quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A Realidade Daqui A 10/15 Anos | “Não Temos Professores Que Cheguem!”



 
"A indisciplina, a instabilidade das políticas educativas, a obrigatoriedade de ir trabalhar para longe da família, a cada vez menos aliciante carreira, a má imagem dos professores numa parte da sociedade, a burocracia, a falta de democracia na eleição dos diretores, a descentralização a caminhar a olhos vistos e a eterna falta de condições, são um balde de água fria para muitos hipotéticos candidatos a professores.
Não será por isso de estranhar, digo até que existe uma alta probabilidade, que daqui a 15 anos estaremos a assistir a algo semelhante ao que acontece com os médicos. O aparecimento de incentivos para os professores irem lecionar para certas partes do país. Se chegarmos a esse ponto, significa que o Estado falhou. Apesar de ainda ser possível reverter a situação, as medidas terão de ser implementadas no imediato, pois o sistema já começou a falhar e o efeito bola de neve é inevitável…
Valorizem a profissão docente! Os professores há muito que gritam por respeito e não o fazem por egocentrismos ou simples capricho, os factos falam por si.
Se não acreditam nos professores, ao menos que acreditem nos números…"
Alexandre Henriques, 2018
A Realidade Daqui A 10/15 Anos | “Não Temos Professores Que Cheguem!”

terça-feira, 20 de novembro de 2018

THEKA - Recursos Acessíveis On-line


Rasto digital deste Projeto Gulbenkian que entre 2004 e 2008 envolveu, em escolas de 20 Distritos e 55 concelhos de Portugal Continental:



76 docentes em formação
25 tutores(as), professores(as) e
bibliotecários (as)
23 oradores(as), conferencistas
convidados e/ou em representação institucional
94 formadores(as)
  3 elementos da equipa de coordenação THEKA


  1 colaboradora permanente (webmaster: website www.theka.org, hoje desativado)


Conteúdos de acesso livre, aqui:

THEKA


Para saber um pouco mais:





Bárrios,
A. (2005) Bibliotecas escolares e formação de professores. In PROFORMAR, Ed. 9 (Maio 2005) [online].
URL: http://proformar.pt/revista/edicao_9/be_formacao.pdf
(consult. 20-11-2018)

Bárrios,
A. (2007). THEKA: Projeto Gulbenkian de
Formação de Professores para o desenvolvimento de Bibliotecas Escolares
.
(Rede de Bibliotecas Escolares, ed.) Newsletter [online]. N.º 2.

Bárrios,
A., Melo, A., Vitorino. M. (2011). THEKA
Projeto Gulbenkian: Formar Professores,Desenvolver Bibliotecas Escolares.

Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian. Edição apenas em papel, adquirível aqui 

THEKA Courses : recursos digitais em
livre acesso
(2004-2008] [on line] URL: http://activamente.pt/moodle20/course/category.php?id=3
(consult. 20-11-2018)

sábado, 17 de novembro de 2018

Entrar na escola pela biblioteca -pela qualidade da escola pública!



Nesta entrevista concedida com exclusividade à Biblioo, António Novoa, professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da mesma universidade, fala sobre educação, escola sem partido e o papel das bibliotecas no processo educacional. Novoa, que foi candidato independente às eleições presidenciais de 2016, agregando vários apoios à esquerda, diz que as bibliotecas, municipais e escolares, são uma das grandes mudanças trazidas pela Revolução em Portugal. 


Entrevista: António Novoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa - YouTube

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Infâncias e leituras – Laboratorio Emilia de Formación

Ilustración
Esta formação tem como um de seus propósitos inspirar a formação de novos mediadores e ajudar àqueles que já leem para crianças a pensar e aprimorar suas práticas. Nestes encontros, vamos compartilhar algumas questões-chave para pensar o papel do mediador na formação dos pequenos leitores: o papel da leitura e da literatura; a importância da arte e da poesia, do brincar e da voz e das palavras nas infâncias e o papel fundamental do mediador como ponte entre os leitores e os livros.

MOOC 100% online e gratuito 
4 semanas de duração 
4 h. semanais de dedicação
Para participar basta ter acesso a Internet e um conhecimento básico das ferramentas digitais, como Facebook, para a troca de ideias e reflexões.
Será fornecido um certificado de participação.
Infâncias e leituras – Laboratorio Emilia de Formación

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Adeus, futuro: ″copy-paste″

 

Além da ignorância generalizada (e às vezes arrogante, o que é mais perigoso, porque a vergonha de não saber sempre levou as pessoas a procurarem informação), hoje muitos dos jovens não sabem, pura e simplesmente, pesquisar: não entram numa biblioteca e, se abrirem um livro ou dois, já é uma sorte. Está aí para quem a queira consultar a maravilhosa Wikipédia e portanto, mesmo sabendo que o que circula na internet nem sempre é fiável, para quê levantar o rabo da cadeira? E o pior é que as escolas também não ensinam os alunos a desconfiar e a comparar informações, aceitando inclusivamente os seus trabalhos cuspidos de uma impressora em vez de manuscritos (e, assim, como ter a certeza de que foram eles a fazê-los?).
Maria do Rosário Pedreira
2018


Adeus, futuro: ″copy-paste″

Adeus, futuro: ″copy-paste″

 

Além da ignorância generalizada (e às vezes arrogante, o que é mais perigoso, porque a vergonha de não saber sempre levou as pessoas a procurarem informação), hoje muitos dos jovens não sabem, pura e simplesmente, pesquisar: não entram numa biblioteca e, se abrirem um livro ou dois, já é uma sorte. Está aí para quem a queira consultar a maravilhosa Wikipédia e portanto, mesmo sabendo que o que circula na internet nem sempre é fiável, para quê levantar o rabo da cadeira? E o pior é que as escolas também não ensinam os alunos a desconfiar e a comparar informações, aceitando inclusivamente os seus trabalhos cuspidos de uma impressora em vez de manuscritos (e, assim, como ter a certeza de que foram eles a fazê-los?).
Maria do Rosário Pedreira
2018


Adeus, futuro: ″copy-paste″

sábado, 3 de novembro de 2018

Literacia científica na escola.pdf

Resultado de imagem para LITERACIA CIENTIFICA NA ESCOLA 
LITERACIA CIENTÍFICA NA ESCOLA

A ação de formação, que deu origem à presente publicação, decorreu a 27 de
janeiro e 11 de fevereiro de 2017, na NOVA FCSH, e contou com 50 participantes,
com perfis diversos e propósitos diferenciados: professores, investigadores, gestores
de ciência, psicólogos. Articulando teoria e prática, nela foram apresentados os
principais resultados da investigação e dinamizadas oficinas com propostas de
didatização dos textos de divulgação científica.
A publicação está organizada em duas partes complementares, ambas focadas
na noção de literacia científica e no trabalho com textos de divulgação de ciência; se
a primeira parte é delineada por um cunho predominantemente teórico-reflexivo, a
segunda assume uma feição de carácter formativo-didático.




Literacia científica na escola.pdf

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Esta escola já não é só para ciganos

 
Até quando andará o filho de Carina na escola? “Até ele conseguir. Gostaria que tivesse uma vida que a gente não tem. As feiras que dão? Mal é que o cigano não tem trabalho por ser cigano!” E o de Carla? “Gostava que não andasse, como nós, nas feiras, que tivesse uma vida como os outros têm.” E os de Vanessa? “Quero que estudem, que façam aquilo que eu não fiz, que vão para a faculdade.”
Viseu, Portugal, 2018



Esta escola já não é só para ciganos

sábado, 27 de outubro de 2018

 Falta ler histórias na escola - como prazer!

 
“É claro que eu tenho um certo orgulho de que meus textos possam servir às escolas, mas meu receio é justamente esse de servir. A literatura não tem uma função no sentido de ser um material escolar. Ela deve ensinar os meninos a terem uma certa indisciplina mesmo, uma certa desobediência, a viajarem, a saírem da escola. A literatura tem que ser aquela janela em que eu me encostava na escola para olhar a vida e o mundo. Eu gostaria de ser mais lido aqui no Brasil, mas com a segurança de que os meninos tenham uma relação de prazer com a leitura, que não seja uma imposição.”


 “Falta ler histórias na escola”: entrevista com o escritor Mia Couto - O Cantinho do Professor - Portal de Educação e Pedagogia

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Neurociências e Educação : transfusão de saberes, precisa-se

Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Figura 1: Transdisciplinaridade (adaptado de Koizumi, 2004). 
Imagem numa publicação que divulga alguns artigos interessantes para quem é professor e se preocupa com os modos de aprender e de ensinar, com base científica.

De que atualização do conhecimento sobre neurociências dispoem os professores? Ora lede...

Ex. "Portuguese teachers are susceptible to misinterpreting neuroscientific findings and believe in neuromyths that might ultimately impair their teaching – or simply waste time investing in techniques that will not aid their student." (do resumo de um dos artigos, de 2013)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Recuperar atrasos


"(...) Em 1878, um século após Pombal, quatro quintos - quatro quintos! - da população portuguesa não sabe ler nem escrever. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: em 1881 o número de analfabetos na Suécia cifrava-se em 0,4 %. Em 1881 ! Pela mesma época, a Alemanha apresentava 0, 51 % ; a Inglaterra e a Escócia, 1% ; a Noruega, 0,08 %; e a Dinamarca, 0, 36 %.
Em 2011 - 2011 !! - a taxa de analfabetismo em Portugal é ainda de uns arrepiantes 9 %, o que corresponde a quase um milhão de cidadãos. Dez vezes mais do que a Europa desenvolvida no final do século XIX !!
O ensino primário obrigatório foi instituído na Prússia de Frederico I em 1717. Em França, foi a Revolução Francesa que instituiu a educação obrigatória e universal em 1791. (...) Nas colónias americanas de Nova Inglaterra, o ensino era obrigatório desde 1642 alargando-se, gradualmente, após a independência em 1776 aos territórios que passaram a compor os Estados Unidos.(...)
Em Portugal, os quatro anos de ensino primário obrigatório e universal são instituídos em 1960 !! (...)
Em educação o atraso de séculos não se recupera em anos."
in "Matemática em Portugal - Uma questão de educação", de Jorge Buescu (2012)