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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Tudo se move, tudo se transforma - ensino à distância, a sério!

Hoje saiu um artigo de Samuel Silva no Público que creio que nos interessa a todos, e para que chamo a vossa atenção.

Silva, S. (2021) No ensino à distância, não basta ligar os computadores, in Publico 20210201, p. 14-15.
Link (texto integral só para assinantes) https://www.publico.pt/.../ensino-distancia-nao-basta...

Boa leitura!



segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Como melhorar a compreensão auditiva em tempos de máscaras

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Imagem daqui


Alguns conselhos práticos para todos, e em especial para as comunidades mais afectadas, como os surdos.
  • Vocalizar melhor - distinguir mais claramente as consoantes na fala.
"É possível generalizar uma forma de falar mais inclusiva que não pressuponha que quem está à nossa frente ouve tal como nós e que não lhe exija um esforço acrescentado"
  • Projectar a voz
  • Enunciar frases mais claras, curtas e breves, destacando as palavras-chave
  • Dar atenção à linguagem corporal (postura, olhar, gestos)
  • Ter cuidado com a respiração, incluindo as pausas, a pontuação; evitar falar depressa
  • Procurar ambientes silenciosos, sempre que possível
  • Mostrar empatia e interesse no que o outro diz ou pensa
  • Garantir o fluxo da comunicação
"É costume assumirmos que alguém compreendeu o que dissemos apenas porque o dissemos e ela concordou. Mas não é demais fazer uma pergunta sobre o assunto e assegurar que realmente entendeu a mesma coisa que quisemos transmitir. "A gente geralmente não se coloca no lugar do outro nem pensa de que modo nos entendem".
Ler mais aqui:
Cómo mejorar comprensión auditiva en tiempos de mascarillas (10.09.2020)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

REGRESSO À ESCOLA - SIM


REGRESSO À ESCOLA: 10 Razões Para Um Sim

Pedro Strecht, Médico Pedopsiquiatra (setembro 2020, Portugal)

1. A vida contém sempre riscos. Podemos controlá-los, mas nunca conseguiremos anulá-los.
2. Há uma diferença entre o provável e o possível. A mesma que marca a distância entre o medo que protege ou o pânico que desorganiza.
3. Ir à escola é um dever. Mas também um direito inalienável de todos os menores de 18 anos de idade.
4. Não há verdadeiro ensino nem boa aprendizagem sem uma base presencial e relacional. Ter acesso a informação é diferente de ganhar conhecimento.
5. A noção evolutiva da infância e, sobretudo, da adolescência é oposta à palavra confinamento. Implica movimento, exploração, contacto, experiência.
6. Na escola, para além de se aprender, vive-se. É possível ter rotinas, estar fora de casa, conhecer outros adultos, construir amizades, resolver zangas, dar espaço a paixões e desilusões.
7. Viver a escola é ainda ter acesso a diversas actividades extra-curriculares, com destaque para o desporto, as artes, a cultura em geral que, de outra forma, não teriam existência.
8. As famílias, tal como todos os sistemas relacionais, precisam de um espaço saudável entre os seus membros. Demasiada proximidade, em espaços físicos reduzidos, dá azo a mais conflitos emocionais e físicos.
9. A medicina não é uma ciência exacta. Podemos saber muito, mas nunca tudo. No entanto, o seu avanço bem como o das tecnologias reforça a noção de esperança no futuro.
10. A história da humanidade tem sempre ciclos de crises e avanços. Toda a crise contém em si mesmo um enorme potencial evolutivo de que todos podemos ser agentes activos
“O trabalho do pensamento humano deve resistir ao teste da realidade nua e bruta. Se não o consegue, é inútil”, Czeslaw Milosz, Nobel da Literatura

segunda-feira, 8 de junho de 2020

COVID 19 - ROTEIRO ÚTIL


Relatório “Um roteiro para orientar a resposta educativa à Pandemia da COVID-19 de 2020”

A outra parte da equação é, naturalmente, como as instituições educativas estão bem preparadas para e familiarizadas com a aprendizagem online, e como os professores estão bem preparados e comprometidos na aprendizagem online. 
Mesmo onde a educação online não depende diretamente das escolas, as condições tecnológicas das escolas fornecem alguma indicação da prontidão do sistema educativo. 
Além disso, o sucesso de muitos alunos nas próximas semanas e meses dependerá criticamente do quão próximo estão dos seus professores.  
Isto é ainda mais verdadeiro para alunos de origens desfavorecidas que podem não ter o apoio dos pais ou que não têm a resiliência, estratégias de aprendizagem ou compromisso de aprender por conta própria. 
Não deve haver ilusões sobre o impacto que a combinação de dificuldades económicas e encerramento de escolas pode ter sobre as crianças mais pobres. 
As necessidades dessas crianças serão uma preocupação para os professores, o que enfatiza a importância de manter os professores comprometidos e conectados com os alunos. 
Há uma outra consideração: o PISA 2018 revelou que mesmo entre estudantes de 15 anos, em média nos países da OCDE, apenas 1 em cada 9 foi capaz de distinguir entre facto e opinião, com base em pistas implícitas relativas ao conteúdo ou fonte da informação. Assim, sem uma orientação e apoio consideráveis dos professores, é pouco provável que os alunos consigam navegar sozinhos pelo mundo da aprendizagem online.


Um roteiro para orientar a resposta educativa à Pandemia da COVID-19 de 2020. Vale a pena ler, e todo. 
O relatório, elaborado por Fernando M. Reimers, da Global Education Innovation Initiative - da Universidade de Harvard, e Andreas Schleicher, diretor do departamento de Educação e Competências da OCDE, tem por objetivo apoiar a tomada de decisões na área educativa para desenvolver e implementar respostas educativas eficazes ao encerramento de escolas, devido à Pandemia da COVID-19.
Publicado pela OEI em 30 de Março de 2020. Disponível em URL: