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sábado, 29 de junho de 2019

Manuais escolares gratuitos e cultura básica integral, 2019

a foto de perfil de Mariana Avelãs, A imagem pode conter: Mariana Avelãs, a sorrir, closeup e ar livre

Quem escreve assim é cidadã, não é professora, nem bibliotecária. Tem filhos que está a criar.
E é culta.
Essa é a diferença.
A boa diferença.

"Se calhar, a melhor maneira de garantir a sustentabilidade dos manuais gratuitos é... valorizar as bibliotecas. Todas."

TODAS, OUVIRAM? TODAS!

Mariana Avelãs2 h ·
Ainda os manuais | Nenhuma medida de partilha funciona se for accionada com base na vigilância. Porque assume que a partilha de bens comuns é uma aberração, e, se não for a coerção, algum tipo de individualismo inato nos leva a destruir o que é de todos.  

Sou viciada em bibliotecas. Devolvo vários livros por semana. Ninguém verifica o estado em que os devolvo. Não tenho menos cuidado com eles por serem de nós todos -- antes pelo contrário. Mas existe um registo de que o livro esteve na minha posse, e se ele aparecer num tal estado que não pode estar na estante de uma biblioteca, até é possível detetar um padrão que indique que os livros que requisito tendem a ficar estragados. Na verdade, suponho que é mais económico, a todos os níveis, simplesmente assumir que alguns livros têm de ser substituídos de vez em quando. 

Com os manuais é diferente? Sim, porque ficam na posse de quem os requisita durante 9 meses, e não 3 semanas. O que significa que têm de ser mais resistentes. Mas a maior parte do desgaste acentuado é causado por decisões das próprias escolas: 1. pontas gastas e capas soltas são a consequência de mochilas com quilos de manuais todos os dias. Até porque toda a gente diagnostica o problema que isso é per se, mas ninguém faz nada para resolvê-lo. Se os manuais ficarem em casa para estudo autónomo, ou ficarem na escola para serem usados nas aulas, isso já não acontece. Ganhávamos todos com isso. 2. Manuais rabiscados são a consequência natural de se achar que... podem ser apagados. E de professores que acham normal que se escreva em manuais. E de direções que, sabe-se lá porquê, exigem livros de 1.º ciclo devolvidos como se não tivessem sido usados no 1.º ciclo. Não é preciso verificar as páginas uma a uma no final do ano, basta garantir que não são danificados durante o ano. Ninguém inspeciona as cadeiras no fim de uma aula para ver se o aluno não colou lá pastilhas, pois não? Ninguém tem de provar que não instalou vírus num computador na biblioteca quando o usa, pois não? 

Não faz sentido nenhum esta balbúrdia para pais, professores e escolas em torno dos manuais. Os livros deviam ser da escola, e geridos pela escola. Distribuídos aula a aula ou na primeira aula de cada disciplina, assumindo-se que o uso é civilizado, e devolvidos no final do ano nos mesmos moldes. Cabe à escola avaliar o estado do seu banco de livros e encomendar o que for preciso para mantê-lo eficaz. E ensinar que valorizar o que é de todos é bom para todos. 

Se calhar, a melhor maneira de garantir a sustentabilidade dos manuais gratuitos é... valorizar as bibliotecas. Todas.
2019.06.29. Facebook. A partir de Portugal, União Europeia 

terça-feira, 25 de junho de 2019

4 desafios para as bibliotecas escolares 2019 Galiza, Espanha




O sábado 23 de marzo celebrouse en  Santiago de Compostela  unha  xornada técnica organizada pola Consellería de Educación, Universidade e Formación Profesional (Dirección Xeral de Centros e Recursos Humanos), para pensar a biblioteca escolar do 2020. Esta xornada de traballo reuniu a persoas expertas no ámbito das bibliotecas en xeral, das bibliotecas escolares en particular xunto a representantes das CCAA presentes na Comisión Técnica de Bibliotecas Escolares e do Ministerio, un dos organismos integrantes do Consejo de Cooperación Bibliotecaria a nivel estatal.Organizáronse grupos de traballo e análise entre profesionais e persoas expertas que debateron e profundizaron sobre diferentes aspectos da situación actual das bibliotecas escolares. Extraéronse 4 retos concretos para a biblioteca escolar 2020:Reto 1: Dotar de estabilidade ás bibliotecas escolares.Reto 2: Promover un modelo de biblioteca escolar como espazo educativo á medida do proxecto de centro.Reto 3: Concebir a biblioteca escolar como mediadora das lecturas no centro e situala no centro neurálxico das políticas públicas centradas na lectura, en todos os formatos, para todas as finalidades.Reto 4: Promover unha visión da biblioteca escolar como o contexto privilexiado para o desenvolvemento das competencias mediáticas e informacionais, a alfabetización mediática (AMI) e como requisito para a construción do pensamento crítico.


http://www.edu.xunta.es/biblioteca/blog/?q=node/1186
Inclui o documento integral, descarregável

terça-feira, 18 de junho de 2019

Plano Nacional das artes 2019-2029


 
  
Sensibilidade estética e pensamento crítico
"Uma relação permanente com as artes e o património de diferentes culturas, ensina, também, a respeitar a experiência do outro, a ser mais recetivo à sua cultura, à sua interpretação do mundo, promovendo a partilha, a argumentação, o conhecimento de critérios de juízo de gosto e da sua evolução histórica. Assumirse-á, assim, a complexidade do mundo e das culturas, da unidade e diversidade do humano, recusando o medo da diferença e o facilitismo superficial das respostas rápidas e gastas. "

Ler mais aqui
file:///C:/Users/BANCADA.BE/OneDrive/Documents/20190618+mc+plano+nacional+artes.pdf

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Contar uma boa história pode valer por mil argumentos

Representação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável OGD
ONU - até 2030
IFLA (2018)
Libraries and the Sustainable Development Goals a storytelling manual 

https://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/libraries-development/documents/sdg-storytelling-manual.pdf

Mover Leitores - mais projectos 14/20


Movimento 14-20 a Ler

"O Movimento 14-20 a Ler tem como objetivo criar novos públicos para a leitura entre os jovens dos 14 aos 20 anos.Interessa-nos a convergência de linguagens e espaços de expressão: literatura, ciência, banda desenhada, animação, música, teatro, dança e artes cénicas, fotografia e artes gráficas, cinema e criação audiovisual, arte urbana,…Apoiamos projetos interdisciplinares de leitura e escrita, distribuídos por todo o país e orientados para este objetivo.Convocamos para esta candidatura projetos desenhados em articulação com jovens e que cumpram as condições previstas neste guia."

Projetos selecionados em 2019
Leiria, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Almada, Lisboa; Tondela, Óbidos, Tábua


Projetos selecionados em 2018
Lisboa, Vila Nova de Famalicão, Vila Franca de Xira, Torres Vedras, Silves, Pombal, Alcochete





E vão 18!
Parabéns aos projectos seleccionados.

A mover leitores por todo o País em propostas de 3 anos de horizonte, sempre implicando parcerias entre escolas, autarquias, associações e outras entidades.



sábado, 1 de junho de 2019

Crianças

Ilustração de Ofra Amit
https://hipopomatosnalua.blogspot.com/2019/05/bom-dia-criancas.html


Vocês dizem:
É cansativo lidar com crianças.
Não há dúvida que têm razão.
Depois acrescentam:
Porque temos de nos pôr ao nível delas.
Porque temos de nos baixar, inclinar,
Curvar, tornar pequenos.
Mas aí, estão enganados.
O que mais cansa não é isso.
O que mais cansa é sermos obrigados
a elevarmo-nos até à altura dos seus sentimentos.
A esticarmo-nos, alongarmo-nos,
a ficar em bicos de pés
Para não as magoarmos.

Janusz Korczak

Janusz Korczak judeu polaco nasceu em Varsóvia, em julho de 1878 ou 1879, e foi assassinado em Treblinka, em agosto de 1942, foi médico, pediatra, pedagogo, escritor, autor infantil, publicista, activista social, oficial do Exército Polaco.

Korczak é considerado um dos pioneiros da corrente pedagógica atualmente designada como “educação moral” Inspirou-se na pedagogia de John Dewey, de Decroly, Montessori ou de pedagogos anteriores, tais como, Pestalozzi, Spencer e e Fröbel. A sua obra teria influência, 30 anos depois, na elaboração da Declaração dos Direitos da Criança.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Miúdos a Votos 2019 - livros vencedores

1º ciclo
2º ciclo

3º ciclo
Secundário

«Não Abras Este Livro», «Avozinha Gângster», «Harry Potter e a Pedra Filosofal» e «A Culpa é das Estrelas» foram os grandes vencedores eleitorais de «Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?» no ano de 2019


Ler mais aqui:

http://visao.sapo.pt/visaojunior/miudos-a-votos/2019-05-31-Miudos-a-Votos-2019-ja-sao-conhecidos-os-vencedores?fbclid=IwAR3-7Dh2P66mgqFhDXgsD6uMm2gmuYOBC6c37MzqX4IL1gQ4vGLXXd0pFzg

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Sítio web da Biblioteca - como o fazer?

Who is this Article For?
This article is designed to be an entry point for librarians, information professionals, and students thinking about their library’s web presence. While this article uses state library websites for examples and context, this paper is broad enough to apply to libraries of all shapes, sizes, audiences, resources, technical abilities, and budgets. It is meant to start a conversation in the library community about topics such as accessibility and user experience, and hopefully be a catalyst for positive change.

https://storage.ischool.syr.edu/media.ischool.syr.edu/2019_What_Makes_a_Good_Library_Website.pdf

quinta-feira, 9 de maio de 2019

sexta-feira, 26 de abril de 2019

VIVA O 25 DE ABRIL





Porque a educação é uma chatice para as chefias e classes governantes e não há nada pior do que um povo que escreve livros, que lê livros e viaja, curioso por querer saber mais, contactar com outras culturas e maneiras de ver o mundo, ansioso por viver mais e melhor, como se isso fosse possível — e é.

João André Costa, professor, 2019. A maior conquista de Abril? Educação. 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Madrid, Leer Iberamerica Lee - Junho de 2019

Logo





LEER IBEROAMERICA LEE
Encontro Profissional

J. Castilho, com o Instituto Emília de Formación (Dolores Prades e Inés Miret) e a Feira do Livro de Madrid, convidam a participar neste primeiro encontro LeerIberoaméricaLee. 
Mais uma vez vamos encarar, em tempos mundiais tão difíceis, os nossos desafios para formar leitores no mundo ibero-americano! Segue a primeira informação.

Nos reúne una realidad marcada en positivo —Iberoamérica Lee— desde donde hacer una lectura crítica, compartir espacios, experiencias, prioridades, así como generar un laboratorio de ideas en cooperación, en el marco representativo y movilizador de la Feria del Libro de Madrid 2019

Oradores de:
Língua portuguesa - Brasil, Portugal, Galiza (Espanha)
Língua castelhana - Espanha, México, Colômbia, Chile, Venezuela, Cuba
Língua catalã - Catalunha (Espanha)


terça-feira, 9 de abril de 2019

Semana da Leitura, onde está o leitor?


ONDE ESTÁ O WALLY? POR ONDE ANDA O LEITOR?
Semana da Leitura, desde 2006 a marcar calendário nas escolas portuguesas
Texto enviado para publicação na Blimunda, Março de 2019 - desafio de Andreia Brites



Em 2006, dois anos após a criação do Plano Nacional de Leitura por Resolução do Conselho de Ministros, formalizou-se a Semana da Leitura, a celebrar anualmente por todo o País, com iniciativas diversas, abrangendo o maior leque possível de leitores e não leitores – estes últimos encarados como potenciais leitores. Este ano, o PNL2027 promove de 11 a 15 de Março um programa [1] com o lema da Semana da Leitura 2019 - “Hoje leitor, amanhã leitor!”, e divulga atividades, envolvendo escolas, bibliotecas, universidades, livrarias, e outras entidades [2].
No entanto, e de modo fiel às orientações da Semana, não é raro encontrarmos “Semanas da Leitura” noutras datas, por conveniência dos planos de atividades das escolas e bibliotecas nelas empenhadas. O âmbito nacional da Semana da Leitura, e a sua presença em quase todas as escolas, é evidente e confirmado por estudos publicados em 2011 [3] e 2014 [4].
Os meninos e as meninas que em 2006 estavam a entrar no jardim de infância chegaram em 2019 à idade da cidadania plena: podem votar, pela primeira vez, neste ano. E podem ser eleitos, salvo para o posto de Presidente da República – esse, só depois de 2036…
Para cada um e cada uma destas pessoas, a Semana da Leitura faz parte do calendário, como uma rotina escolar. Em alguns casos, sai para fora dos muros da escola, mas sempre com uma dimensão fortemente associada aos estudantes do ensino não superior, aos livros, à literatura. Inclui atividades de formação, concursos, apresentações, tertúlias, debates.
Procura-se manter o carácter de celebração, da festa, da alegria de ler. Nem sempre se consegue que o prazer de ler seja nesses dias comum a cada sala de aula, a cada momento do programa. O envolvimento das famílias, de vizinhos e amigos, faz a diferença, tanto mais quanto ultrapassa os programas da “Semana da Leitura” e passa a ser presente no desenho de estratégias de mediação de leitura realizadas durante todo o ano
No décimo quarto ano, e nos seguintes, haverá que, sem desvalorizar o que se atingiu, ousar mais. Manter a festa, mas não esquecer o trabalho continuado que realmente consolida as competências leitoras e os hábitos de leitura, multidisciplinares do ponto de vista do curriculum, indissociáveis da escrita e da criação, em todas as crianças e jovens. Focar o olhar no leitor em crescimento, mesmo que ele não pareça visível no turbilhão de iniciativas. E manter o foco, mesmo nas idades em que se desvanece o cuidado com a aquisição de competências leitoras – não esquecer que ser leitor, saber ler, é um processo, de construção permanente.
Onde está o Wally? Que leitor é, quer ser, pode ser, em que pega para ler?  Na Semana da Leitura, certamente, mas, sobretudo, em todas as semanas e meses de cada ano de vida, dentro e fora das escolas e das bibliotecas.

Maria José Vitorino



[1] Programa disponível no sítio web do PNL2027. URL: http://pnl2027.gov.pt/np4/semanaleitura2019_apresentacao.html?subpag=semanaleitura2019_programa (acedido em 20190311)

[3] Costa, A. Firmino da, Pegado, Elsa, Ávil, Patrícia (2008). Avaliação do Plano Nacional de Leitura. Lisboa : GEPE. URL:http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/data/estudos/ficheiros/avaliacao_externa_5_anos_de_pnl_cies.pdf (acedido 20190321)

[4] Alçada, Isabel (2016) O Plano Nacional de Leitura: fundamentos e resultados. Alfragide : Caminho ISBN 978-972-21-2825-4. Texto disponível em URL https://run.unl.pt/bitstream/10362/18465/1/Tese%20M.%20Isabel%20Vilar.pdf


Em resposta a um desafio da Andreia Brites, aqui:

Blimunda # 82 - março de 2019 by on Scribd

domingo, 7 de abril de 2019

Biblioteca: a escolha certa

















Belo trabalho da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Leal da Câmara, sede do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, Rio de Mouro, Sintra, Portugal

Palavras omissas, e todavia bem presentes naquela biblioteca: cidadania, inclusão.