


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain
Reunir e poder voltar a ler materiais sobre ALFIN - Alfabetización Informacional, Literacia da Informação, Information Literacy. Desde 2008 To gather for later reading (again) materials on IL issues. Since 2008
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos."
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno".
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."

"Por último, tratando-se de um perfil que valoriza o
local e a participação, existem desafios em relação à
produção de meios didáticos - a começar pelos livros escolares.
A experiência nas escolas de A Voz revela que a
aquisição anual de livros escolares com a lógica de um
livro/uma criança não é necessário, nem é desejável.
Considera-se que a autonomia das crianças começa com
a conceção do seu plano de aprendizagem como fruto da
interação com as outras crianças e os adultos imediatamente
implicados e não depende de um fornecedor de
conteúdos à distância."
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28. Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.
A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o acompanhamento.
Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes.
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores.
Ora, uma medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.



Esse pensar o futuro é mais para as instituições e empresas ou é também pensar o futuro para os jovens?Elas são complementares. Aquilo a que se podia chamar uma espécie de revolução 4.0 é algo que vai afetar muito as empresas que vão ter de investir e utilizar processos, equipamentos, procedimentos que são diferentes daqueles que utilizam hoje, mas também para a administração pública. Não podemos confinar o processo da digitalização às empresas, temos de alargar a todos os setores da sociedade e designadamente em tudo o que sejam serviços públicos de relação com o público, a educação, a saúde, a justiça, a segurança social. Esta questão da digitalização é algo que vai tocar a todos.
Este processo está mais avançado no ensino do que nas empresas?As empresas têm muito trabalho feito. Vamos ter no primeiro painel de sexta-feira um representante da Ernest & Young, Miguel Fernandes, que coordenou um projeto de digitalização das empresas, com Portugal, EUA, Índia e Inglaterra. Houve redes de interação sobre esta matéria com experiências de vários setores, e esse processo nas empresas, em alguns setores, está muito avançado. Agora, está muito longe daquilo que se perspetiva, e não é só na área da digitalização como o processo industrial que é a robotização, as impressoras 3D. O que importa é expandi-las, fazer uma espécie de consolidação deste processo, e julgo que as instituições de educação têm muito ainda a fazer. O sistema de ensino e aprendizagem, a sala de aula, a organização da sala de aula, o relacionamento professor-estudante, o relacionamento entre estudantes e o conhecimento estão a alterar-se. Isto é um processo imparável, querer parar isto é como querer parar o vento com as mãos. A ideia que tenho é que a alteração nas escolas vai-se fazer muito por ação dos alunos. Os miúdos têm os tablets como nós temos o lápis, eles convivem com isto desde que nascem. Portanto, o processo vai ser mais ou menos rápido, mas tem de ser escola a escola.
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