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sábado, 20 de junho de 2020

Mais que Tecnologia, relação professor/aluno na educação



EDUCAÇÃO ESCREVE-SE COM D, DE DÍVIDA. E V, DE TODOS A VOLTAR À ESCOLA.
Pressões para cortar no dinheiro para a educação: resistir-lhes é garantir não apenas o futuro covid-free, mas sobretudo um futuro ignorância-free. A população e a cidadania agradecerão.
"Mais reconhecimento para os professores, mais participação dos alunos nas decisões são algumas das propostas para a educação - UNESCO deixa várias recomendações sobre a escola do futuro

Depois dos desafios colocados à educação, em todo o mundo, por causa da pandemia de covid-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
propõe que, de maneira a esbater as desigualdades, se disponibilizem recursos educativos e tecnológicos gratuitos para professores e alunos.
O relatório denuncia que a pandemia veio expor “vulnerabilidades e desafios” em todo o mundo. A crise da covid-19 expôs uma “imagem clara das desigualdades existentes”, diz o relatório Nove Ideias para a Acção Pública — Educação, Aprendizagem e Conhecimento num Mundo Pós-covid-19, realizado pela Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação.
No mundo existem cerca de 1,5 mil milhões de estudantes. Contudo, nemtodos têm acesso à educação e, em tempos de confinamento e ensino à distância, muitos ficaram para trás. O texto dá como exemplo os alunos da África subsariana: apenas 11% têm computador em casa e 18% tem Internet, quando a média mundial é de 50% para o equipamento e 57% para o acesso à rede. “É particularmente importante que o mundo apoie os países em desenvolvimento com investimento em infra-estruturas educacionais do século XXI; isso exigirá a mobilização, recursos e apoio dos países desenvolvidos, em particular com o cancelamento da dívida, reestruturação e novos financiamentos”, defende Sahle-Work Zewde, presidente da Etiópia, que preside à comissão, no prefácio do relatório.
O abandono escolar poderá ser uma das consequências graves desta pandemia, o que vai levar a uma regressão de “várias décadas”, continua a responsável, sem esquecer o impacto na educação das raparigas. Serão sobretudo elas que poderão não voltar à escola, alerta o relatório que começa por elogiar os professores, a sua resposta e adaptação rápida às circunstâncias do ensino à distância, embora façam parte de um leque de profissionais que são “frequentemente mal pagos”, apesar de terem “grande importância social”.
As escolas fechadas podem levar ao aumento das desigualdades já que este é um espaço que além do ensino oferece outros serviços como alimentação — por vezes, a única refeição “decente” do dia — e bem-estar. “As escolas são espaços de vivência colectiva que não podem ser substituídos por ensino remoto ou à distância”, defendem os especialistas.
Esta crise de saúde que, como consequência, se tornou também uma crise económica veio mostrar a importância do ensino público, como este é “crucial” no combate às desigualdades, defende o texto. No entanto, os especialistas estão preocupados com as possíveis consequências da crise económica. Se, por um lado, haverá famílias que não conseguirão manter os filhos na escola; por outro, o financiamento da educação pode vir também a sofrer. Por isso, é pedido aos governos para “resistir às pressões para restringir os gastos com educação no futuro”. A comissão apela, assim, a que não só os governos, mas também as organizações internacionais, civis e os cidadãos se mobilizem na protecção do ensino público e seu financiamento, alertando ainda para a necessidade de evitar a corrupção ou o desvio de fundos que devem ser aplicados nas escolas.
Embora a educação não possa acontecer fora do âmbito pedagógico e da relação professor/aluno, também não pode ficar refém da tecnologia — como se poderia supor com o recurso ao ensino à distância. Esta é uma “ferramenta formidável”, mas não pode ser uma “panaceia” e deve ser usada com cuidado, de maneira a não comprometer a privacidade. “É uma ilusão pensar que a aprendizagem online é o caminho a seguir para todos”, diz o relatório.
A comissão defende ainda que os alunos sejam ouvidos neste processo e envolvidos nas decisões que lhes dizem respeito. Aliás, este procedimento democrático visa combater o ressurgimento de “políticas autoritárias”. No mesmo sentido vai a recomendação de construir currículos que dêem prioridade “à pessoa como um todo e não apenas [transmitindo- lhe] competências académicas”.
Preocupada com as fake news e a falta de informação, a comissão defende que se dê prioridade à literacia científica, assegurando um currículo com “fortes objectivos humanísticos”, em que se explore a relação entre factos e conhecimento, ajudando os alunos a “compreenderem e a situarem-se num mundo complexo”. 

Leia mais aqui, incluindo a possibilidade de descarregar o relatório (pdf) 
https://www.publico.pt/2020/06/19/impar/entrevista/ensino-distancia-veio-exacerbar-desigualdades-existentes-1921245



Mais reconhecimento para os professores, mais participação dos alunos nas decisões são algumas das propostas para a educação depois dos desafios colocados pela covid-19.
PUBLICO.PT
Mais reconhecimento para os professores, mais participação dos alunos nas decisões são algumas das propostas para a educação depois dos desafios colocados pela covid-19.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

#learningneverstops - também em língua portuguesa



UNESCO - Iniciativa de apoio à comunidade educativa face à COVID-19

António Sampaio da Nóvoa

Procurando dar uma resposta global à situação criada pelo Covid-19,  
a UNESCO lançou uma Aliança Mundial pela Educação (Global Education Coalition) 
com o lema #learningneverstops.
Assim, em contacto com os Ministérios da Educação, a UNESCO tem disponibilizado
ferramentas on-line e tem divulgado experiências de vários países.
Material disponível nas línguas oficiais da UNESCO e também em Português no site https://en.unesco.org/covid19/educationresponse/globalcoalition  
Inclui Soluções e recomendações para ensino à distância

Fonte aqui

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Inclusão, Equidade, Educação

manual.png

Um manual que tardava. 48 páginas. Prosseguindo na aposta da Unesco nos ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030, nomeadamente no 4 - Educação. Embora a tradução em português se ressinta de várias fragilidades, a leitura pode ser deveras útil para profissionais e decisores de políticas educativas, a diversos níveis.
Inclusão e equidade são encaradas como um processo, abrangendo conceitos, orientações políticas, estruturas e sistemas, e práticas.
"Inclusão é o processo que ajuda a superar barreiras que limitam a presença, participação e conquistas dos estudantes. 
Equidade é garantir que existe uma preocupação com justiça/processos justos, de modo que a educação de todos os estudantes seja considerada como de igual importância."
Notícia daqui: https://blogue.rbe.mec.pt/manual-para-garantir-inclusao-e-2322522
PDF descarregável, integral, aqui: https://app.box.com/s/a9arn7vlzz7gol4lurh31y8yv4or1j0c

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

8 de setembro 2018 - Alfabetização para toda a gente

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“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal. 
A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública. 
Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal. 
Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género. 
A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias. 
É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade. 
Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia. 
Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade. 
Audrey Azoulay
2018

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Information Literacy Weblog: UNESCO General Conference endorses Media and Information Literacy resolution: an international step forward!


"As Recomendações da IFLA sobre Literacia da Informação e dos Media podem oferecer fundamentação vital para assegurar que todos os cidadãos tenham competências e capacidades para participar de modo equitativo nas Sociedades do Conhecimento desenvolvendo ações para colaborações de múltiplo apoio entre governos, e organizações do setor privado e do setor público, bibliotecários, educadores e outros promotores, em países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento." 
(tradução livre do documento original, em inglês, aprovado em 05.11.2013 - Resolução proposta pelas Filipinas, com o apoio da Croácia, Finlândia, Alemanha, Oman, Polónia e Federação Russa)
Information Literacy Weblog: UNESCO General Conference endorses Media and Information Literacy resolution: an international step forward!

domingo, 8 de setembro de 2013

Literacia é desenvolvimento

Se em cada comunidade todos lerem e escreverem mais... Bom Dia Mundial da Literacia!


 "Más allá de la alfabetización básica 
La alfabetización está estrechamente vinculada al aumento y la mejora de la calidad de vida. La alfabetización ofrece la posibilidad de combinar la adquisición de otras competencias con el aprendizaje de la lectura y la escritura. Además, los estudiantes pueden adquirir un certificado en el que se reconozca un nivel de conocimientos equivalente al de la escolaridad formal.
Un contexto alfabetizado
La sostenibilidad de las competencias adquiridas mediante la alfabetización se basa en la existencia de un contexto alfabetizado. El fomento en cada localidad de la escritura, el uso de las TIC y otros medios de difusión contribuye a reforzar el contexto alfabetizado."
Unesco 
Só tenho pena que a minha língua materna não seja uma das usadas no sítio da Unesco. :)

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

UNESCO Policy Guidelines for Mobile Learning | eLearning


Documentos relevantes para refletir, divulgados em Fevereiro de 2013 e agora publicados, contaram com a colaboração de especialistas de mais de 20 países.
Cito:
UNESCO believes that mobile technologies can expand and enrich educational opportunities for learners in diverse settings. Yet most ICT in education policies were articulated in a pre-mobile era and they do not seek to maximize the learning potentials of mobile technology. The rare policies that do reference mobile devices tend to treat them tangentially or ban their use in schools.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

8 de Setembro Dia Internacional da Alfabetização / da Literacia





Apesar dos progressos, o analfabetismo continua afligindo milhões de pessoas, especialmente mulheres e meninas. Em 2009, aproximadamente dois terços da população mundial de analfabetos, estimada em 793 milhões de pessoas, eram mulheres. Naquele mesmo ano, 67 milhões de crianças em idade escolar primária e 72 milhões de adolescentes tiveram negado seu direito à educação.
Os custos são enormes.

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