segunda-feira, 22 de maio de 2017

Atenta Inquietude: DAÍ ESTE MEU CANSAÇO


Por outro lado, sabemos e não é de agora que o chumbo, a retenção, não transforma o insucesso em sucesso, repetir só por repetir não produz sucesso, aliás gera mais insucesso conforme os estudos mostram quer se queira, quer não. Aquilo a que alguns chamam de “cultura de retenção” existe e marca de forma importante alguns dos discursos agora retratados.



Também sabemos que para promover mais sucesso e não empurrar os alunos para os anos seguintes sem nenhuma melhoria nas suas competências ou saberes é essencial promover e tornar acessíveis a alunos, professores e famílias apoios e recursos adequados e competentes de forma a evitar a última e genericamente ineficaz medida do chumbo.



Sabemos também que a escola pode e deve fazer a diferença, em muitas escolas isso acontece. Mas para que isto seja consistente e não localizado também sabemos que o sucesso se constrói identificando e prevenindo dificuldades de forma precoce, com a definição de currículos adequados, com a estruturação de dispositivos de apoio eficazes, competentes e suficientes a alunos e professores, com a definição de políticas educativas que sustentem um quadro normativo simples e coerente e modelos adequados e reais de autonomia, organização e funcionamento das escolas, com a definição de objectivos de curto e médio prazo, com a valorização do trabalho dos professores, com práticas de diferenciação e expectativas positivas face ao trabalho e face aos alunos, com melhores níveis de trabalho cooperativo e tutorial, quer para professores quer para alunos, etc.



Sabemos tudo isto. Nada é novo.
Só falta um pequeno passo.

Construir para todos os miúdos trajectórias de sucesso. Não, não é uma utopia. Tal como o insucesso não é uma fatalidade do destino. (citando o José Morgado, no blog abaixo referido)



Atenta Inquietude: DAÍ ESTE MEU CANSAÇO: É apresentado hoje um estudo da associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social realizado em parceria com Fórum das Políticas Públicas ...

Coisas que gosto de partilhar: Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa

Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa
Fica aqui um filme realizado no âmbito da disciplina de Comunicação e Linguagem. A letra do poema "Amar pelos dois" foi adaptada para a linguagem alternativa. Espero que gostem



Coisas que gosto de partilhar: Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa

domingo, 14 de maio de 2017

Arte e Literatura, essenciais para a democracia - porquê?



Um belo artigo de 2017, de uma fonte estranha : World Economic Forum

Destaco uma pequena parte. A foto não é da mesma fonte, mas daqui.

Everybody raise their hand
Silence, it is said, implies complicity. But that’s only half the story. Silence also confirms oppression, because the ability to speak out is too often a luxury of the privileged. 
The aggressive populism we see today seems to be a testament to people refusing to be silent - and rightly so. Our societies have largely failed to provide equally for all, and technology now gives us new avenues through which to be heard, and with which to rebel against repressive ideas and structures. New leaders have latched onto that and now seek to speak for us, even though many of them are rallying us crudely around fear and mistrust. 
But there is hope where there is life, even such as it is now. Because it reveals potential. This is where, counterintuitively, literature and creative writing come in. 
In 1969, Lee Kuan Yew, the president of Singapore, famously said: “Poetry is a luxury we cannot afford. What is important for pupils is not literature, but a philosophy for life.” In this, the founding father of that impressive small nation was wrong. A philosophy for life is precisely what literature teaches us. 
You need only open a book, from oldest scripture to contemporary novels. Moses refused to be enslaved, Odysseus spoke truth to power, Atticus Finch did not compromise justice, and Hermione Granger showed us how things are done. Plato imagined a just nation, Thomas Paine proved the importance of universal human rights, and John Stuart Mill empowered the individual and revealed the necessity of freedom of expression. 
It’s all there on paper and in the ether. The self and society, tragedy and triumph, right and wrong, values and ideals - Lee Kuan Yew’s philosophies for life are easily accessible through bookshops, libraries, and the internet. 
Yet while it’s conventional that wisdom exists in literature, creative writing has always been seen as more rarefied or intimidating. It has been celebrated as personally palliative, yes, but it’s never been considered a method to increase participation in society. After all, what good is composing poetry and writing stories when you need a job, or a nation must be founded, or a war has to be won, or cancer is ravaging the bodies both human and politic? 
But creative writing can be anyone’s best training for speaking out - and if you’ve ever read novels, heard scripture, watched movies or TV, listened to songs, or learned folklore, then you’ve been studying your entire life how storytelling works. By applying your hand at creating it, you are not just attempting art, you are learning vital skills and life lessons. 
Fiction teaches us about characters and empathy, plot and consequences, and the value of nuance to truth. Poetry teaches us how to distil language, value silence, and understand metaphor. Non-fiction (which certainly includes journalism) teaches us accountability to facts, critical thinking about the systems in society, and the importance of getting out into the world to listen to others. These are but a few of the skills one learns from writing creatively. 
Are those life lessons not vital to democracy? To have a voice is to have a vote. To have a vote is to be represented in society. To represent ourselves clearly and confidently empowers us citizens to air our own concerns and our community’s grievances, to be accountable for ourselves, and to demand the accountability of our leaders. If we are not trained to articulate our arguments properly, we will never be heard legitimately, and we can be ignored too conveniently.


EWN - Eyewitness News — Here’s why art and literature are vital to democracy

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Promoting a culture of reading, Hub - THE BUSINESS TIMES

Achais que um melhor futuro se compra apenas com tecnologia?

Desenganai-vos...



BT_20161118_FKCSCHEN18_2603460.jpg


"The school had a computer lab and a multimedia lab, but when they unlocked the door to the library, it was a room that is uncomfortable, not welcoming and badly stocked. There was nothing of interest to children," he said during the keynote interview at the Credit Suisse Philanthropists Forum 2016.
Wanting to address the situation, he sent out a request for proposals, and received one from a retired teacher who offered to restock the library. When the new books arrived, students queued to get a chance to read the new materials.
He described this experience as a "light bulb" moment. "If this was happening at this school in one of the best districts in China, then this is potentially a national issue we could tackle."


Promoting a culture of reading, Hub - THE BUSINESS TIMES

Brasil - MEC estuda mudar o PNBE: uma análise



Crianças manuseiam livros em escola em Goiânia | © Ascom / FNDE

As bibliotecas, se não forem os locais da diversidade, do estímulo à curiosidade e ao espírito crítico simplesmente não são bibliotecas. São maquininhas de censura e castração.


A ler!

MEC estuda mudar o PNBE: uma análise | PublishNews

quinta-feira, 11 de maio de 2017

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Livrios de imagens perfeitos para ler em voz alta

adult reading to a child in the library

Bibliotecas públicas ao serviço da leitura e das pessoas reais podem ter estratégias simples e eficazes, que importa partilhar. Nas escolas, muito podemos beneficiar deste conhecimento em circulação.
Um exemplo singelo porém significativo: seleção de 10 títulos de livros de imagens para ler em voz alta, no fundo. Estas recomendações de leitura fazem parte de uma série de contributos de diferentes autores/leitores, publicados regularmente pela biblioteca. 

Canadá, Biblioteca Pública de Toronto, 2017

Programa Growing a reader.



Ler mais aqui:

Canada 150: Wonderful Picture Books that are Perfect for Reading Aloud - Growing a Reader: Kids' Books, Tips and More

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

 
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos." 
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". 
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."




ALFIN 



Literacia Informacional não trata de saber lidar com ambientes digitais, mas com competências de produção de pensamento crítico, pesquisa, descoberta, transformação e criação de informação. Neste caso sobre o que somos e queremos ser, matéria da História e das Ciências Humanas, que todos os dias descobrimos serem saberes essenciais no século XXI, tal como as artes da comunicação e da expressão. Para saber mais, leiam a reportagem, publicada hoje, 100 anos depois da Revolução de Outubro, muitos mais depois de 1441, quando se inicia o comércio de escravos por mãos porturguesas, e de  outros factos significativos, se os soubermos descobrir, ler e interpretar.




Reportagem - Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

domingo, 30 de abril de 2017

A Voz do Operário discutiu “perfil dos alunos para o século XXI”

 
"Por último, tratando-se de um perfil que valoriza o
local e a participação, existem desafios em relação à
produção de meios didáticos - a começar pelos livros escolares.
A experiência nas escolas de A Voz revela que a
aquisição anual de livros escolares com a lógica de um
livro/uma criança não é necessário, nem é desejável.
Considera-se que a autonomia das crianças começa com
a conceção do seu plano de aprendizagem como fruto da
interação com as outras crianças e os adultos imediatamente
implicados e não depende de um fornecedor de
conteúdos à distância."

Isto da "frente digital" na educação tem de ser pensado de cabo a rabo, que é como quem diz dos princípios gerais e dos curriculum aos programas, aos manuais e às condições quotidinas das escolas, como tudo o resto, criticamente e evitando deslumbramentos e cansaços.



Vale mesmo a pena ler o parecer todo da Voz do Operário, assinado por Pascal Paulus e publicado na página 4 do Jornal desta escola centenária de Lisboa.



JornalAbril2017.pdf

Instrumentos digitais para aprender fazendo... em digital

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