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sábado, 9 de fevereiro de 2019

LER+ DÁ SAÚDE - PNL2027!

Ler+ dá Saúde

O Plano Nacional de Leitura 2027, a Direção Geral de Saúde, a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e a Associação de Medicina Geral e Familiar assinaram ontem, 7 de fevereiro, o Protocolo para a implementação e o desenvolvimento do Programa Ler+ dá Saúde.
Este programa tem por principal objetivo promover a literacia e a saúde dos mais jovens através do aconselhamento, por médicos e enfermeiros, da leitura em família e da sua prática regular com as crianças entre os 0 e os 6 anos, entendendo esta prática como fundamental a um crescimento saudável e integral.
De notar o envolvimento dos parceiros, integrando ainda a Fundação Aga Khan, e a formação prevista para profissionais de saúde, a cargo da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.

Ler mais aqui:
http://pnl2027.gov.pt/np4/ler+dasaude.html?fbclid=IwAR20hrD-3spno7AHl_SVNDmKIGXow3ztwX2-YA4P83S_hxnoOgg0FO1NaRM

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Recuperar atrasos


"(...) Em 1878, um século após Pombal, quatro quintos - quatro quintos! - da população portuguesa não sabe ler nem escrever. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: em 1881 o número de analfabetos na Suécia cifrava-se em 0,4 %. Em 1881 ! Pela mesma época, a Alemanha apresentava 0, 51 % ; a Inglaterra e a Escócia, 1% ; a Noruega, 0,08 %; e a Dinamarca, 0, 36 %.
Em 2011 - 2011 !! - a taxa de analfabetismo em Portugal é ainda de uns arrepiantes 9 %, o que corresponde a quase um milhão de cidadãos. Dez vezes mais do que a Europa desenvolvida no final do século XIX !!
O ensino primário obrigatório foi instituído na Prússia de Frederico I em 1717. Em França, foi a Revolução Francesa que instituiu a educação obrigatória e universal em 1791. (...) Nas colónias americanas de Nova Inglaterra, o ensino era obrigatório desde 1642 alargando-se, gradualmente, após a independência em 1776 aos territórios que passaram a compor os Estados Unidos.(...)
Em Portugal, os quatro anos de ensino primário obrigatório e universal são instituídos em 1960 !! (...)
Em educação o atraso de séculos não se recupera em anos."
in "Matemática em Portugal - Uma questão de educação", de Jorge Buescu (2012)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Professores, irmãos na criação de gente melhor



Entraram os alunos do meu país, por esta altura do ano, em época de exames e matrículas, e em época de férias - ambas afetando rotinas pessoais e familiares com alterações de monta.

Estão os professores do meu país nestes dias em greve, num ato simultaneamente de luta e de invenção de momentos de convívio democrático entre profissionais, incluindo organização de fundos de greve em cada escola, a escuta entre si de posições diferentes, razões e argumentos, harmonizando reuniões e rotinas, o que não é, de todo, de somenos importância. Para quem trabalha, e para quem educa - também educamos pelo exemplo, como se sabe.
Vão os professores do meu país saber, no próximo dia 6 de julho, os resultados de um estudo sobre o desgaste na profissão docente, apresentado em Lisboa - ver aqui

Com estes dias, e outras coisas, na ideia, e vagabundando por bibliotecas, salta-me para as mãos um  título notável de 1966, Educação Estética e Ensino Escolar, voluminho publicado pela Europa-América com prefácio de Delfim Santos e contributos inestimáveis de João dos Santos, Nikias Skapinakis, João de Freitas Branco Luis Francisco Rebelo e Rui Grácio.

A leitura abre-nos sempre janelas e veredas...
Em algumas das páginas deste título notável, embora hoje difícil de encontrar, mesmo em bibliotecas e desaparecido das livrarias há muitas décadas, Rui Grácio refere os professores, e como sempre são sábias as suas palavras
"Não se pode pôr o problema do ensino escamoteando o da preparação dos professores. Todos sentimos a necessidade de que seja revista a qualidade da preparação cientifica e reforçada a preparação psiopedagógica dos professores, não havendo razão alguma para isentar dela aqueles a quem injustamente se atribui menor responsabilidade educativa, tais os professores das denominadas "disciplinas auxiliares". Como se a eficácia da função educativa dependesse mais da natureza da matéria ministrada o que da forma como ela é aprendida, da personalidade do professor e do teor das relações que se estabelecem com o corpo discente!
(...)
Formar professores e apoiar depois a sua atualização pedagógica e científica de forma a que, diplomados não fiquem entregues apenas a si mesmos, tal como hoje acontece à maioria deles: desamparados de uma autêntica orientação pedagógica oficial, pois o serviços mal parecem chegar ao expediente administrativo; carecidos ainda do apoio que poderia dar-lhes uma Sociedade de Estudos Pedagógicos que já houve e que agora não há. Por outro lad, e finalmente, também não existem adequadas formas de convívio profissional dentro dos próprios estabelecimentos de ensino.
Dir-sei a que entre nós prevalece a cândida convicção, quando não é sofisma, de que "magister non fit, sed nascitiur". Ora, se de algum modo o professor nasce, todavia ele faz-se. E nunca pode considerar-se feito. Mas não há praticamente nenhuma forma eficaz de assegurar que os inexperientes se enriqueçam com a experiência dos experimentados, e que o eventual ancilosamento dos experimentados no cepticismo e na rotina beneficie do ímpeto entusiástico de quem começa; nenhuma forma de garantir que a juventude perene de velhos professores possa abalar a renúncia precoce de colegas mais novos, enrolados com íntima alegria ou doce resignação o invejado hino de uma situação assegurada para todo o sempre. A clarividência de alguns, de entre os melhores, leva-o a aproar a outros rumos profissionais ou, se ficam, a buscar refúgio e compensação num carreira intelectual, confessando, como se ouve às vezes confessar com  alegria matizada de amargura, a íntima satisfação de se sentirem cada vez menos professores.
Queremos fazer das crianças, dos adolescentes, homens sensíveis aos valores da cultura e do espírito, capazes, nomeadamente, das intensas alegrias da arte. Homens sensíveis à beleza, oficiais de qualquer ofício que se não demitam, todavia, da sua responsabilidade de cidadãos. Pois que temos também por alvo uma formação moral genuína, baseada na prospecção curricular de TODAS as aptidões, na sua mobilização em tarefas escolares livremente aceites, exaltantes pelo inconformismo, pela criatividade e pela cooperação, pois não há educação verdadeira num atmosfera de egoísmo, rotina e coacção"
Estamos sempre a tempo, irmãos professores...
Como escreveu João dos Santos
“A minha convicção é de que as equipas só existem de facto, e só se tornam eficientes, se um objectivo pedagógico muito concreto for constantemente posto à discussão e elaborado por todos. Devo dizer que certas pessoas reagiram muito desfavoravelmente à proposta de discutirmos qual o núcleo de ideias dinamizadoras e o objectivo educativo das equipas, tomando-a por uma crítica às intenções e aos resultados obtidos. Não é a primeira vez que noto entre nós reacções deste tipo, ao apelo para uma reflexão sobre os meios e os fins de cada grupo de trabalho. Curiosa esta sensibilidade dos Portugueses ao apelo para a reflexão em conjunto!” [ver aqui ]

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Sociedade e Educação nos Tempos do Neo-Realismo

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COLÓQUIO
Integrado na Exposição “Miúdos, a vida às mãos cheias – A infância do Neo-Realismo português”, decorrerá no próximo dia 12 de maio, pelas 10h00, e até às 18h00, no Museu do Neo-Realismo, o Colóquio “Sociedade e Educação nos Tempos do Neo-Realismo” (Programa em anexo).
O Colóquio conta com as presenças Justino Magalhães, Áurea Adão, João Amado, David Tavares, Lúcia Serralheiro, Óscar Ferreira e Ana Pessoa e será seguido de visita guiada à Exposição pelas Curadoras, Violante F. Magalhães e Carina Infante do Carmo.
Aberto ao público em geral, limitado à lotação da sala.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

As mulheres ciganas estão a fazer a sua pequena revolução


A escola? Fez a diferença, faz parte do que ajuda a fazer a diferença. Para melhor!


A família de Olga era uma excepção. O pai, fervoroso adepto de futebol, lamentava não conseguir ler o jornal A Bola. E queria que o filho e as filhas aprendessem a ler, a escrever e a contar. Eram os únicos ciganos daquela escola. Quase não havia ciganos nas escolas portuguesas. A esmagadora maioria não podia permanecer mais do que 24 horas num sítio, andava de terra em terra a ler a sina, a vender tapetes, cobertores, atoalhados, peças de tecido e outros produtos, a fazer pequenos trabalho

As mulheres ciganas estão a fazer a sua pequena revolução | Reportagem | PÚBLICO

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

BAD Bibliotecas Escolares. Lisboa, 4 e 5.01.1996


Comissão Organizadora:
Presidente. António José de Pina Falcão. Presidente da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas  
Alda Vicente. Biblioteca do INETE – Lisboa. Ana Maria Pessoa. Escola Superior de Educação de Setúbal. Lúcia Branco. Escola Secundária Quinta do Marquês – Oeiras. Maria José Malo. Escola Básica 2/3 de Soure. Maria José Vitorino. Escola Preparatória de Vila Franca de Xira. Maria Lucília Santos. Escola Básica 2/3 de Avelar. Maria Rosa Nogueira da Costa. Instituto de Apoio à Criança – Núcleo de Coimbra. Natália Caseiro. Escola Secundária Domingos Sequeira – Leiria

"Haverá que destacar a diversidade e a riqueza das intervenções que aqui tivemos, alguns pontos que surgiram recorrentemente, em quase todas as sessões realizadas:

  • Urgência de um investimento sério neste campo, por parte dos poderes públicos, com medidas concertadas e coerentes, permitindo o desenvolvimento de dinâmicas flexíveis mas providas de meios e apoios mínimos, para que se ultrapasse o horizonte do efémero e se construam reais recursos educativos;
  • Importância dos recursos humanos e, em especial, da sua formação adequada;
  • Necessidade de mobilidades ajustadas a cada realidade local, promovendo diferentes formas de cooperação e rentabilização dos recursos existentes;
  • Consciência de que este tipo de intervenção nos domínios da leitura e do sistema educativo é sempre tão importante quanto polémico, precisamente porque não é inócuo."
Ler mais aqui (incluindo as famosas Cartas de Direitos). 22 anos depois...
1º Encontro Nacional sobre Documentação e Informação na Escola: Bibliotecas, Mediatecas e Centros de Recursos | Eventos BAD

O Encontro, com mais de 600 participantes, realizou-se na Fundação Calouste Gulbenkian, envolvendo diversas salas e auditórios, terminou no dia 5 de Janeiro de 1996, e foi organizado durante 1993 e 1994, com grande empenho de todos os funcionários da BAD e apoio da Direção da Associação e dos seus associados de todo o País. Parte das comunicações foi publicada nos Cadernos BAD.

O Grupo de Trabalho, coordenado por Isabel Alçada, responsável pelo relatório  Lançar a Rede (...), de que resultaria a criação do programa RBE Rede de Bibliotecas Escolares, foi  criado pelos despachos conjuntos n.o 43/ME/MC/95 de 29 de Dezembro e n.o 5/ME/MC/96, de 9 de Janeiro.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Grupo de partida : 73 escolas

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73 escolas selecionadas, de todo o País, que terão apoio para um plano de ação de 2 anos, até 2019.




O aLer+ 2027, iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) e da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), destina-se a apoiar escolas que pretendam desenvolver um ambiente integral de leitura, centrado na melhoria da compreensão leitora e no prazer de ler, tendo por base novas estratégias e práticas, não só em contextos formais de aprendizagem, mas, também, noutros contextos de socialização da leitura, digitais, não formais e informais.




A fase zero do aLer+ 2027 partiu da identificação, com base em critérios pré-definidos, de um conjunto de agrupamentos/ escolas não agrupadas que se constituiu como grupo de partida para esta nova etapa do Programa.




De forma a prosseguir a sua execução, é solicitado às escolas sede dos agrupamentos/ escolas não agrupadas selecionadas, que submetam, até 22 de janeiro de 2018, no SIPNL, um Plano de Ação que, excecionalmente, terá uma duração de 2 anos: 2017-18 e 2018-19. 



aLer+ 2027 | projeto - Blogue RBE

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Urgente: mudar a escola. Prioridade: função cultural



Ariana Cosme Rui Trindade são duas vozes de respeito, e que muito estimo. Fazem-nos muita falta vozes e pensamentos como os deles.

São consultores de um projeto em curso em 236 escolas portuguesas, públicas e privadas, de flexibilização curricular, que importa acompanhar .

Há dois dias (5-2-207), deram uma entrevista deveras interessante

E: Esta flexibilidade curricular vem, de alguma forma, ao encontro do que os alunos querem, das suas expectativas e necessidades? AC: Das expectativas não sei, das necessidades sim. Os alunos precisam que a escola mude, que se torne mais interessante, mais desafiante.  
Rui Trindade (RT): E que possam ser objeto de reflexão, porque o problema é que as pessoas, muitas vezes, funcionam basicamente em torno dos manuais da sua disciplina. No momento em que é preciso pensar as coisas do ponto de vista interdisciplinar, das questões da contextualização, espera-se que os alunos sejam tidos em conta. Espera-se que também possam ter alguma margem de manobra. 
Não se trata propriamente daquela conversa de responder às necessidades e interesses dos meninos, porque, muitas vezes, a necessidade é criar outros interesses e outras necessidades, mas é preciso ter em linha de conta aquilo que eles são, aquilo que eles sabem, e também aquilo que se espera que eles possam vir a ser.  
Fonte:Os alunos precisam que a escola mudehttps://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=128832

Dez anos antes (2007), alertaram:
"É partindo deste ponto de vista que importa enfrentar, então, um dos graves equívocos que a ambiguidade de algumas das perspectivas mais emblemáticas sobre a função social da escolaridade pública tem vindo a alimentar. O equívoco em função do qual se tende a desvalorizar a função cultural da Escola face à sua função social, como se no caso da instituição escolar a possibilidade da segunda se concretizar não dependesse, antes de tudo o mais, da possibilidade de afirmação da primeira. Trata-se de um equívoco que é sustentado pelo facto de não se ser capaz de compreender que o principal objectivo da instituição escolar é o de estimular, apoiar e contribuir para a apropriação do património cultural, sobretudo o património que tem vindo a ser construído sob a égide das diferentes áreas do saber, proporcionando, assim, às gerações mais jovens a posse de instrumentos e dispositivos de mediação que lhes permitam afirmar-se como cidadãos do mundo. Uma finalidade que só é exequível se a apropriação desse património constituir uma oportunidade de descobrir os outros e a importância dos outros, quer como interlocutores exigentes quer como cúmplices solidários, dos quais depende, inevitavelmente, tanto aquela apropriação como o seu contributo para o desenvolvimento pessoal e social de cada um daqueles que se encontra envolvido num tal processo. 
Os professores, neste sentido, perdem a centralidade de um estatuto que há muito deixaram de ter para adquirirem uma importância pedagógica, de algum modo inédita, e da qual tanto necessitam, eles, os seus alunos e as próprias escolas. Significa isto que, do ponto de vista dos docentes, o seu trabalho mais do que ampliar-se deverá complexificar-se, o que, se por um lado, obriga cada professor a transitar do paradigma do instrutor para o de mediador de situações de aprendizagem - enquanto interlocutor cultural e pedagogicamente qualificado que é; não pode, por outro, justificar que os professores assumam outras tarefas, como por exemplo as de um educador social ou de um animador sócio--cultural, as quais lhes são estranhas tanto no que diz respeito às suas finalidades como à assunção das responsabilidades pela execução das mesmas. 
As responsabilidades sociais dos professores definem-se assim e prioritariamente, no que ao exercício da profissão diz respeito, pelas suas responsabilidades pedagógicas, entendidas como uma componente decisiva que permite identificar as suas responsabilidades educativas mais amplas. Responsabilidades essas que, hoje, obrigam os professores a permanecer mais tempo nas escolas, para além do tempo que dedicam ao trabalho na sala de aula, de forma a terem momentos que possam disponibilizar para o atendimento aos alunos e aos respectivos encarregados de educação, a reconstruírem e a reformularem os projectos curriculares das turmas onde leccionam, a analisarem colegialmente intervenções educativas de carácter interdisciplinar ou a definirem, monitorizarem e avaliarem projectos de acção pedagógica tendentes quer a superar as dificuldades de aprendizagem ou a responder às especificidades cognitivas e culturais dos seus alunos quer a definir situações capazes de mobilizar o esforço e o investimento destes mesmos alunos, implicando-os no desenvolvimento de projectos que se afirmem pelo seu potencial educativo. Responsabilidades que passam, igualmente, quer pelo seu envolvimento em actividades de formação relacionadas com os desafios e as vicissitudes dos quotidianos escolares ou com a sua valorização profissional quer pela assunção de actividades do foro institucional relacionadas com assessorias várias, a participação em observatórios focalizados no estudo de problemas que justifiquem intervenções de fundo, a participação em projectos de avaliação relacionados com os contextos de trabalho e, entre outras actividades possíveis, a participação em acções conducentes ao desenvolvimento de trabalhos em parceria com outros actores e instâncias locais."

Fonte:https://terrear.blogspot.pt/2007/01/tem-palavra-rui-trindade-e-ariana-cosme.html

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cantinas escolares - a próxima geração cresce a cada garfada. E pode crescer bem melhor!

Imagem de refeição num colégio privado (Braga) - créditos desconhecidos - daqui http://alfarrabio.di.uminho.pt/teresiano/anos_ant/2004_05/esp/cantina_pre.jpg
 O problema em si, ao que parece, não é apenas o custo da refeição. Conheço algumas escolas que mantiveram os seus refeitórios e conseguem praticar os mesmos valores com qualidade e quantidade muito superiores. Como é isto possível? É que a escola só tem de se preocupar com os alunos e, ao contrário da escola, a empresa tem de tirar uma margem de lucro em cada refeição que fornece – adivinhe-se à custa de quem. 
Em primeiro lugar, à custa dos direitos laborais das suas trabalhadoras, que são precárias, mal pagas e despedidas em julho. Em segundo lugar, à custa da qualidade e quantidade dos produtos fornecidos. No final, quem perde são os miúdos. Em qualidade de vida, como explicou a Ordem dos Nutricionistas, e em hábitos alimentares que serão essenciais para se manterem saudáveis o resto da vida. Como noutras matérias, o que se quer poupar na escola acabará por se gastar no Serviço Nacional de Saúde. 
Também não há mistério na solução. Em 2008, a presidente do conselho executivo de uma escola do Porto fez declarações públicas sobre as cantinas concessionadas: “Quando tínhamos a nossa cozinheira, a cantina estava cheia, a comida apresentava outra qualidade e podíamos organizar uma série de atividades de educação alimentar.” Em 2016, a ASAE fechou uma cantina e instaurou 28 processos de contraordenação. Na sequência disso, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) fez um comunicado em que dizia que “as refeições nas escolas devem ser produzidas nas próprias escolas com alimentos comprados com recursos públicos, produzidos por agricultores locais”.
Joana Mortágua, 08/11/2017


Frango cru (ou o balanço da concessão das cantinas escolares)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Livro Livre - FOLIO EDUCA 2017



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Os meninos de amanhã / Vão aprender num mundo novo / Com a estrela da manhã / A iluminar o bem do povo 
E nos bancos da escola / Ouvirão contar / Quantas lutas se travaram / Para a vida mudar.
José Mário Branco, Elogio do revolucionário, in A Mãe, Bertolt Brechtespetáculo d'A Comuna Teatro de Pesquisa (1977)

Livro Livre
Oficina de mediação de leitura FOLIO EDUCA
Francisco Bairrão Ruivo, Danuta Wojciechowska 

Em 2017, 100 anos depois da Revolução de Outubro na Rússia, o tema do FOLIO Festival Internacional Literário de Óbidos é "Revoluções, Revoltas, Rebeldias". 

O FOLIO EDUCA integra-o na sua programação - Seminário Internacional, Tertúlias, Sessões de Cinema, Exposições e Oficinas de Mediação de Leitura para públicos escolares.
Uma das oficinas dinamizados como projeto de co-criação já começou, em setembro, envolvendo 49 alunos da Escola Básica do Furadouro (Agrupamento de Escolas de Óbidos), do 2º ciclo do ensino básico, professores, professores bibliotecários e pessoal não docente. A mediação é assegurada pelos autores do Livro Livre, metodologia desenvolvida por Danuta
No dia 23 de outubro, estes alunos serão anfitriões de duas sessões de mediação a decorrer no FOLIO, acolhendo alunos de outras escolas com quem partilharão estas aprendizagens e percorrerão uma exposição FOLIO EDUCA, que revela histórias deste projeto em muitas escolas portuguesas, num caminho começado em 2014.

Mais sobre o Livro Livre, aqui 

Sobre a outra oficina dinamizada em 2017 como projeto de co-criação do FOLIO 2017, Dilfícil Leitura, mediada por Miguel Horta no Centro Educativo da Ventosa (Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, Torres Vedras), podem saber mais aqui

Esta abordagem FOLIO EDUCA, focada em processos de co-criação na promoção da leitura, da literacia, da literatura, iniciou-se em 2016 com oficinas dinamizadas por Luís Mourão com um Clube de Teatro (Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto), Miguel Horta com alunos selecionados pela biblioteca escolar (Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira) e  Susana Pires, com duas turmas (Agrupamento de Escolas de Óbidos). O tema era a Utopia.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Vai haver 1 auxiliar em cada sala do pré-escolar

Tiago Brandão Rodrigues assegurou que ainda este ano serão contratados 1500 novos profissionais. Só não precisou a partir de que data é que estarão nas escolas. Vão somar-se a outros 500 no próximo ano letivo. A prioridade será dada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e ao ensino pré-escolar, afirmou.
Um anúncio que anima e nos obriga a proatividade, a todos e todas que compõe a "aldeia " que crua tidas as crianças, sejam ou não da nossa família direta.
Aguardemos divulgação dos concursos públicos, externos, para vermos quantos postos de trabalho são criados.

O pré-escolar está a ser alargado aos 3 anos de idade. A gestão do pessoal não docente no pré-escolar público compete já às autarquias - esperemos que os candidatos e as candidatas às autarquias na campanha eleitoral em curso se pronunciem sobre isto, e sejam interpelados sobre o assunto.
Por outro lado, esperemos que a formação destes profissionais, tão importantes num momento decisivo da educação das futuros habitantes dos nossos territórios, seja acautelada devidamente, e em coerência com o perfil do aluno aprovado pelo atual Governo, a Constituição da República, a Declaração dos Direitos Humanos. Sendo mais que colocações efémeras por alguns meses, como é direito das crianças, esta medida permitirá aumentar a estabilidade e a eficácia das respostas educativas - mantendo pelo menos uma pessoa adulta com continuidade durante 2 ou 3 anos nas salas dos mais pequeninos...
A precariedade dos vínculos laborais prejudica sempre a qualidade do serviço que se presta, mas isso é economia (arte de desenvolver riqueza) não cabe nos indicadores de tesouraria. Riqueza, para cada vez mais habitantes do planeta Terra, não é lucro de alguns nos cofres bancários, mas sustentabilidade de um futuro mais digno, mais feliz e mais livre para toda a gente.
Por isso as regiões que têm nos seus residentes maiores fortunas monetárias são quase sempre países onde há mais fome, miséria, guerra, tristeza e luto. Pobreza.
Isto anda tudo ligado.

Vai haver um auxiliar em cada sala do pré-escolar: No próximo ano letivo, haverá um auxiliar de educação em cada sala do ensino pré-escolar, assegurou esta quarta-feira o ministro da Educação, no agrupamento de escolas de Padrão da Légua, Matosinhos.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...

Foto de Laredo Associação Cultural.

Transcrevo e aplaudo. Paula Jacinto Cusati, Portugal, 2017
Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor

Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos  na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2),  há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de  vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.

Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.

Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.

Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.

Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.  
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença. 
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora! 
Atenciosamente, 
Paula Cusati
mediadora de leitura

 (1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html

Fonte: 
Pequeno Armazém de Palavras: Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...: Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova opo...

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

 
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos." 
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". 
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."




ALFIN 



Literacia Informacional não trata de saber lidar com ambientes digitais, mas com competências de produção de pensamento crítico, pesquisa, descoberta, transformação e criação de informação. Neste caso sobre o que somos e queremos ser, matéria da História e das Ciências Humanas, que todos os dias descobrimos serem saberes essenciais no século XXI, tal como as artes da comunicação e da expressão. Para saber mais, leiam a reportagem, publicada hoje, 100 anos depois da Revolução de Outubro, muitos mais depois de 1441, quando se inicia o comércio de escravos por mãos porturguesas, e de  outros factos significativos, se os soubermos descobrir, ler e interpretar.




Reportagem - Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Redução de alunos por turma vai começar pelas escolas mais pobres

 Medida abrange anos iniciais de ciclo das escolas TEIP-Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28. Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.


Ler também a propósito:

Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre 'Organização da escola e promoção do sucesso escolar' (junho de 2016); coord. Joaquim Azevedo. Cito das p. 11-13:
A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o acompanhamento. 
Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes. 
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores. 
Ora, uma medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
 
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Natália Pais - outra visão sobre a infância


Deixou-nos hoje, Natália Pais, Princesa Peregrina como bem lhe chamou a Conceição Lopes. E tanto lhe devo, e lhe devemos. Tive a sorte de a conhecer, e o fraco mérito de a admirar. Gratidão eterna.



Voz firme por políticas de infância e respeito pelos Direitos Humanos e pelos Direitos da Criança em Portugal, pela Arte/Educação, e pelas Ludotecas.
Aqui, em 2014 (min.11:43-21:23)

sábado, 26 de julho de 2014

Concursos externos para Professor Bibliotecário (Portugal Continental) 2014


Mais tarde este ano, já abriu a informação no sítio da DGAE.
Como podem ver aqui, já há concursos externos (fase 2) abertos formalmente: http://www.dgae.mec.pt/web/14654/179

Nos termos da portaria 756/2009 e seguintes,as direcções das escolas/agrupamentos devem usar a aplicação da DGAE e divulgar nos seus sítios web, entre outras formas que podem utilizar (afixação na sede do AE, por exemplo).

Por exemplo, até agora, em Lisboa, surgiram dois concursos:


  • ES Marquês de Pombal (no ano passado dispunha de 13h para funções de PB, por ter menos de 500 alunos, este ano não sei) - de 30.07.2014 a 05.08.2014 : http://www.esmp.pt/index1.html
  • AE Manuel da Maia (horário completo) - até 08.08.2014 (ou desde?) - não tem informação disponível no sítio web; contactos - Rua Freitas Gazul 6, 1350-149 Lisboa, tel. 21 392 8870

Mais informações atualizadas, como de costume, na página da RBE: http://www.rbe.min-edu.pt/np4/1238.html

Kialo Edu - ferramenta web para ensino do pensamento crítico e do debate racional

Kialo Edu - The tool to teach critical thinking and rational debate -  https://www.kialo-edu.com/ Uma ferramenta deveras intere...