sábado, 12 de setembro de 2015

Tecla a tecla se chega à ideia...

A Alfabetização Digital tem que ver com ideias não com teclas…

digital
David Bowden (City University London) publicou há já algumas primaveras um extraordinário trabalho sobre “digital literacy”.

‘A alfabetização digital tem que ver com o domínio das ideias, não das teclas’


Esta frase de Gister (1997) resume estupendamente este trabalho. Em definitivo, creio que a mensagem central desta análise é que o conceito de alfabetização deve:
– Compreender-se desde uma perspectiva mais ampla e complexa.
– Não se limitar ao uso de uma tecnologia em particular.
– A ligação de significados e a componente contextual jogam um papel estratégico.


A análise revê uma série de alfabetizações e nomenclaturas. É uma série de alfabetização(ões) com apelido. Alfabetização Informacional, Alfabetização Tecnológica, Alfabetização Digital, Alfabetização em Rede, Alfabetização Bibliotecnológica/Livraria, Alfabetização Mediática (‘mediacy’), entre outras. Sem dúvida, o importante é que dê conta da necessidade de desenvolver competências orientadas para a construção de conhecimento; a pesquisa em informação; a navegação por hipertexto; e a capacidade de avaliar conteúdos.
Parece-me que o que os postulados da partilha somam, especialmente em relação à capacidade de partilhar informação e conhecimentos, é um aspecto imprescindível. Não é má ideia fazer-se a pergunta: Quando alguém partilha tudo o que sabe, aprende, estuda, escuta e pensa? Como e de onde?
Gostávamos que estas fossem algumas das destrezas que estimulassem os contextos de aprendizagem, tanto formais como informais. Todas elas, para deixar de entender que o desenvolvimento de competências informacionais NÃO está limitado ao uso de dispositivos tecnológicos (ou de teclas, como diria Gister).
‘O que se exige não é um novo programa de estudos, mas sim, uma reestruturação do processo de aprendizagem… baseado nas fontes de informação disponíveis para que as pessoas o utilizem já de forma permanente na aprendizagem e na resolução de problemas”.
O texto de Bawden é uma mini-enciclopédia de conceitos satélites à volta das alfabetizações. Aqui fazemos uma breve nuvem de tags (como a que criámos para e-competências) mas especificamente centrada nas destrezas relacionadas com a alfabetização informacional:
* Aceder, avaliar e utilizar a informação;
* Reconhecer a necessidade de informação;
* Identificar a informação necessária para responder a cada problema particular;
* Encontrar a informação que se necessita;
* Avaliar a informação encontrada;
* Organização da informação;
* Uso eficaz da informação para resolver o problema específico;
* Formular perguntas baseadas nessa necessidade de informação;
* Identificar as fontes potenciais de informação;
* Desenvolver estratégias de pesquisa com êxito;
* E, uma das mais difíceis na era da infoxicação (em vez de discriminar) é integrar a informação nova numa área de conhecimento ou contexto específico.

’Graças à ciência e à tecnologia, o acesso a todo o conhecimento factual aumenta de forma exponencial enquanto que o seu preço decresce. Está destinado a ser global e democrático. Rapidamente estará acessível em qualquer sítio, em qualquer televisão ou ecrã de computador. Então a resposta é clara: sínteses. Estamo-nos a afogar em informação, embora estejamos sedentos de saber. De agora em diante o mundo será governado por ‘especialistas em sintetizar’, gente capaz de reunir a informação adequada no momento adequado, opinar criticamente sobre ela, e tomar decisões importantes e inteligentes’. (Wilson 1998A, p300).
Fonte recomendada:
P. Gilster (1997), Digital literacy, Wiley, New York NY.


A Alfabetização Digital tem que ver com ideias não com teclas… | TIC, Educação e Web

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

8 de setembro, dia internacional da literacia


Este ano, a comemoração deste dia, decidida pela Unesco em 1965, dedica-se ao Desenvolvimento Sustentável. Sem literacia, este não existirá.
O futuro começa com o alfabeto, como afirma o Secretário-Geral da Unesco

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Uma biblioteca em cada escola. Campanha ALIES desde 2010, também em português



EM CONCLUSÃO
O papel do bibliotecário escolar, atuando em modernas
bibliotecas escolares/centros de recursos multimédia
(BR: multimídia), e dotado de competências técnicas e
habilitações profissionais adquiridos num programa
reconhecido de formação académica em
biblioteconomia, é absolutamente crucial para o
progresso económico e social de todos os países. A
necessidade de uma biblioteca em cada escola básica
e secundária (e não apenas no nível universitário),
gerida por um profissional da informação especializado
em informação e educação, em tempo integral, com
preparação profissional, é um “requisito obrigatório” se
os países querem sobreviver, prosperar e competir
com sucesso no século 21, no contexto da Sociedade
Global de Informação.
Tive o gosto de trabalhar nesta tradução PT/BR com colegas brasileiros. 
Bibliotecário escolar entende-se aqui, tal como "school librarian" nas recentes (2015) Guidelines da IFLA para Bibliotecas Escolares, como profissional qualificado e dedicado a funções na biblioteca escolar, seja designado assim ou de outra forma: em Portugal, usamos o termo professor bibliotecário, sendo raros os responsáveis por bibliotecas escolares não professores, e desejando-se que todos eles tenham formação bibliotecária e/ou de gestão de informação. 
No Brasil, a situação é inversa: só se preveem bibliotecários escolares (bibliotecários graduados em escolas de biblioteconomia/ciências da informação), e deseja-se que tenham formação em educação...
Leituras recomendadas no inicio do ano letivo, para cada professor bibliotecário, a sua equipa, o seu diretor...


Versão em português - folheto publicado pela BAD

www.apbad.pt/Downloads/ALIES_Flyer2012_PT.pdf

The Future Of School Libraries 2015

School Libraries in Action (1961)

sábado, 22 de agosto de 2015

Cidadania Digital e Literacia Digital - um bom recurso (em inglês)





Digital Compass is a new tool released by Common Sense Media to help kids learn the fundamentals of digital citizenship and digital literacy through playing interactive games designed specifically for grades 6-9. The games came in the form of a simulation of the digital world we live in  and provides kids with an informed understanding of the implications involved in creating  digital identities.


Excellent Tool to Teach Students about Digital Citizenship and Digital Literacy ~ Educational Technology and Mobile Learning

sábado, 8 de agosto de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável"



"Porque a ausência de risco na infância e o facto de se dar “tudo pronto” aos filhos, cada vez mais superprotegidos pelos pais, acaba por colocá-los em perigo. Soluções? Uma delas passa por “deixar de usar a linguagem terrorista de dizer não a tudo: não subas, olha que cais, não vás por aí…”"
"Há dez anos nós falávamos que as crianças tinham agendas, hoje digo que têm super-agendas! Há dez anos eu dizia que as crianças saudáveis eram as que tinham os joelhos esfolados. Hoje, acho que os joelhos já não estão esfolados, mas a cabeça destas crianças já começa a estar esfolada, por não terem tempo nem condições para brincar livremente. Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura."
Carlos Neto 


"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável" - Observador