidades, mais riqueza estes leitores terão à sua disposição.
- Não menosprezar nunca a capacidade de entendimento das crianças, elas vão sempre dar conta das leituras de acordo com a sua maturidade e entorno de vida.
- Conhecer os leitores, escutá-los atentamente e aprender com eles.
- Ler muito para poder avaliar e escolher melhor.
- Leituras se discutem, a possibilidade de discussão em torno dos livros cria um espaço de argumentação e reflexão único.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
8 de setembro 2018 - Alfabetização para toda a gente

“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal.
A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública.
Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal.
Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género.
A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias.
É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade.
Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia.
Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade.
Audrey Azoulay
2018
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Agosto em Beja, Andarilas, 15º ano!
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Maria José Vitorino
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quinta-feira, 19 de julho de 2018
Livros digitais e educação pré-escolar - e quem educa...
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Pioneering Literacy in the Digital Wild West: Empowering Parents and Educators
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Marsh, J., Kontovourki, S. Tafa, E. and Salomaa, S. (2017). Developing Digital Literacy in Early Years
Settings: Professional Development Needs for Practitioners. A White Paper for COST Action IS1410.
[Accessed: http://digilitey.eu]
There is sustained evidence that there is a lack of opportunity for early years practitioners to engage in professional development in relation to digital literacy to any meaningful extent, as outlined in this report. A range of barriers exists in relation to the furthering of practice (Plumb and Kautz, 2015). A number of barriers relate to the early years practitioners themselves, such as their beliefs and attitudes, their level of confidence in using technologies and their level of technological and pedagogical content knowledge. Research reviewed in this report suggests that many of these barriers emerge from or connect to teachers’ established understandings of the early childhood sector and the curriculum therein. Two binaries may identified there as key in shaping teachers’ practices and beliefs: the binary between “conventional” and new early childhood literacies, and the binary between teachers’ own use and integration of technology in the classroom.
To deconstruct such binaries, one needs to consider how CPD may offer early years practitioners opportunities to engage with their own and others’ epistemological understandings of literacy, as well as realisations of new literacies in (children’s and their own) everyday lives. This would ultimately necessitate and link to a shift in practitioners’ professional identities. There is also a recognised lack of training and support, therefore the development of a CPD programme that might impact positively on these elements is important. It is of course not in itself sufficient – there also needs to be a focus on other barriers to progress, such as a lack of resources and effective policies at a national level. Nevertheless, the development of a CPD programme that embeds the effective elements of such activities, as outlined in Table 1, is required if young children are to be offered early years education that is appropriate for twenty-first century demands. .
E entre nós?
Artigo de interesse, publicado em 2013, por Santos, Virgínia e Mata, Lurdes, embora numa abordagem que não destaca as necessidades de formação dos educadores, mas refere as suas representações sobre o tema.
Do Resumo(...) De que forma os educadores promovem ou permitem o uso dos LD; que benefícios consideram existir na promoção da leitura e que vantagens e desvantagens lhe reconhecem no desenvolvimento da sua prática pedagógica, tendo em conta os recursos materiais e tecnológicos de que dispõem, são questões a que se procura dar resposta.Assinalam como principais dificuldades as características do material, a pouca qualidade de equipamento informático de que dispõem, as fragilidades da Internet e o número reduzido de computadores, sendo evidenciadas algumas diferenças, quer na forma de utilização quer no reconhecimento das vantagens e desvantagens da sua utilização, em função da idadePalavras-chave: Leitura, literacia emergente, livros digitais, pré-escolar, tecnologias
Referenciado em 2018 (?) por V. Santos, no sítio web do PNL 2027, aqui
Entretanto, a Biblioteca de Livros Digitais do PNL já não se encontra em funcionamento, mas os alertas do estudo mantêm pertinência.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Empatia Literária : como?
- Empatía: Identificação mental e afetiva de um sijeito com o estado de ânimo de outro
- Literario: Relativo a literatura
- Empatia literária o literatura empática: Exercício de redacção que consiste em colocar-se no lugar de um autor e procurar imitar o seu estilo, as suas ideias
Parece "copiar e colar"... Serve para entender melhor os clássicos e desfrutar das suas obras. Ler e escrever + escrever paar ser lido + escrever para entender e sentir melhor o que se leu.
Bibliografia: Felipe Zayas, no artigo “La educación literaria: tipos de actividades”.
terça-feira, 22 de maio de 2018
Livros de imagens, BD & Educação
8 de Junho, Lisboa, Av. de Berna, 9.00-17.00
FCSH da Universidade Nova de Lisboa
Entrada Livre
Programa de luxo, aqui. Línguas: inglês e português.
Uma oportunidade a não perder!
http://www.cetaps.com/events/picturebooks/
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
domingo, 24 de dezembro de 2017
Grupo de partida : 73 escolas

aLer+ 2027 | projeto - Blogue RBE
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Maria José Vitorino
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sábado, 25 de novembro de 2017
Fazer leitores com molas de roupa
Vejam aqui
Ler aqui
http://lerdoler.blogspot.pt/2017/11/ser-leitor-revelar-os-livros.html?view=classic

Foto partilhada por Cristina Carvalho
Ler aqui
http://lerdoler.blogspot.pt/2017/11/ser-leitor-revelar-os-livros.html?view=classic
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Livro Livre - FOLIO EDUCA 2017
Os meninos de amanhã / Vão aprender num mundo novo / Com a estrela da manhã / A iluminar o bem do povo
E nos bancos da escola / Ouvirão contar / Quantas lutas se travaram / Para a vida mudar.
José Mário Branco, Elogio do revolucionário, in A Mãe, Bertolt Brechtespetáculo d'A Comuna Teatro de Pesquisa (1977)
Livro Livre
Oficina de mediação de leitura FOLIO EDUCA
Francisco Bairrão Ruivo, Danuta Wojciechowska
Em 2017, 100 anos depois da Revolução de Outubro na Rússia, o tema do FOLIO Festival Internacional Literário de Óbidos é "Revoluções, Revoltas, Rebeldias".
O FOLIO EDUCA integra-o na sua programação - Seminário Internacional, Tertúlias, Sessões de Cinema, Exposições e Oficinas de Mediação de Leitura para públicos escolares.
Uma das oficinas dinamizados como projeto de co-criação já começou, em setembro, envolvendo 49 alunos da Escola Básica do Furadouro (Agrupamento de Escolas de Óbidos), do 2º ciclo do ensino básico, professores, professores bibliotecários e pessoal não docente. A mediação é assegurada pelos autores do Livro Livre, metodologia desenvolvida por Danuta
No dia 23 de outubro, estes alunos serão anfitriões de duas sessões de mediação a decorrer no FOLIO, acolhendo alunos de outras escolas com quem partilharão estas aprendizagens e percorrerão uma exposição FOLIO EDUCA, que revela histórias deste projeto em muitas escolas portuguesas, num caminho começado em 2014.
Mais sobre o Livro Livre, aqui
Sobre a outra oficina dinamizada em 2017 como projeto de co-criação do FOLIO 2017, Dilfícil Leitura, mediada por Miguel Horta no Centro Educativo da Ventosa (Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, Torres Vedras), podem saber mais aqui
Esta abordagem FOLIO EDUCA, focada em processos de co-criação na promoção da leitura, da literacia, da literatura, iniciou-se em 2016 com oficinas dinamizadas por Luís Mourão com um Clube de Teatro (Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto), Miguel Horta com alunos selecionados pela biblioteca escolar (Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira) e Susana Pires, com duas turmas (Agrupamento de Escolas de Óbidos). O tema era a Utopia.
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Maria José Vitorino
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...

Transcrevo e aplaudo. Paula Jacinto Cusati, Portugal, 2017
Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor
Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2), há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.
Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.
Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.
Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.
Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença.
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora!
Atenciosamente,
Paula Cusati
mediadora de leitura
(1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html
Fonte:
Pequeno Armazém de Palavras: Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...: Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova opo...
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Poderes

Seu [da literatura] poder deriva de suas possibilidades de gerar desdobramentos, de provocar estranhamento no interior de cada leitor, de colocar em crise sua identidade e questioná-la, de levar à descoberta de que cada um é outro. A promoção da leitura, como tal, supõe dar ao outro armas para ser diverso de si mesmo. É uma dádiva radical, uma prova de confiança no próximo.(GOLDIN, 2012, p.106)
GOLDIN, Daniel. Os dias e os livros: divagações sobre a hospitalidade da leitura. Tradução de Carmen Cacciacarro. São Paulo: Pulo do Gato, 2012.
texto: Daniel Goldintradução: Carmem Cacciacarroapresentação: Ana Maria Machado176 páginas12X17 cmpreço de capa: R$ 35,20
isbn 978-85-64974-21-0
Este livro convida ao pensamento crítico e à ação responsável por parte daqueles que estão compromissados com o fomento à leitura. Sem dar respostas prontas nem receitas demagógicas, Daniel Goldin transita pela história da infância e da literatura infantil e discorre sobre a indústria dos livros e o papel do editor.
terça-feira, 11 de julho de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Leitura digital ao nosso alcance - 7 plataformas
Pagando...
7 plataformas que permitem ler milhares de títulos por assinatura, desde 8,99/mês.
Infelizmente, nenhuma com títulos em língua portuguesa seleccionados para crianças e jovens, como faz a Metaforic Club de Lectura para a literatura em língua espanhola, um produto apoiado oficialmente pelo Governo de Espanha. Dava um jeitão.
E não, não é para acabar com os livros em papel. Pelo contrário. Quanto mais leitores, e mais praticantes houver, mais leitores haverá para todos os suportes e formatos.
Selecção do Julián Marquina, bibliotecário digital :)
7 plataformas de lectura digital por suscripción para devorar libros electrónicos
7 plataformas que permitem ler milhares de títulos por assinatura, desde 8,99/mês.
Infelizmente, nenhuma com títulos em língua portuguesa seleccionados para crianças e jovens, como faz a Metaforic Club de Lectura para a literatura em língua espanhola, um produto apoiado oficialmente pelo Governo de Espanha. Dava um jeitão.
E não, não é para acabar com os livros em papel. Pelo contrário. Quanto mais leitores, e mais praticantes houver, mais leitores haverá para todos os suportes e formatos.
Selecção do Julián Marquina, bibliotecário digital :)

7 plataformas de lectura digital por suscripción para devorar libros electrónicos
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Oficinas FOLIO EDUCA 2016
Quase quase a começar o FOLIO deste ano, ainda há algumas vagas para as Oficinas FOLIO EDUCA, todas gratuitas e dedicadas a alunos das nossas escolas.
Dias 26, 27, 28, 29 e 30 de setembro.
Ficha de inscrição aqui
http://schd.ws/hosted_files/folio2016/b5/Folio%20Educa%20-%20ficha%20de%20Inscri%C3%A7%C3%A3o_Oficinas_final_01.pdf
Ler mais aqui:
https://folio2016.sched.org/overview/type/FOLIO+EDUCA
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
II Seminário Internacional FOLIO EDUCA EDUCAÇÃO, LEITURA, LITERATURA
Datas: 1 e 2 de Outubro de 2016. Local: Óbidos, Portugal
Lotação: 150 participantes. Custo: 35 euros. Créditos: 15h de formação
Mais programação FOLIO 2016 aqui
23NF2016 - II Seminário Internacional FOLIO EDUCA EDUCAÇÃO, LEITURA, LITERATURA
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Maria José Vitorino
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domingo, 1 de maio de 2016
Livros, Educação, Ciência : o passado ajuda-nos a entender o futuro
"Em reuniões (em Inglaterra) debatiam as leituras, os resultados das experiências e propunham novos procedimentos experimentais. "Estes protocolos de leitura não eram naturais, tinham de ser aprendidos e deram origem a uma investigação científica contínua", diz o britânico. Do pouco que se conhece, o cenário seria muito diferente por cá (Portugal). "Não vemos verdadeiras discussões científicas", diz Henrique Leitão. "Rapidamente se tornavam em picardias pessoais e o conteúdo científico perdia-se."
Para o historiador português, este problema passa pela "fragilidade das instituições científicas", em que uma educação de má qualidade tem um efeito "devastador" na ciência e na modernidade: "Há um conjunto complexo de questões que tem de ser estudado aos poucos. Vamos tentar perceber este problema secular. Não pode ser uma razão conjectural, vemo-lo hoje, asperformances das universidades portuguesas são uma vergonha, excepto honrosas excepções."
Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição "limpou" as bibliotecas - PÚBLICO
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