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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Sociedade e Educação nos Tempos do Neo-Realismo

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COLÓQUIO
Integrado na Exposição “Miúdos, a vida às mãos cheias – A infância do Neo-Realismo português”, decorrerá no próximo dia 12 de maio, pelas 10h00, e até às 18h00, no Museu do Neo-Realismo, o Colóquio “Sociedade e Educação nos Tempos do Neo-Realismo” (Programa em anexo).
O Colóquio conta com as presenças Justino Magalhães, Áurea Adão, João Amado, David Tavares, Lúcia Serralheiro, Óscar Ferreira e Ana Pessoa e será seguido de visita guiada à Exposição pelas Curadoras, Violante F. Magalhães e Carina Infante do Carmo.
Aberto ao público em geral, limitado à lotação da sala.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

 
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos." 
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". 
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."




ALFIN 



Literacia Informacional não trata de saber lidar com ambientes digitais, mas com competências de produção de pensamento crítico, pesquisa, descoberta, transformação e criação de informação. Neste caso sobre o que somos e queremos ser, matéria da História e das Ciências Humanas, que todos os dias descobrimos serem saberes essenciais no século XXI, tal como as artes da comunicação e da expressão. Para saber mais, leiam a reportagem, publicada hoje, 100 anos depois da Revolução de Outubro, muitos mais depois de 1441, quando se inicia o comércio de escravos por mãos porturguesas, e de  outros factos significativos, se os soubermos descobrir, ler e interpretar.




Reportagem - Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

domingo, 1 de maio de 2016

Livros, Educação, Ciência : o passado ajuda-nos a entender o futuro



"Em reuniões (em Inglaterra) debatiam as leituras, os resultados das experiências e propunham novos procedimentos experimentais. "Estes protocolos de leitura não eram naturais, tinham de ser aprendidos e deram origem a uma investigação científica contínua", diz o britânico. Do pouco que se conhece, o cenário seria muito diferente por cá (Portugal). "Não vemos verdadeiras discussões científicas", diz Henrique Leitão. "Rapidamente se tornavam em picardias pessoais e o conteúdo científico perdia-se."
Para o historiador português, este problema passa pela "fragilidade das instituições científicas", em que uma educação de má qualidade tem um efeito "devastador" na ciência e na modernidade: "Há um conjunto complexo de questões que tem de ser estudado aos poucos. Vamos tentar perceber este problema secular. Não pode ser uma razão conjectural, vemo-lo hoje, asperformances das universidades portuguesas são uma vergonha, excepto honrosas excepções."


Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição "limpou" as bibliotecas - PÚBLICO