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domingo, 19 de junho de 2016
Educadora de 83 anos defende mudança radical no ensino
Léa Fagundes, Brasil:

É importante destacar que a questão não é aprender a mexer no equipamento, nem aprender conteúdo de sala de aula no computador, é o aluno programando, pesquisando, isso exige um currículo totalmente novo. O currículo, que a gente luta para transformar, tem de ser interdisciplinar e não precisa ser sequencial. Por exemplo, quando o aluno chega para o professor e diz que tem curiosidade de aprender determinado tema, e o professor responde que não pode, porque o conteúdo é do próximo ano, isso prejudica o aprendizado. O aluno tem que ter curiosidade no que é ensinado, por isso o problema apresentado tem de ser instigante, interessante. Os alunos surpreendem a gente.
Educadora de 83 anos defende mudança radical no ensino
Assistente de Redação - Ensina as crianças a escrever letras, alfabetos, números e palavras na App Store

Descrito para menores de 5 anos, pode ser usado por gente mais velha. Mesmo em férias escolares, desde que tenha iPhone, iPad ou iTouch com IOS 7.1 ou posterior. Infelizmente, não serve em Android. Em inglês.
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Aprender a escrever nunca foi tão divertido!
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• Letras maiúsculas e minúsculas, números e palavras
• É divertido escrever usando mais de 50 figurinhas animadas, efeitos sonoros e jogos interativos que animam as letras ao terminar de escrever
• 5 fontes disponíveis
• Capacidade para criar a sua própria lista de palavras (e gravar um áudio para cada palavra)
• Totalmente personalizável para atender às necessidades de cada criança (tamanho da letra, dificuldade,…)
• Verificação do progresso graças a relatórios que exibem as linhas feitas pela criança
• Atividade de rastreamento de formas para bebê.
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Assistente de Redação - Ensina as crianças a escrever letras, alfabetos, números e palavras na App StoreUma boa sugestão das selecionadas pela RBE e divulgadas aqui. APPS PARA A EDUCAÇÃO
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Contratos de associação: a etapa seguinte

Impressiona-me o número de livros em casa. MENOS de 25 livros em 29% das famílias do ensino privado, em mais de um terço das famílias do ensino público... 25 livros: 2 livros por mês, num ano!
A escola é a casa do conhecimento da democracia - garantindo acesso a todas as crianças à leitura e ao seu desenvolvimento, pela prática continuada do seu exercício. As bibliotecas escolares e as bibliotecas públicas são a uma garantia de verdade nessa condição.
Interessante seria considerar este indicador na análise - confrontando as coleções das bibliotecas escolares no ensino público e no ensino privado, e livros em casa em ambos os casos, e cruzando com a oferta das bibliotecas públicas na área.
"se é legítimo que as escolas privadas selecionem os seus alunos, de modo a poderem disputar lugares nos rankings (imperativo da sobrevivência e do lucro, a competição está-lhes no sangue, faz parte da sua natureza e do seu «modo de vida»), já em relação aos colégios com contrato de associação não é suposto que tal aconteça, uma vez que estes estão vinculados à prossecução de desígnios da escola pública. Se durante muito tempo a carência de oferta da rede pública relaxou os necessários mecanismos de escrutínio estatal destes colégios, impõe-se que tal não continue a suceder.
Ou seja, para que cumpram efetivamente os seus compromissos com o Estado, aos colégios privados com contrato de associação não basta não serem redundantes em termos de oferta de rede. É preciso que cumpram também (como alguns de resto fazem, exemplarmente) princípios essenciais das políticas públicas de educação: sentido de rede e de contexto, cooperação, igualdade no acesso, fomento da mobilidade social e da igualdade de oportunidades para todos. É esse o passo que importa agora dar, uma vez resolvida a questão das redundâncias."
Ladrões de Bicicletas: Contratos de associação: a etapa seguinte
quinta-feira, 16 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
Ensino do Português em França - promessas em Paris
“O facto de termos o Presidente da República de França a afirmar que a integração do português na estrutura curricular do sistema de ensino é um objectivo nacional revela a importância com que o tema está a ser tratado”, disse Carneiro, reforçando que se trata de “uma língua estratégica para a França, por ser a terceira língua mais falada no mundo e a primeira no hemisfério sul”. O assunto, revelou o secretário de Estado, foi uma das questões discutidas pelo primeiro-ministro com o seu homólogo francês e o eco que teve do chefe de Estado pode ser um prenúncio que o dossier pode ser fechado em breve, com a celebração de um acordo bilateral. Talvez mesmo na visita que o Presidente francês fará a Portugal em Julho, mas isso ninguém quer ainda garantir.
A elite portuguesa em Paris e o Presidente Hollande aplaudiram as gardiennes - PÚBLICO
Criatividade e burocracia são inconciliáveis
"Tom Peters um dos "gurus" destes novos tempos que estamos vivendo, mostra-nos no gráfico abaixo que depois da sociedade ou era da informação em que estamos vivendo (também conhecida como pós-industrial), ingressamos na sociedade das idéias e da criatividade. Aliás, em 1998, quando Alvin Tofler esteve no Brasil ele já se referia a esse nome: sociedade da criatividade.
Esta nova sociedade, onde o poder deslocou-se das mãos dos proprietários das empresas e da produção em grande escala, de bens materiais para a produção de bens imateriais, isto é, símbolos, valores, serviços, informações, design, estética, passa a exigir cada vez mais, nos poucos postos de trabalho que ela irá criar, algo chamado inovação que depende da criatividade.
Segundo o conhecido sociólogo Domenico de Masi, o tempo livre cresce em todo o mundo de forma extraordinária. Segundo ele, um jovem de 20 anos que cursa hoje uma faculdade e tem diante de si pelo menos 60 anos de vida, isto corresponde a 550 mil horas. Se esse jovem trabalhar dos 20 aos 60 anos (40 anos), portanto duas mil horas por ano, isto significa que ele vai trabalhar 80 mil horas durante 40 anos. Assim um jovem de 20 anos tem diante de si uma perspectiva de 530 mil horas de vida e apenas 80 mil de trabalho.
Se ele gastar 220 mil horas com aquilo que os ingleses chamam de "cuidados com o corpo" (dormir, comer, tomar banho), ele terá ainda 203 mil horas de tempo livre.
Infelizmente o que estamos vendo na escola de hoje é que ela se preocupa apenas com as 80 mil horas de trabalho, educando apenas para 1/7 de vida e nada para esse enorme tempo livre.
O que sentimos é que nenhuma escola diante desse quadro irreversível nem se preocupa em preparar os alunos para escolher um bom filme, um bom livro, viver bem com os amigos e as demais pessoas, gerir uma família, ser um bom cidadão, isto porque, segundo o modelo americano ao qual estamos presos ainda, só será feliz aquele que trabalhar bem."
A Educação para o Ócio e a Criatividade - (notas de conferência para professores de ensino médio)
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