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sábado, 10 de julho de 2021

Que se passa nas nossas escolas?

Para mudar, é preciso conhecer, e aprofundar o conhecimento da realidade. A investigação ajuda.

A racionalidade formal, em busca do “menor meio”, foi dominante, por mais que o legislador tivesse insistido discursivamente em razões educativas e em critérios pedagógicos. Revelou-se, contudo, incapaz de compreender como o processo e os meios administrativos usados contrariavam, radicalmente, os fins educativos e pedagógicos anunciados. 

O predomínio de uma lógica racionalizadora centralizadora sobre uma lógica alternativa de tipo associativo autonómico pode ter permitido alguns ganhos em termos de modernização, de padronização de regras, de gestão da grande escala segundo critérios universais e orçamentais, mas menorizou a substantividade dos processos educativos, as dinâmicas institucionais, as regras organizacionais construídas no plano da ação organizacional escolar, para além de ter apoucado os atores educativos e a já mítica “autonomia da escola”. 

Os choques entre racionalidades distintamente ancoradas são, assim, inevitáveis. Mas o maior problema reside na naturalização e despolitização da razão técnico instrumental, como se todos os referenciais alternativos engendrassem soluções inaceitáveis e tecnicamente menores. 

Por isso o diálogo e a argumentação entre distintos universos de racionalidade não são apenas difíceis; mais do que isso, tendem a ser evitados, substituídos pela força da imposição normativa e pelo estabelecimento de relações de poder de tipo autoritário, coercivo e disciplinar. Em termos de estudo, os agrupamentos de escolas representam um dos mais interessantes problemas a explorar. 

Este texto pretendeu contribuir para a compreensão das políticas, dinâmicas e perfis dos agrupamentos, trabalhando dados estatísticos de proveniência oficial e procurando estabelecer relações entre eles, tendo como pano de fundo os objetivos de democratização da educação e interrogando, a partir das razões invocadas pelo legislador, as vantagens pedagógicas destas novas “unidades administrativas”.

Num contexto em que quase metade dos agrupamentos do continente são parciais – enfraquecendo o racional adotado pelo legislador –, chamou-se a atenção para: 

  • as dificuldades de democratização das suas organização, estruturas e funcionamento; 

  • as tensões entre percursos escolares integrados e justapostos; 

  • as dificuldades em garantir uma transição adequada entre níveis e ciclos de ensino (especialmente sem a reorganização destes); 

  • os limites e contradições do anunciado reforço da capacidade pedagógica das escolas; 

  • os limites apresentados à democratização, à participação dos atores e à autonomia das escolas.

in

TORRES e LIMA (2020) Políticas, dinâmicas e perfis dos agrupamentos de escolas em Portugal

Ler mais aqui http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/n237_a03.pdf

E prosseguir visionando aqui (video de 2020) https://youtu.be/Xy37RLTUpEw

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

REGRESSO À ESCOLA - SIM


REGRESSO À ESCOLA: 10 Razões Para Um Sim

Pedro Strecht, Médico Pedopsiquiatra (setembro 2020, Portugal)

1. A vida contém sempre riscos. Podemos controlá-los, mas nunca conseguiremos anulá-los.
2. Há uma diferença entre o provável e o possível. A mesma que marca a distância entre o medo que protege ou o pânico que desorganiza.
3. Ir à escola é um dever. Mas também um direito inalienável de todos os menores de 18 anos de idade.
4. Não há verdadeiro ensino nem boa aprendizagem sem uma base presencial e relacional. Ter acesso a informação é diferente de ganhar conhecimento.
5. A noção evolutiva da infância e, sobretudo, da adolescência é oposta à palavra confinamento. Implica movimento, exploração, contacto, experiência.
6. Na escola, para além de se aprender, vive-se. É possível ter rotinas, estar fora de casa, conhecer outros adultos, construir amizades, resolver zangas, dar espaço a paixões e desilusões.
7. Viver a escola é ainda ter acesso a diversas actividades extra-curriculares, com destaque para o desporto, as artes, a cultura em geral que, de outra forma, não teriam existência.
8. As famílias, tal como todos os sistemas relacionais, precisam de um espaço saudável entre os seus membros. Demasiada proximidade, em espaços físicos reduzidos, dá azo a mais conflitos emocionais e físicos.
9. A medicina não é uma ciência exacta. Podemos saber muito, mas nunca tudo. No entanto, o seu avanço bem como o das tecnologias reforça a noção de esperança no futuro.
10. A história da humanidade tem sempre ciclos de crises e avanços. Toda a crise contém em si mesmo um enorme potencial evolutivo de que todos podemos ser agentes activos
“O trabalho do pensamento humano deve resistir ao teste da realidade nua e bruta. Se não o consegue, é inútil”, Czeslaw Milosz, Nobel da Literatura

terça-feira, 23 de junho de 2020

Alto MInho a Ler - Rodas pela Leitura e a Inclusão




Ações integradas na iniciativa “Alto Minho a Ler : Uma estratégia Para o Sucesso Escolar”, do projeto “School4All Alto Minho”, promovido pela CIM Alto Minho, no âmbito do PIICIE, cofinanciado pelo Norte 2020/FSE, dinamizada pela Laredo Associação Cultural, em parceria com o Centro de Formação CENFIPE (Ponte de Lima) e com a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

Creditação - 3h. Apoio Centro de Formação CENFIPE (Ponte de Lima)
Inscrição gratuita, obrigatória:

PROGRAMA
Sessões online

26.06, 6ª feira, 15.30/16.30 - sessão síncrona - zoom ou similar
 Abertura – Centro de Formação e CIM Alto Minho
 Exercícios práticos e reflexão sobre as práticas experienciadas durante as sessões realizadas no Alto Minho a Ler agregadas a atividades de mediação de leitura - Maria José Vitorino (Laredo).

27.06, sábado, 15.30/16.30 - sessão assíncrona - fórum ou outra tarefa no moodle do CENFIPE.

• 29.06, 2ª feira, 15.30/16.30 - sessão síncrona - zoom ou similar
 Exercícios e reflexão sobre as práticas experienciadas durante as sessões realizadas no Alto Minho a Ler, agregadas a atividades de mediação de leitura - Miguel Horta (Laredo) e Alexandra Lobato (Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação);
 Encerramento – Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Destinatários: Comunidade Educativa do Alto Minho
i) Profissionais de Bibliotecas Municipais do Alto Minho
ii) Professores e Diretores de Agrupamentos do Alto Minho;
iii) Técnicos de educação dos municípios;
iv) Outros profissionais e agentes da comunidade educativa
v) Outros interessados (adultos)


Tema: Leitura, Inclusão, Acessibilidade, Mediação, Bibliotecas

Objetivos
Pretende-se:
i) capacitar a comunidade educativa do Alto Minho para a análise das metodologias desenvolvidas nas ações realizadas;
ii) partilhar e propor estratégias a desenvolver a curto e médio prazo, tendo em vista a maior capacitação de agentes locais e, em particular, dos profissionais de bibliotecas, escolas e outras entidades parceiras que trabalham colaborativamente.


Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1138653793165016/

Esta é a primeira de 4 RODAS no Alto Minho a Ler, até 9 de Julho.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Grupo de partida : 73 escolas

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73 escolas selecionadas, de todo o País, que terão apoio para um plano de ação de 2 anos, até 2019.




O aLer+ 2027, iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) e da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), destina-se a apoiar escolas que pretendam desenvolver um ambiente integral de leitura, centrado na melhoria da compreensão leitora e no prazer de ler, tendo por base novas estratégias e práticas, não só em contextos formais de aprendizagem, mas, também, noutros contextos de socialização da leitura, digitais, não formais e informais.




A fase zero do aLer+ 2027 partiu da identificação, com base em critérios pré-definidos, de um conjunto de agrupamentos/ escolas não agrupadas que se constituiu como grupo de partida para esta nova etapa do Programa.




De forma a prosseguir a sua execução, é solicitado às escolas sede dos agrupamentos/ escolas não agrupadas selecionadas, que submetam, até 22 de janeiro de 2018, no SIPNL, um Plano de Ação que, excecionalmente, terá uma duração de 2 anos: 2017-18 e 2018-19. 



aLer+ 2027 | projeto - Blogue RBE

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

 
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos." 
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". 
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."




ALFIN 



Literacia Informacional não trata de saber lidar com ambientes digitais, mas com competências de produção de pensamento crítico, pesquisa, descoberta, transformação e criação de informação. Neste caso sobre o que somos e queremos ser, matéria da História e das Ciências Humanas, que todos os dias descobrimos serem saberes essenciais no século XXI, tal como as artes da comunicação e da expressão. Para saber mais, leiam a reportagem, publicada hoje, 100 anos depois da Revolução de Outubro, muitos mais depois de 1441, quando se inicia o comércio de escravos por mãos porturguesas, e de  outros factos significativos, se os soubermos descobrir, ler e interpretar.




Reportagem - Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Brasil, 2015: Escolas ocupadas tinham milhões em material escolar nunca distribuído. Por Mauro Donato

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/livros-600x360.png

Produtos só são recursos se houver gente a fazê-los viver e a dar acesso

Na escola Orville Derby (Zona Leste), a quantidade era tanta que os alunos fizeram uma barreira na frente da diretoria com os livros novos estocados e não distribuídos. Neles, um cartaz afixado aguarda a chegada do diretor após a desocupação: “Hoje os livros que te impedem o acesso. Ontem nosso acesso é que era impedido.”


Diário do Centro do Mundo » Escolas ocupadas tinham milhões em material escolar nunca distribuído. Por Mauro Donato

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Pequeno Grande C - inscrições até 31 de outubro



As inscrições para a 2.ª edição do Pequeno Grande C já estão abertas!
Para mais informações consulte o site www.pequenograndec.org ou envie um e-mail para geral@pequenograndec.pt!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Media sociais & escolas


Estaremos em 2015 a dizer adeus ao computador no colo (laptop) para só usar no computador-ao-pé-da-orelha, o mais portátil de todos, a "mobile web" - do telemóvel "plus" ao iPad ou ao que ainda não conhecemos?
Ou haverá uma e-reviravolta inesperada?
Ler mais aqui

domingo, 20 de maio de 2012

Algumas notícias do ano letivo de 2012/2013 (Portugal)



Escolas e Agrupamentos. Novas unidades orgânicas (inclui ficheiro excel com listagem)
(18.05.2012)

Directores prevêem ano difícil nas escolas dos novos agrupamentos
19.05.2012 - 09:41 Por Graça Barbosa Ribeiro



E ainda

Despacho n.º 5106-A/2012. D.R. n.º 73, 2.º Suplemento, Série II de 2012-04-12
Definição de um conjunto de normas relacionadas com as matrículas, distribuição dos alunos por escolas e agrupamentos, regime de funcionamento das escolas e constituição de turma



Publicitação das listas provisórias do concurso anual de contratação com vista ao suprimento das necessidades transitórias para o ano escolar de 2012-2013

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Blogar em colaboração, aprender na escola. Uma utilização de cartoons e banda desenhada

"The Evolution of Intellectual Freedom", de Jorge Cham, 20 Julho2011


On Collaborative Blogging as Open Access Scholarly Activity. The Case of The Comics Grid. - Open Access Week
So I knew that the obstacles were multiple: if non-funded, open online research faces plenty of resistance (accused of complacency and lack of academic rigour, persistence, "impact", authenticity and authority), comics scholarship faced similar deeply-rooted prejudices, based on unfounded notions of what is worthy of academic study and what is not. In brief, the obstacles seemed insurmountable, but this was what, precisely, made them irresistible to challenge consistently and systematically. In order to do it, the only logical option was to do it as a coordinated front. 

A Semana do Acesso Aberto em 2011 decorre entre 24 e 30 de Outubro.

quinta-feira, 6 de maio de 2010